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Manaus lidera riscos ambientais para crianças, diz Unicef

Manaus está entre os municípios brasileiros que exigem maior atenção na proteção de crianças e adolescentes diante dos impactos das mudanças climáticas e de problemas ambientais. O diagnóstico integra o Painel Crianças e Meio Ambiente, lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em parceria com a organização internacional Vital Strategies.

A plataforma reúne dados de 5.571 municípios brasileiros, coletados entre 2021 e 2025. A avaliação considera 14 indicadores distribuídos em quatro áreas: qualidade do ar, infraestrutura ambiental e urbana, eventos climáticos extremos e ambiente escolar.

Na capital amazonense, que tem cerca de 2,3 milhões de habitantes, dos quais 31,78% são crianças e adolescentes, o levantamento aponta cenário de alta prioridade em dez dos 14 indicadores analisados. Os problemas identificados envolvem qualidade do ar, saneamento, infraestrutura escolar e ocorrência de eventos climáticos extremos.

Entre os dados destacados está o registro médio de 69 eventos de chuvas intensas por ano, além de 10,8 ondas de calor anuais, ambos classificados no nível máximo de atenção. O painel também mostra que 53,93% dos dias analisados apresentaram concentração de partículas finas (PM2,5) acima do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Saneamento e infraestrutura urbana

Na área de infraestrutura urbana, o estudo indica que 18,89% da população de Manaus ainda não possui acesso adequado à água tratada. Entre crianças e adolescentes, 10,52% vivem em domicílios sem coleta adequada de esgoto, enquanto 4,79% não têm acesso à rede geral de abastecimento de água. Outros 1,09% vivem em residências sem coleta adequada de lixo.

O painel também aponta nível máximo de atenção para crianças e adolescentes que vivem em moradias precárias, embora o percentual seja de 0,41% da população infantojuvenil.

O ambiente escolar também aparece como um dos principais desafios. Segundo o levantamento, 77,34% das matrículas estão em escolas sem áreas verdes, enquanto 6,6% dos estudantes frequentam unidades sem saneamento básico completo, indicadores classificados como de alta prioridade.


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Vulnerabilidade concentrada no Norte e no Maranhão

No panorama nacional, o estudo identificou 333 municípios em situação de vulnerabilidade socioambiental e climática severa, o equivalente a cerca de 6% das cidades brasileiras. A maior concentração está na Região Norte e no Maranhão, refletindo desafios relacionados à infraestrutura, ao saneamento e à exposição a eventos climáticos extremos.

Para o especialista em Mudanças Climáticas do Unicef, Danilo Moura, crianças são mais vulneráveis porque dependem dos adultos para reagir a situações de risco.

“Quando se está falando de eventos extremos, crianças dependem de seus cuidadores para tomar as decisões por elas. Elas não necessariamente têm autonomia ou capacidade para reconhecer situações de perigo”, disse em entrevista à TV Brasil.

O Painel Crianças e Meio Ambiente permite consultar a situação de cada município brasileiro e reúne cerca de 50 recomendações para orientar gestores públicos na definição de políticas voltadas à redução da vulnerabilidade ambiental e climática da população infantojuvenil.

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Manaus está entre os municípios brasileiros que exigem maior atenção na proteção de crianças e adolescentes diante dos impactos das mudanças climáticas e de problemas ambientais. O diagnóstico integra o Painel Crianças e Meio Ambiente, lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em parceria com a organização internacional Vital Strategies.

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O painel também aponta nível máximo de atenção para crianças e adolescentes que vivem em moradias precárias, embora o percentual seja de 0,41% da população infantojuvenil.

O ambiente escolar também aparece como um dos principais desafios. Segundo o levantamento, 77,34% das matrículas estão em escolas sem áreas verdes, enquanto 6,6% dos estudantes frequentam unidades sem saneamento básico completo, indicadores classificados como de alta prioridade.


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