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Manaus ganha papel estratégico em ofensiva internacional contra facções

Manaus deve assumir um papel estratégico em uma das maiores iniciativas de cooperação policial já articuladas na América do Sul. O Brasil e a Interpol avançaram, na quarta-feira (17), na criação de uma coalizão internacional que reunirá os 12 países sul-americanos para combater o crime organizado transnacional.

As discussões ocorreram em Évian-les-Bains, na França, durante a programação paralela da Cúpula do G7, com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza.

Pelo acordo, as nações atuarão de forma integrada no combate ao tráfico de drogas e armas, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, tráfico de pessoas e fraudes cibernéticas. A base principal da operação ficará no escritório regional da Interpol em Buenos Aires, mas Manaus terá uma função estratégica por meio do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia), inaugurado por Lula em Manaus no ano passado.

Segundo Andrei Rodrigues, a integração permitirá o compartilhamento de informações, inteligência e tecnologias entre os países.

“Vamos reunir os 12 países sul-americanos em um grande esforço conjunto para enfrentar o tráfico de drogas e armas, os crimes ambientais e todos os demais delitos que possam ser investigados de forma integrada”, afirmou o diretor-geral da PF.

Outro destaque é a chamada Difusão Prateada, novo mecanismo da Interpol voltado à localização e recuperação de recursos financeiros das organizações criminosas. Somente em 2025, mais de R$ 10 bilhões em ativos ligados ao crime organizado foram bloqueados ou recuperados no Brasil.


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Além do combate às facções, a aliança também pretende reforçar a segurança do sistema financeiro e ampliar o enfrentamento aos crimes praticados no ambiente digital.

Com a presença do centro de cooperação internacional em Manaus, a Amazônia passa a ocupar posição central nas estratégias de segurança do continente, especialmente diante do avanço do narcotráfico e dos crimes ambientais na região.

Avanço

O avanço das redes criminosas na Amazônia tem sido impulsionado pela posição estratégica da região para o tráfico internacional de drogas, armas e crimes ambientais.

Segundo a Polícia Federal e o Ministério da Justiça, facções brasileiras ampliaram sua atuação nas áreas de fronteira com Peru, Colômbia, Venezuela e Bolívia, utilizando rios e rotas clandestinas para transportar drogas destinadas ao mercado nacional e internacional. Além do narcotráfico, grupos criminosos também passaram a atuar em atividades como garimpo ilegal, extração de madeira, lavagem de dinheiro e tráfico de pessoas.

Dados oficiais mostram que a região amazônica se tornou uma das principais rotas do crime organizado na América do Sul. Em 2025, operações da Polícia Federal retiraram mais de R$ 10 bilhões das organizações criminosas, entre bloqueios de bens e apreensões.

Diante desse cenário, o governo federal criou em Manaus o CCPI-Amazônia, que reúne forças de segurança brasileiras e de países vizinhos para compartilhar inteligência e coordenar operações contra crimes transnacionais.

Especialistas e autoridades apontam que a integração entre os países da América do Sul é considerada essencial para frear a expansão das facções, principalmente na Amazônia, uma das regiões mais sensíveis.

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Manaus deve assumir um papel estratégico em uma das maiores iniciativas de cooperação policial já articuladas na América do Sul. O Brasil e a Interpol avançaram, na quarta-feira (17), na criação de uma coalizão internacional que reunirá os 12 países sul-americanos para combater o crime organizado transnacional.

As discussões ocorreram em Évian-les-Bains, na França, durante a programação paralela da Cúpula do G7, com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza.

Pelo acordo, as nações atuarão de forma integrada no combate ao tráfico de drogas e armas, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, tráfico de pessoas e fraudes cibernéticas. A base principal da operação ficará no escritório regional da Interpol em Buenos Aires, mas Manaus terá uma função estratégica por meio do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia), inaugurado por Lula em Manaus no ano passado.

Segundo Andrei Rodrigues, a integração permitirá o compartilhamento de informações, inteligência e tecnologias entre os países.

“Vamos reunir os 12 países sul-americanos em um grande esforço conjunto para enfrentar o tráfico de drogas e armas, os crimes ambientais e todos os demais delitos que possam ser investigados de forma integrada”, afirmou o diretor-geral da PF.

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