Manaus registrou o dia mais quente de 2026 neste domingo (9). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura na capital amazonense chegou a 35,4°C às 14h, superando o recorde anterior de 35,3°C, registrado em 4 de março.
Os dados são da estação meteorológica de Manaus e confirmam a tendência de calor intenso observada nos últimos dias, típica do período que antecede o chamado “verão amazônico”.
Recordes se concentram na primeira semana de agosto
A marca de 35,4°C do domingo não foi um episódio isolado. O terceiro maior registro do ano havia ocorrido em 5 de agosto, quando Manaus chegou a 35,2°C, temperatura repetida em 8 de agosto.
Assim, três dos quatro dias mais quentes de 2026 ocorreram na primeira semana de agosto, o que reforça a intensidade do calor no período. Apenas o recorde anterior, de 35,3°C em 4 de março, fica fora dessa concentração recente.
Agosto marca o início da estação mais quente do ano
Os dados indicam que agosto é o mês em que começa a estação mais quente do ano em Manaus. O período de calor mais intenso na capital dura cerca de 2,6 meses, da segunda semana de agosto ao início de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 33°C. Setembro costuma ser o mês mais quente desse intervalo.
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Histórico de temperaturas em Manaus
Apesar de os 35,4°C deste domingo serem a maior temperatura de 2026 até agora, o recorde histórico da cidade é bem superior. Em outubro de 2023, a estação do Inmet registrou 39,2°C, a maior temperatura já medida em Manaus nos últimos 31 anos. Antes disso, o dia mais quente havia sido 21 de agosto de 2015, com 39°C.
O calor na cidade tem se intensificado nos últimos anos. Em 2024, Manaus registrou 39°C em setembro, próximo das marcas históricas. Em 2023, além do recorde de 39,2°C, julho teve médias diárias próximas de 29°C durante forte estiagem.
Fenômenos climáticos podem agravar o calor
Especialistas apontam que a influência do El Niño pode intensificar ainda mais as temperaturas nos próximos meses, com previsão de calor elevado até outubro ou novembro. A combinação de calor extremo e estiagem prolongada aumenta os riscos de queimadas e incêndios florestais na região.
