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Mosquito da dengue é mais atraído por algumas pessoas do que outras? Infectologista responde

Infectologista Noaldo Lucena, da Fundação de Medicina Tropical, falou também sobre perigo de reinfecção por dengue.

Com a explosão de casos de dengue no estado do Amazonas e no restante do Brasil, a atenção das autoridades e da população passa a ser o combate ao mosquito Aedes aegypti, principal transmissor da doença, e também de outras arboviroses como zika e chikungunya.

Tendo em vista isso, é verdade que algumas pessoas parecem “atrair” mais o mosquito, sendo assim mais suscetíveis à doença do que outras? Essa é uma questão polêmica, ainda sem um posicionamento definitivo por parte da ciência. Em busca de respostas, a Rede Onda Digital conversou com o médico infectologista Noaldo Lucena, da Fundação de Medicina Tropical – HVD, sobre o tema.

O médico informou:

“Não existem dados que pareçam demonstrar que algum tipo sanguíneo ‘atrai’ o Aedes de forma especial.

O mosquito Aedes é originário do continente africano, de regiões com predomínio de sangue tipo O. Foi isso que possivelmente disseminou essa informação”.


Leia mais:

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Entre outros fatores, os mosquitos são atraídos pelo sebo, uma substância oleosa presente na pele que tem a função de proteção. O sebo pode provocar odor que, mesmo que os humanos não possam sentir, os mosquitos podem. Repelentes de insetos atuam nesse sentido, formando uma camada de vapor que possui certo odor que os impede de se aproximar das pessoas.

Fica a recomendação de se proteger contra os mosquitos usando repelente, mosquiteiros, telas e, claro, combatendo os focos de água parada ao seu redor: caixas d’água, vasos de plantas, pneus e objetos que possam reter água onde o Aedes deposita seus ovos.

O infectologista também falou sobre o perigo de reinfecção pela doença. Ele disse que as pessoas que já tiveram dengue anteriormente precisam ter atenção redobrada:

“Na primeira infecção com dengue, seu organismo ainda não foi sensibilizado. E você acaba ficando imune a esse sorotipo. Porém, existem 4 sorotipos diferentes da doença.

A partir da segunda infecção, existe a possiblidade de evolução para febre hemorrágica da dengue”.

Finalmente, Lucena deixou a recomendação para quando buscar atendimento médico, em caso de infecção:

“Recomenda-se que, com a pessoa sentindo sintomas leves e iniciais, deve se procurar uma UBS. Porém, em caso de sintomas mais severos, como dor abdominal intensa, sangramentos, entre outros, é necessário ir direto a um pronto socorro”.

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Com a explosão de casos de dengue no estado do Amazonas e no restante do Brasil, a atenção das autoridades e da população passa a ser o combate ao mosquito Aedes aegypti, principal transmissor da doença, e também de outras arboviroses como zika e chikungunya.

Tendo em vista isso, é verdade que algumas pessoas parecem “atrair” mais o mosquito, sendo assim mais suscetíveis à doença do que outras? Essa é uma questão polêmica, ainda sem um posicionamento definitivo por parte da ciência. Em busca de respostas, a Rede Onda Digital conversou com o médico infectologista Noaldo Lucena, da Fundação de Medicina Tropical – HVD, sobre o tema.

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“Na primeira infecção com dengue, seu organismo ainda não foi sensibilizado. E você acaba ficando imune a esse sorotipo. Porém, existem 4 sorotipos diferentes da doença.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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