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No AM, mais de 60% da violência contra mulheres acontece em casa

Em 2022, as redes de saúde e educação do Amazonas identificaram que mais de 62,8% dos casos de violência contra as mulheres acontecem dentro de casa. Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) e embasam a campanha “Agosto Lilás”, promovida pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) para o combate à violência doméstica.

Segundo o informe epidemiológico divulgado no último mês de abril pela FVS-RCP, instituição vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), no ano passado foram 4.691 casos de violência contra mulheres identificados neste cenário.

O estudo permite um recorte que embasa parte do trabalho a ser realizado pela Sejusc durante todo o mês de agosto. Os dados seguem o que aponta o cenário nacional. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 43,1% das agressões a mulheres no Brasil acontecem dentro de casa.


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De acordo com a publicação, os principais tipos de violência sofridas pelas vítimas foram: física, sexual e psicológica com o uso de força corporal praticados por conhecidos da vítima.

Dados

Entre os tipos de violência mais comuns nesses casos, está a física, que lidera o ranking, com 39,3% dos casos. Em seguida, aparece a violência sexual, com 21,5% e a psicológica/moral, com 11,2% dos registros.

O vínculo com o agressor também chama a atenção. Somente 13,7% das vítimas de violência disseram não conhecer o agressor. Cônjuges, mães, irmãos, pais, padrastos, namorados, ex-cônjuges e namorados são os que mais violentaram mulheres.

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que o Informe Epidemiológico é um produto da vigilância em saúde com base nos atendimentos feitos em unidades de saúde e escolas.

Ela destaca que o monitoramento da violência contra a mulher no Amazonas está no perfil da mulher que é alvo da violência e contribui para a construção de ações preventivas, mais efetivas para o enfrentamento da violência contra a mulher no nosso estado.

“Os dados produzidos são compartilhados com os órgãos públicos e organizações da sociedade civil que lidam diretamente no enfrentamento da violência doméstica e familiar, para subsidiar a construção das políticas públicas e as decisões que são voltadas para o enfrentamento da violência contra a mulher, o que permite que as autoridades e oscs (Organizações da Sociedade Civil) desenvolvam políticas e intervenções mais eficazes para proteger as mulheres e prevenir a violência”, pontua Tatyana.

No Amazonas, o monitoramento da violência contra a mulher é realizado pela FVS-RCP, por meio da Gerência de Doenças Crônicas e Agravos Não-Transmissíveis (GVDANT), do Departamento de Vigilância Epidemiológica (DVE), com base nos registros feitos nas unidades de saúde e das escolas.

Denúncia

Para denunciar, a vítima ou quem precisar a agressão pode entrar em contato nos telefones 180, 181, 190, não precisa se identificar.

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Em 2022, as redes de saúde e educação do Amazonas identificaram que mais de 62,8% dos casos de violência contra as mulheres acontecem dentro de casa. Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) e embasam a campanha “Agosto Lilás”, promovida pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) para o combate à violência doméstica.

Segundo o informe epidemiológico divulgado no último mês de abril pela FVS-RCP, instituição vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), no ano passado foram 4.691 casos de violência contra mulheres identificados neste cenário.

O estudo permite um recorte que embasa parte do trabalho a ser realizado pela Sejusc durante todo o mês de agosto. Os dados seguem o que aponta o cenário nacional. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 43,1% das agressões a mulheres no Brasil acontecem dentro de casa.


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Dados

Entre os tipos de violência mais comuns nesses casos, está a física, que lidera o ranking, com 39,3% dos casos. Em seguida, aparece a violência sexual, com 21,5% e a psicológica/moral, com 11,2% dos registros.

O vínculo com o agressor também chama a atenção. Somente 13,7% das vítimas de violência disseram não conhecer o agressor. Cônjuges, mães, irmãos, pais, padrastos, namorados, ex-cônjuges e namorados são os que mais violentaram mulheres.

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que o Informe Epidemiológico é um produto da vigilância em saúde com base nos atendimentos feitos em unidades de saúde e escolas.

Ela destaca que o monitoramento da violência contra a mulher no Amazonas está no perfil da mulher que é alvo da violência e contribui para a construção de ações preventivas, mais efetivas para o enfrentamento da violência contra a mulher no nosso estado.

“Os dados produzidos são compartilhados com os órgãos públicos e organizações da sociedade civil que lidam diretamente no enfrentamento da violência doméstica e familiar, para subsidiar a construção das políticas públicas e as decisões que são voltadas para o enfrentamento da violência contra a mulher, o que permite que as autoridades e oscs (Organizações da Sociedade Civil) desenvolvam políticas e intervenções mais eficazes para proteger as mulheres e prevenir a violência”, pontua Tatyana.

No Amazonas, o monitoramento da violência contra a mulher é realizado pela FVS-RCP, por meio da Gerência de Doenças Crônicas e Agravos Não-Transmissíveis (GVDANT), do Departamento de Vigilância Epidemiológica (DVE), com base nos registros feitos nas unidades de saúde e das escolas.

Denúncia

Para denunciar, a vítima ou quem precisar a agressão pode entrar em contato nos telefones 180, 181, 190, não precisa se identificar.

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Equipe de jornalismo do portal Rede Onda Digital.

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