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“O sentimento é de revolta”, diz filha de Silvanilde Veiga após assassino ser solto

Revolta. Este é o sentimento que define familiares e amigos da servidora pública Silvanilde Veiga após a Justiça do Amazonas conceder liberdade para Caio Claudino, acusado de assassinar a mulher na noite de 21 de maio de 2022.

A decisão da Justiça foi protocolada na última segunda-feira (3). Claudino, que confessou ser o autor do crime, ficou preso em regime fechado por apenas 10 meses.

Com exclusividade, a Rede Onda Digital conversou nesta quinta-feira (6) com a advogada Talita Lindoso, que representa a família da vítima, e com a filha de Silvanilde, a jovem Stephanie Veiga.

Na conversa, a advogada falou sobre as alegações da defesa do acusado no pedido do Habeas Corpus. Um dos pontos contestados seria a falta de provas imprescindíveis, como a quebra do sigilo telefônico da vítima. Para Talita, todas as provas apresentadas até então são robustas e foram obtidas por meio da perícia realizada pela Polícia Civil.

“O trabalho foi tão bem feito que todas as provas que constam nos autos são provas periciais. Nós temos a perícia que comprova material genético dele em uma das armas usadas no crime, nós temos material genético dele em um espelho próximo de onde a vítima foi encontrada, nós temos sangue da vítima no coturno que ele usava no dia dos fatos, nós temos o horário exato em que a vítima abriu a porta do apartamento, então temos como saber aproximadamente o horário em que ela morreu”, disse.

Leia mais:

Câmera mostra acusado de matar Silvanilde antes e depois do crime: Veja!

Suspeito de matar Silvanilde diz que cometeu o crime sob efeito de entorpecente; objetivo era roubar

Para Stephanie, filha de Silvanilde, os últimos dias tem sido de insegurança e medo de uma possível vingança do criminoso.

“Eu me sinto com medo, eu me sinto coagida. Ele ta livre, ele pode ir pra onde quiser, e se ele quiser vir atrás de mim? me atacar, me matar, fazer algo comigo? Sem contar que ele acabou com a vida da minha mãe”, relata a jovem.

Diante dos fatos, a indignação divide espaço com a tristeza na vida de Stephanie e tudo o que resta é a revolta de uma perda precoce.

“O sentimento é de revolta porque ele me tirou a minha vida, ele me tirou tudo o que nós poderíamos viver, tudo o que ela sonhou pra mim. Minha mãe veio de uma família muito pobre, de uma extrema pobreza e ela trabalhou pra nos dar tudo o que tinha, pra nos dar conforto. Ela não vai viver pra usufruir disso porque ele resolveu entrar na minha casa e matar ela”, diz emocionada.

Relembre o caso

A servidora do Tribunal Regional do Trabalho do Amazonas (TRT-AM), Silvanilde Veiga, foi morta a facadas dentro do apartamento em que morava, em um condomínio de luxo na zona Oeste de Manaus, pelo vigilante Caio Claudino.

Claudino foi preso dez dias após o crime e confessou ter matado a servidora pública. Segundo as investigações, o vigilante, que trabalhava no condomínio da vítima, teria tentado obter dinheiro para comprar drogas.

Na sua chegada à DEHS, Caio chegou a dizer que o crime foi “um acidente”. Em seu depoimento à polícia, ele também teria dito que estava sob o efeito de entorpecentes no dia do crime.

Assista abaixo a entrevista completa:

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Revolta. Este é o sentimento que define familiares e amigos da servidora pública Silvanilde Veiga após a Justiça do Amazonas conceder liberdade para Caio Claudino, acusado de assassinar a mulher na noite de 21 de maio de 2022.

A decisão da Justiça foi protocolada na última segunda-feira (3). Claudino, que confessou ser o autor do crime, ficou preso em regime fechado por apenas 10 meses.

Com exclusividade, a Rede Onda Digital conversou nesta quinta-feira (6) com a advogada Talita Lindoso, que representa a família da vítima, e com a filha de Silvanilde, a jovem Stephanie Veiga.

Na conversa, a advogada falou sobre as alegações da defesa do acusado no pedido do Habeas Corpus. Um dos pontos contestados seria a falta de provas imprescindíveis, como a quebra do sigilo telefônico da vítima. Para Talita, todas as provas apresentadas até então são robustas e foram obtidas por meio da perícia realizada pela Polícia Civil.

“O trabalho foi tão bem feito que todas as provas que constam nos autos são provas periciais. Nós temos a perícia que comprova material genético dele em uma das armas usadas no crime, nós temos material genético dele em um espelho próximo de onde a vítima foi encontrada, nós temos sangue da vítima no coturno que ele usava no dia dos fatos, nós temos o horário exato em que a vítima abriu a porta do apartamento, então temos como saber aproximadamente o horário em que ela morreu”, disse.

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“Eu me sinto com medo, eu me sinto coagida. Ele ta livre, ele pode ir pra onde quiser, e se ele quiser vir atrás de mim? me atacar, me matar, fazer algo comigo? Sem contar que ele acabou com a vida da minha mãe”, relata a jovem.

Diante dos fatos, a indignação divide espaço com a tristeza na vida de Stephanie e tudo o que resta é a revolta de uma perda precoce.

“O sentimento é de revolta porque ele me tirou a minha vida, ele me tirou tudo o que nós poderíamos viver, tudo o que ela sonhou pra mim. Minha mãe veio de uma família muito pobre, de uma extrema pobreza e ela trabalhou pra nos dar tudo o que tinha, pra nos dar conforto. Ela não vai viver pra usufruir disso porque ele resolveu entrar na minha casa e matar ela”, diz emocionada.

Relembre o caso

A servidora do Tribunal Regional do Trabalho do Amazonas (TRT-AM), Silvanilde Veiga, foi morta a facadas dentro do apartamento em que morava, em um condomínio de luxo na zona Oeste de Manaus, pelo vigilante Caio Claudino.

Claudino foi preso dez dias após o crime e confessou ter matado a servidora pública. Segundo as investigações, o vigilante, que trabalhava no condomínio da vítima, teria tentado obter dinheiro para comprar drogas.

Na sua chegada à DEHS, Caio chegou a dizer que o crime foi “um acidente”. Em seu depoimento à polícia, ele também teria dito que estava sob o efeito de entorpecentes no dia do crime.

Assista abaixo a entrevista completa:

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Jornalismo
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Equipe de jornalismo do portal Rede Onda Digital.

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