O potencial turístico do interior do Amazonas não se limita às belezas naturais. Essa é a avaliação do candidato a deputado estadual Marcellus Campêlo, para quem o desenvolvimento do setor deve começar pela melhoria da estrutura oferecida à população dos municípios. A avaliação foi apresentada nesta quarta-feira (26/8), durante entrevista ao Onda News.
Segundo Campêlo, para transformar rios, praias, florestas e outros atrativos em destinos capazes de receber mais visitantes, os municípios precisam oferecer estrutura básica e condições para o funcionamento dos negócios ligados ao setor.
“Eu acho que a cidade boa para o turista é a cidade, primeiro, boa para quem mora nela”, afirmou.
Na avaliação do candidato, serviços considerados básicos têm impacto direto na experiência de quem chega ao interior para conhecer os atrativos turísticos. Entre os pontos citados por ele estão pavimentação, iluminação pública, abastecimento de água tratada, coleta e tratamento de esgoto, segurança, atendimento de saúde e funcionamento das escolas.
Campêlo apontou ainda a infraestrutura de chegada como parte dessa experiência. Para o candidato, aeroportos, transporte, hotéis, conectividade e condições das ruas podem influenciar a percepção do visitante antes mesmo de ele chegar aos principais pontos turísticos.
Experiência começa antes do atrativo
Um dos exemplos citados por Campêlo foi Barcelos, município conhecido pelas praias de rio, pela pesca esportiva e pelos atrativos naturais.
Segundo o candidato, o turista não avalia apenas o destino anunciado. Para ele, a experiência começa no desembarque, passa pelo deslocamento dentro da cidade, pela hospedagem e pelos serviços encontrados durante a permanência.
“Quando ele desembarca em uma cidade como Barcelos, ele vai ver o aeroporto, a infraestrutura da chegada dele, a primeira impressão, como é que é o deslocamento do táxi, o hotel que vai receber”, disse.
A conectividade também aparece, na avaliação de Campêlo, como um dos pontos importantes. Segundo ele, não é necessário que o acesso à internet seja gratuito, mas que esteja disponível e funcione para moradores e visitantes.
Para o candidato, a mesma preocupação vale para limpeza urbana, iluminação e pavimentação. Em sua avaliação, uma cidade com serviços funcionando tende a oferecer uma experiência mais adequada para quem chega em busca dos atrativos naturais.
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Burocracia também entra na discussão
Além da infraestrutura, Campêlo citou como obstáculo a relação entre o poder público e os empreendedores.
Ele defendeu que Estado e prefeituras identifiquem os entraves enfrentados por empresários antes de criar novas exigências. A partir desse diagnóstico, a proposta apresentada por ele seria buscar mudanças em leis, incentivos e procedimentos para facilitar a atividade econômica.
“Primeiro, nós temos de parar de atrapalhar quem empreende no estado”, afirmou.
Para ele, os empresários devem ser vistos também como parceiros no desenvolvimento econômico, já que são responsáveis pela geração de empregos e renda.
Na avaliação apresentada por Campêlo, o turismo do interior enfrenta um desafio que vai além da divulgação dos destinos. Segundo o candidato, ampliar o fluxo de visitantes e fazer com que a atividade gere mais renda nos municípios depende de combinar os atrativos naturais do Amazonas com infraestrutura urbana, serviços públicos eficientes e um ambiente mais favorável para os negócios.
