Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Incêndio em lixão de Iranduba expõe riscos e pode gerar indenizações, explica advogada

O incêndio registrado no lixão de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, acende um alerta para os riscos enfrentados por municípios que ainda utilizam áreas de descarte de resíduos a céu aberto. Em entrevista ao Onda News, nesta terca-feira (25/8), a advogada, mestre em Direito Ambiental e bióloga Carolina Araújo afirmou que o poder público pode ser responsabilizado caso seja comprovada omissão diante de riscos já conhecidos.

Segundo a especialista, a legislação ambiental estabelece medidas para que os lixões sejam eliminados e substituídos por sistemas adequados de destinação de resíduos, como os aterros sanitários.

Carolina explicou que a diferença é significativa. Nos aterros sanitários, existem mecanismos de controle para evitar problemas como o chorume, líquido produzido pela decomposição do lixo que pode atingir o solo e o lençol freático.

Já os lixões a céu aberto acumulam resíduos sem o mesmo nível de controle ambiental, favorecendo a presença de insetos e animais, além de contribuir para a contaminação do ar, do solo e da água.

“Não deveria mais existir esse lixão. É um projeto piloto para o caos, infelizmente”, afirmou a advogada ao comentar o caso de Iranduba.

Risco pode se repetir em outros municípios

Para Carolina, o incêndio em Iranduba deve servir de alerta para outras cidades do Amazonas que ainda utilizam lixões. Segundo ela, a situação pode se repetir caso não sejam adotadas medidas para eliminar esse tipo de depósito de resíduos.

A especialista também criticou a falta de debate sobre a destinação dos resíduos sólidos durante períodos eleitorais. Para ela, o tema deveria receber a mesma atenção dada a outras áreas, já que também está diretamente relacionado à saúde pública.

“Isso também é uma questão de saúde pública”, destacou.

No caso específico de Iranduba, a responsabilização do poder público dependerá da comprovação de que havia um risco conhecido e que medidas poderiam ter sido tomadas para evitar o incêndio.

“Se ali existia já um risco que era de conhecimento do poder público e nada foi feito para evitar, o poder público pode, sim, ser responsabilizado por omissão”, explicou.

Fumaça pode gerar pedido de indenização

Outro problema apontado na entrevista é a fumaça provocada pelo incêndio. Moradores afetados podem buscar reparação, inclusive contra o poder público, desde que consigam comprovar a relação entre a exposição à fumaça e os danos sofridos.

Segundo Carolina, a Constituição garante o direito a um meio ambiente equilibrado e a busca por reparação pode ocorrer inclusive por meio de uma ação coletiva.

“Você precisa comprovar que aquela fumaça tem relação com o problema adquirido. Então, comprovando, você solicita”, afirmou.


Saiba mais: 

Teve o imóvel destruído por incêndio? Veja quando você pode ter direito a indenização

TRE-AM decide nesta semana se propaganda eleitoral será entregue aos domingos


Prejuízos podem atingir turismo e economia

Os impactos também podem ultrapassar os danos ambientais e atingir diretamente a economia local. A região de Iranduba possui áreas de interesse turístico, incluindo empreendimentos próximos a lagos e outras áreas naturais.

A fumaça e a degradação ambiental podem prejudicar o funcionamento desses estabelecimentos, além de afetar trabalhadores, famílias e atividades econômicas.

A advogada destacou que os prejuízos podem envolver desde perdas financeiras de empresas até impactos na rotina de crianças e famílias.

“Não estamos falando só de prejuízo ambiental. Tem o giro econômico dessas pessoas que estão sendo afetadas. Tem a escola dessas crianças”, ressaltou.

Ação coletiva pode ser caminho

Para moradores, empresários e demais pessoas afetadas, a orientação é buscar assistência jurídica e reunir provas dos prejuízos provocados pelo incêndio.

A população pode procurar advogados, a Defensoria Pública ou outros órgãos responsáveis pela defesa de direitos coletivos para avaliar a possibilidade de uma ação.

De acordo com Carolina, uma ação coletiva pode fortalecer a reivindicação, já que reúne diferentes pessoas afetadas pelo mesmo problema e permite discutir os impactos ambientais e econômicos de forma conjunta.

“Ela é provável que seja mais rápida e mais ouvida se várias pessoas fizerem ao mesmo tempo, se ela for de forma coletiva”, afirmou.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O incêndio registrado no lixão de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, acende um alerta para os riscos enfrentados por municípios que ainda utilizam áreas de descarte de resíduos a céu aberto. Em entrevista ao Onda News, nesta terca-feira (25/8), a advogada, mestre em Direito Ambiental e bióloga Carolina Araújo afirmou que o poder público pode ser responsabilizado caso seja comprovada omissão diante de riscos já conhecidos.

Segundo a especialista, a legislação ambiental estabelece medidas para que os lixões sejam eliminados e substituídos por sistemas adequados de destinação de resíduos, como os aterros sanitários.

Carolina explicou que a diferença é significativa. Nos aterros sanitários, existem mecanismos de controle para evitar problemas como o chorume, líquido produzido pela decomposição do lixo que pode atingir o solo e o lençol freático.

Já os lixões a céu aberto acumulam resíduos sem o mesmo nível de controle ambiental, favorecendo a presença de insetos e animais, além de contribuir para a contaminação do ar, do solo e da água.

“Não deveria mais existir esse lixão. É um projeto piloto para o caos, infelizmente”, afirmou a advogada ao comentar o caso de Iranduba.

Risco pode se repetir em outros municípios

Para Carolina, o incêndio em Iranduba deve servir de alerta para outras cidades do Amazonas que ainda utilizam lixões. Segundo ela, a situação pode se repetir caso não sejam adotadas medidas para eliminar esse tipo de depósito de resíduos.

A especialista também criticou a falta de debate sobre a destinação dos resíduos sólidos durante períodos eleitorais. Para ela, o tema deveria receber a mesma atenção dada a outras áreas, já que também está diretamente relacionado à saúde pública.

“Isso também é uma questão de saúde pública”, destacou.

No caso específico de Iranduba, a responsabilização do poder público dependerá da comprovação de que havia um risco conhecido e que medidas poderiam ter sido tomadas para evitar o incêndio.

“Se ali existia já um risco que era de conhecimento do poder público e nada foi feito para evitar, o poder público pode, sim, ser responsabilizado por omissão”, explicou.

Fumaça pode gerar pedido de indenização

Outro problema apontado na entrevista é a fumaça provocada pelo incêndio. Moradores afetados podem buscar reparação, inclusive contra o poder público, desde que consigam comprovar a relação entre a exposição à fumaça e os danos sofridos.

Segundo Carolina, a Constituição garante o direito a um meio ambiente equilibrado e a busca por reparação pode ocorrer inclusive por meio de uma ação coletiva.

“Você precisa comprovar que aquela fumaça tem relação com o problema adquirido. Então, comprovando, você solicita”, afirmou.


Saiba mais: 

Teve o imóvel destruído por incêndio? Veja quando você pode ter direito a indenização

TRE-AM decide nesta semana se propaganda eleitoral será entregue aos domingos


Prejuízos podem atingir turismo e economia

Os impactos também podem ultrapassar os danos ambientais e atingir diretamente a economia local. A região de Iranduba possui áreas de interesse turístico, incluindo empreendimentos próximos a lagos e outras áreas naturais.

A fumaça e a degradação ambiental podem prejudicar o funcionamento desses estabelecimentos, além de afetar trabalhadores, famílias e atividades econômicas.

A advogada destacou que os prejuízos podem envolver desde perdas financeiras de empresas até impactos na rotina de crianças e famílias.

“Não estamos falando só de prejuízo ambiental. Tem o giro econômico dessas pessoas que estão sendo afetadas. Tem a escola dessas crianças”, ressaltou.

Ação coletiva pode ser caminho

Para moradores, empresários e demais pessoas afetadas, a orientação é buscar assistência jurídica e reunir provas dos prejuízos provocados pelo incêndio.

A população pode procurar advogados, a Defensoria Pública ou outros órgãos responsáveis pela defesa de direitos coletivos para avaliar a possibilidade de uma ação.

De acordo com Carolina, uma ação coletiva pode fortalecer a reivindicação, já que reúne diferentes pessoas afetadas pelo mesmo problema e permite discutir os impactos ambientais e econômicos de forma conjunta.

“Ela é provável que seja mais rápida e mais ouvida se várias pessoas fizerem ao mesmo tempo, se ela for de forma coletiva”, afirmou.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Confira os bairros de Manaus que terão interrupção de energia nesta quarta (26/8)

Moradores de diferentes regiões de Manaus terão o fornecimento de energia elétrica temporariamente interrompido nesta quarta-feira (26/8). Os desligamentos programados ocorrerão para a execução...

Quem passou mal com vazamento de estireno pode ser indenizado? advogada explica

Pessoas que passaram mal ou tiveram a rotina afetada pelo vazamento de estireno registrado no Distrito Industrial de Manaus podem ter direito a indenização....
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Transporte escolar de Manaus pode entrar em greve por impasse trabalhista

Os trabalhadores do transporte escolar de Manaus podem paralisar as atividades nos próximos dias caso as negociações coletivas da categoria não avancem até quinta-feira...

Teve o imóvel destruído por incêndio? Veja quando você pode ter direito a indenização

O aumento no número de incêndios em Manaus durante o mês de agosto acende um alerta para famílias que tiveram suas casas atingidas ou...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Violência psicológica: apoio é essencial para romper ciclo de abuso

O Brasil registrou mais de 60 mil casos de violência psicológica contra mulheres em 2025, aumento de 16,9% em relação ao ano anterior, segundo...

CIEE abre 130 vagas de estágio e aprendizagem em Manaus

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) abriu 130 vagas de estágio e aprendizagem em Manaus. As oportunidades contemplam estudantes do ensino médio e superior...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Confira os bairros de Manaus que terão interrupção de energia nesta quarta (26/8)

Moradores de diferentes regiões de Manaus terão o fornecimento de energia elétrica temporariamente interrompido nesta quarta-feira (26/8). Os desligamentos programados ocorrerão para a execução...

Quem passou mal com vazamento de estireno pode ser indenizado? advogada explica

Pessoas que passaram mal ou tiveram a rotina afetada pelo vazamento de estireno registrado no Distrito Industrial de Manaus podem ter direito a indenização....

Transporte escolar de Manaus pode entrar em greve por impasse trabalhista

Os trabalhadores do transporte escolar de Manaus podem paralisar as atividades nos próximos dias caso as negociações coletivas da categoria não avancem até quinta-feira...

Teve o imóvel destruído por incêndio? Veja quando você pode ter direito a indenização

O aumento no número de incêndios em Manaus durante o mês de agosto acende um alerta para famílias que tiveram suas casas atingidas ou...

Violência psicológica: apoio é essencial para romper ciclo de abuso

O Brasil registrou mais de 60 mil casos de violência psicológica contra mulheres em 2025, aumento de 16,9% em relação ao ano anterior, segundo...

CIEE abre 130 vagas de estágio e aprendizagem em Manaus

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) abriu 130 vagas de estágio e aprendizagem em Manaus. As oportunidades contemplam estudantes do ensino médio e superior...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]