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Passageiros são surpreendidos por greve dos rodoviários em Manaus: “ninguém esperava”

A paralisação geral dos rodoviários de Manaus, iniciada na manhã desta segunda-feira (20), pegou milhares de passageiros de surpresa e interrompeu viagens em diferentes pontos da cidade. Sem aviso prévio e sem previsão para a retomada do serviço, usuários do transporte coletivo relataram dificuldades para chegar ao trabalho, cumprir compromissos e até retornar para casa.

O autônomo Sirius Alilan estava dentro de um ônibus quando a paralisação começou. Segundo ele, os passageiros foram informados apenas depois que o veículo já havia parado.

“Foi tudo muito repentino. Não teve aviso, ninguém explicou nada. Todo mundo foi pego de surpresa: idosos, crianças, pessoas autistas, trabalhadores. Quem mora perto ainda consegue voltar para casa, mas quem mora longe fica sem alternativa”, relatou.

Ele também chamou atenção para o sofrimento dos passageiros expostos ao forte calor enquanto aguardavam uma solução.

“O sol está muito forte. É triste ver crianças doentes, crianças autistas e idosos passando por essa situação. Não é a primeira vez que isso acontece. Há menos de um mês já tivemos uma paralisação parecida, mas dessa vez ninguém esperava.”


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Sem condições de pagar um carro por aplicativo, Sirius afirmou que muitos usuários ficaram sem opção de transporte.

“A maioria das pessoas não tem dinheiro para pagar aplicativo, ainda mais porque o preço aumenta nessas situações.”

Outra passageira afetada foi a autônoma Maria do Socorro, moradora do bairro Coroado. Ela contou que saiu de casa logo cedo para seguir até o Centro, mas teve a viagem interrompida no meio do percurso.

“Eu saí de casa sem nem tomar café direito. Quando o ônibus chegou perto do sinal, ele parou. A cobradora disse que também não sabia que a greve ia acontecer e que não tinha previsão de quando o ônibus voltaria a circular.”

Apesar dos transtornos, Maria disse compreender a reivindicação dos trabalhadores.

“Eles têm razão de protestar, porque não receberam os salários. Eu entendo. Agora estou pensando em como vou voltar para casa. Vou tentar ir andando, mas é um percurso muito grande.”

Greve foi motivada por atraso de salários

A greve foi anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviários de Manaus e no Amazonas (STTRM), que determinou a paralisação de 100% da categoria.

Segundo o presidente do sindicato, Givancir Oliveira, a decisão foi tomada após sucessivos atrasos no pagamento dos salários dos trabalhadores. De acordo com a entidade, mesmo com decisão judicial que prevê multa diária às empresas em caso de descumprimento dos prazos, os pagamentos continuaram atrasados.

“O sindicato tem feito de tudo para não parar a cidade de Manaus. Buscou a Justiça, buscou a mesa de negociação e buscou o diálogo. Cansado do desprezo das empresas com os trabalhadores, nesse exato momento acabou o diálogo”, afirmou Givancir.

A orientação do sindicato é que motoristas, cobradores, fiscais e demais trabalhadores permaneçam paralisados até que os salários sejam regularizados. Até o momento, não há previsão para a retomada da operação do transporte coletivo.

A Prefeitura de Manaus e as empresas concessionárias do sistema ainda não haviam se manifestado oficialmente sobre a paralisação.

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A paralisação geral dos rodoviários de Manaus, iniciada na manhã desta segunda-feira (20), pegou milhares de passageiros de surpresa e interrompeu viagens em diferentes pontos da cidade. Sem aviso prévio e sem previsão para a retomada do serviço, usuários do transporte coletivo relataram dificuldades para chegar ao trabalho, cumprir compromissos e até retornar para casa.

O autônomo Sirius Alilan estava dentro de um ônibus quando a paralisação começou. Segundo ele, os passageiros foram informados apenas depois que o veículo já havia parado.

“Foi tudo muito repentino. Não teve aviso, ninguém explicou nada. Todo mundo foi pego de surpresa: idosos, crianças, pessoas autistas, trabalhadores. Quem mora perto ainda consegue voltar para casa, mas quem mora longe fica sem alternativa”, relatou.

Ele também chamou atenção para o sofrimento dos passageiros expostos ao forte calor enquanto aguardavam uma solução.

“O sol está muito forte. É triste ver crianças doentes, crianças autistas e idosos passando por essa situação. Não é a primeira vez que isso acontece. Há menos de um mês já tivemos uma paralisação parecida, mas dessa vez ninguém esperava.”


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“Eu saí de casa sem nem tomar café direito. Quando o ônibus chegou perto do sinal, ele parou. A cobradora disse que também não sabia que a greve ia acontecer e que não tinha previsão de quando o ônibus voltaria a circular.”

Apesar dos transtornos, Maria disse compreender a reivindicação dos trabalhadores.

“Eles têm razão de protestar, porque não receberam os salários. Eu entendo. Agora estou pensando em como vou voltar para casa. Vou tentar ir andando, mas é um percurso muito grande.”

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Segundo o presidente do sindicato, Givancir Oliveira, a decisão foi tomada após sucessivos atrasos no pagamento dos salários dos trabalhadores. De acordo com a entidade, mesmo com decisão judicial que prevê multa diária às empresas em caso de descumprimento dos prazos, os pagamentos continuaram atrasados.

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