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Pix no Amazonas: Estado lidera em uso no Brasil, mas algumas pessoas resistem ao sistema

O Pix se consolidou como o método de pagamento favorito dos brasileiros. Desde que foi implantado em 2020, o sistema conquistou o público, sendo responsável por pequenas e grandes transações, e a expressão “faz um Pix” virou gíria popular no país.

Diante das dimensões continentais do Brasil, é natural que cada região e cada estado utilizem o Pix com maior ou menor intensidade. O estudo “Geografia do Pix”, publicado no início de 2025 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrou que o Pix superou dinheiro vivo e cartões de débito e crédito como meio de pagamento preferencial. A taxa de adesão ao Pix em todo o país é de 63%, o que significa que seis em cada dez brasileiros realizaram ao menos uma transação pelo sistema ao longo de 2024.

Amazonas lidera número de transações, mas com valores baixos

O estudo apontou o Amazonas como o estado que mais utiliza o Pix no país. Cada usuário amazonense realizou, em média, 48 transações mensais em 2024, número superior à média nacional de 32 operações por pessoa. No Amazonas, 59,66% da população tem acesso ao sistema.

Apesar do alto volume de transações, o Amazonas é o estado com o menor valor médio por operação: R$ 120,53. Isso indica que as transações são frequentes, mas de baixo valor.

De acordo com dados do Sebrae/AM, o uso do Pix para quitação de dívidas cresceu 47% entre junho de 2024 e junho de 2025. Segundo o levantamento, 98% dos acordos firmados por Pix foram pagos integralmente.


Leia mais:

Senado aprova criação do “PIX Pensão” com transferências automáticas para beneficiários

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Como o Pix se tornou a maior transformação da economia brasileira

Para explicar o uso do sistema no estado e os motivos que ainda geram resistência entre parte da população, a Onda Digital ouviu o economista Jessé Rodrigues.

Jessé Rodrigues (Foto: Arquivo pessoal).

“O Pix foi a maior transformação da economia brasileira nos últimos anos”, afirma Rodrigues. Segundo o economista, o processo começou antes do que muitos lembram: “Em 2013, criou-se uma lei estabelecendo os arranjos de pagamento, estabelecendo um critério, que é uma palavrinha bem difícil, interoperabilidade entre as instituições, ou seja, todo mundo pagando e recebendo sem cobrar nada. Rolou o governo Temer e foi estabelecida a criação, o Banco Central foi lá e estabeleceu uma resolução. E aí começou”.

Rodrigues também destacou o diferencial do sistema em relação a outros meios de pagamento: “Antes você pagava em dinheiro para botar o preço mais embaixo, e as maquininhas, cartão de crédito e débito, sempre cobram uma taxa, geram um custo na transação. Aí o Pix chega e diz que não. A chave é um código, uma identidade, um RG seu dentro do sistema financeiro”.

Por que o uso do Pix é maior no Amazonas

Segundo Rodrigues, o Pix se consolidou no estado como substituto direto do dinheiro em espécie: “As pessoas estão utilizando o Pix como uma forma de pagamento substituto, é direto do dinheiro. Então, facilita muito a movimentação, e o valor é baixo porque são os pagamentos que a gente faz. Você vai na feira e compra 50, 30, 40 reais, vai no supermercado e paga no cartão, porque o supermercado parcela. Mas os pagamentos pequenos, tipo serviços: a pessoa fez um serviço para você, um serviço de estética, ou consertou o seu pneu e paga com o Pix”.

De acordo com o economista, pequenos e microempreendedores estão entre os setores que mais se beneficiaram da popularização do sistema.

Os motivos de resistência ao sistema

Rodrigues listou três principais fatores que ainda afastam parte da população do uso do Pix.

O primeiro é a segurança. “Esse, com certeza, é o principal fator de resistência ao Pix. As pessoas receiam sofrer golpes virtuais, clonagem de seus celulares, exposição dos seus dados bancários. O sistema oferece muitas facilidades, então às vezes você faz um pagamento na pressão, e depois que você pensa, é muito difícil recuperar valor já transferido”, explica.

O segundo fator é a falta de familiaridade com tecnologia. “Existem pessoas que não têm acesso à tecnologia, não sabem como usar, então não confiam em plataformas digitais ou sistemas. Não sabem se conectar com a internet, então se mantêm fora desse ambiente de pagamentos”, afirma o economista.

O terceiro é a falta de hábito. “Quem tem o hábito de usar dinheiro, boleto ou cartão, ou seja, o comportamento econômico das pessoas, isso é muito difícil de mudar. Quem já tem rotina de pagar contas com dinheiro ou mesmo cartão de crédito ou débito, muitas vezes não sente a necessidade de mudar para Pix. Acham que é mais uma coisa para fazer, para aprender, e não querem ter o trabalho”, diz Rodrigues.

Segundo o economista, o público idoso costuma reunir os três fatores de resistência. Ele aponta ainda outro aspecto que leva algumas pessoas a evitarem o Pix: “Alguns comerciantes ou pequenos empreendedores também têm receio de aderir ao Pix porque não querem ter seus ganhos rastreados pelas autoridades tributárias. Têm receio da fiscalização, então usam dinheiro vivo como principal meio de pagamento. Isso ocorre muito com mercados e comerciantes que atuam na informalidade”.

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O Pix se consolidou como o método de pagamento favorito dos brasileiros. Desde que foi implantado em 2020, o sistema conquistou o público, sendo responsável por pequenas e grandes transações, e a expressão “faz um Pix” virou gíria popular no país.

Diante das dimensões continentais do Brasil, é natural que cada região e cada estado utilizem o Pix com maior ou menor intensidade. O estudo “Geografia do Pix”, publicado no início de 2025 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrou que o Pix superou dinheiro vivo e cartões de débito e crédito como meio de pagamento preferencial. A taxa de adesão ao Pix em todo o país é de 63%, o que significa que seis em cada dez brasileiros realizaram ao menos uma transação pelo sistema ao longo de 2024.

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Apesar do alto volume de transações, o Amazonas é o estado com o menor valor médio por operação: R$ 120,53. Isso indica que as transações são frequentes, mas de baixo valor.

De acordo com dados do Sebrae/AM, o uso do Pix para quitação de dívidas cresceu 47% entre junho de 2024 e junho de 2025. Segundo o levantamento, 98% dos acordos firmados por Pix foram pagos integralmente.


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Jessé Rodrigues (Foto: Arquivo pessoal).

“O Pix foi a maior transformação da economia brasileira nos últimos anos”, afirma Rodrigues. Segundo o economista, o processo começou antes do que muitos lembram: “Em 2013, criou-se uma lei estabelecendo os arranjos de pagamento, estabelecendo um critério, que é uma palavrinha bem difícil, interoperabilidade entre as instituições, ou seja, todo mundo pagando e recebendo sem cobrar nada. Rolou o governo Temer e foi estabelecida a criação, o Banco Central foi lá e estabeleceu uma resolução. E aí começou”.

Rodrigues também destacou o diferencial do sistema em relação a outros meios de pagamento: “Antes você pagava em dinheiro para botar o preço mais embaixo, e as maquininhas, cartão de crédito e débito, sempre cobram uma taxa, geram um custo na transação. Aí o Pix chega e diz que não. A chave é um código, uma identidade, um RG seu dentro do sistema financeiro”.

Por que o uso do Pix é maior no Amazonas

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De acordo com o economista, pequenos e microempreendedores estão entre os setores que mais se beneficiaram da popularização do sistema.

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O primeiro é a segurança. “Esse, com certeza, é o principal fator de resistência ao Pix. As pessoas receiam sofrer golpes virtuais, clonagem de seus celulares, exposição dos seus dados bancários. O sistema oferece muitas facilidades, então às vezes você faz um pagamento na pressão, e depois que você pensa, é muito difícil recuperar valor já transferido”, explica.

O segundo fator é a falta de familiaridade com tecnologia. “Existem pessoas que não têm acesso à tecnologia, não sabem como usar, então não confiam em plataformas digitais ou sistemas. Não sabem se conectar com a internet, então se mantêm fora desse ambiente de pagamentos”, afirma o economista.

O terceiro é a falta de hábito. “Quem tem o hábito de usar dinheiro, boleto ou cartão, ou seja, o comportamento econômico das pessoas, isso é muito difícil de mudar. Quem já tem rotina de pagar contas com dinheiro ou mesmo cartão de crédito ou débito, muitas vezes não sente a necessidade de mudar para Pix. Acham que é mais uma coisa para fazer, para aprender, e não querem ter o trabalho”, diz Rodrigues.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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