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Quem merece a torcida do Amazonas: o país que construiu o porto ou o que compra nossas motos?

A semifinal entre Inglaterra e Argentina reacende, no Amazonas, uma comparação entre dois parceiros econômicos do estado. De um lado, a Inglaterra, responsável por investimentos históricos durante o ciclo da borracha. Do outro, a Argentina, um dos principais destinos das exportações atuais do Polo Industrial de Manaus.

Inglaterra: presença histórica no ciclo da borracha

Durante o auge do ciclo da borracha, a empresa britânica Manaos Harbour Limited assumiu as obras do Porto de Manaus em 1902 e concluiu, em 1907, o que é apontado como o maior porto flutuante do mundo.

O prédio da Alfândega de Manaus foi fabricado na Inglaterra e remontado no Brasil bloco por bloco. Historiadores apontam a construção como a primeira edificação pré-fabricada do mundo.

A cidade também contou com capital britânico em outros setores. O London Bank, resultado da fusão entre o London and Brazilian Bank e o London & River Plate Bank, operou em Manaus, assim como a Manáos Tramways and Light Company, responsável pelo sistema de bondes, e a Manáos Markets, que funcionava onde hoje está o complexo Booth Line.

Investimentos britânicos também estiveram ligados à infraestrutura de saneamento da cidade. Do total de residências atendidas pela rede de coleta e tratamento de esgoto em Manaus, cerca de 25% das galerias foram construídas pelos ingleses, principalmente na região central e em bairros tradicionais do entorno.

Segundo especialistas, o mesmo capital britânico que financiou a expansão de Manaus também esteve relacionado ao fim do monopólio amazônico da borracha. Sementes de seringueira foram levadas para colônias britânicas na Ásia e, em menos de 30 anos, a produção cultivada na Malásia superou a extração amazônica, o que provocou retração econômica na região. Ainda segundo especialistas, os efeitos dessa mudança só foram superados com a consolidação da Zona Franca de Manaus, a partir de 1967.

Argentina: um dos maiores compradores do Polo Industrial

Atualmente, a Argentina figura entre os principais destinos das exportações do Polo Industrial de Manaus. Levantamentos do setor industrial apontam o país como o maior importador dos produtos fabricados no Amazonas.

Segundo outro balanço, Argentina e Colômbia respondem juntas por 46% do total exportado pela Zona Franca de Manaus, o equivalente a aproximadamente US$ 32 milhões em um único mês.

Entre os produtos exportados estão suco concentrado, lâminas de barbear e motocicletas fabricadas no Polo Industrial de Manaus, que têm a Argentina como um dos principais mercados compradores fora do Brasil.

A relação comercial entre as duas economias é sensível a oscilações. Durante períodos de instabilidade econômica na Argentina, já houve registro de cotas e restrições às exportações do Amazonas para o país. O setor industrial local acompanha de perto o cenário econômico argentino, já que ele influencia diretamente o volume de vendas, a entrada de dólares e o nível de emprego no Distrito Industrial de Manaus.

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A semifinal entre Inglaterra e Argentina reacende, no Amazonas, uma comparação entre dois parceiros econômicos do estado. De um lado, a Inglaterra, responsável por investimentos históricos durante o ciclo da borracha. Do outro, a Argentina, um dos principais destinos das exportações atuais do Polo Industrial de Manaus.

Inglaterra: presença histórica no ciclo da borracha

Durante o auge do ciclo da borracha, a empresa britânica Manaos Harbour Limited assumiu as obras do Porto de Manaus em 1902 e concluiu, em 1907, o que é apontado como o maior porto flutuante do mundo.

O prédio da Alfândega de Manaus foi fabricado na Inglaterra e remontado no Brasil bloco por bloco. Historiadores apontam a construção como a primeira edificação pré-fabricada do mundo.

A cidade também contou com capital britânico em outros setores. O London Bank, resultado da fusão entre o London and Brazilian Bank e o London & River Plate Bank, operou em Manaus, assim como a Manáos Tramways and Light Company, responsável pelo sistema de bondes, e a Manáos Markets, que funcionava onde hoje está o complexo Booth Line.

Investimentos britânicos também estiveram ligados à infraestrutura de saneamento da cidade. Do total de residências atendidas pela rede de coleta e tratamento de esgoto em Manaus, cerca de 25% das galerias foram construídas pelos ingleses, principalmente na região central e em bairros tradicionais do entorno.

Segundo especialistas, o mesmo capital britânico que financiou a expansão de Manaus também esteve relacionado ao fim do monopólio amazônico da borracha. Sementes de seringueira foram levadas para colônias britânicas na Ásia e, em menos de 30 anos, a produção cultivada na Malásia superou a extração amazônica, o que provocou retração econômica na região. Ainda segundo especialistas, os efeitos dessa mudança só foram superados com a consolidação da Zona Franca de Manaus, a partir de 1967.

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Atualmente, a Argentina figura entre os principais destinos das exportações do Polo Industrial de Manaus. Levantamentos do setor industrial apontam o país como o maior importador dos produtos fabricados no Amazonas.

Segundo outro balanço, Argentina e Colômbia respondem juntas por 46% do total exportado pela Zona Franca de Manaus, o equivalente a aproximadamente US$ 32 milhões em um único mês.

Entre os produtos exportados estão suco concentrado, lâminas de barbear e motocicletas fabricadas no Polo Industrial de Manaus, que têm a Argentina como um dos principais mercados compradores fora do Brasil.

A relação comercial entre as duas economias é sensível a oscilações. Durante períodos de instabilidade econômica na Argentina, já houve registro de cotas e restrições às exportações do Amazonas para o país. O setor industrial local acompanha de perto o cenário econômico argentino, já que ele influencia diretamente o volume de vendas, a entrada de dólares e o nível de emprego no Distrito Industrial de Manaus.

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