O vazamento de estireno registrado em uma indústria do Distrito Industrial, na Zona Sul de Manaus, continua mobilizando o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). Mais de 16 horas após o início da ocorrência, na tarde de quarta-feira (15), o gás ainda era liberado de forma controlada na manhã desta quinta-feira (16), enquanto as equipes seguiam no local realizando o resfriamento dos tanques.
Segundo a corporação, o vazamento ocorreu após aumento da pressão e da temperatura em um dos tanques de armazenamento de estireno. Como medida de segurança, o sistema de alívio do reservatório foi acionado para liberar o excesso de vapor e evitar um cenário mais grave, como uma explosão.
Desde então, os bombeiros concentram esforços no resfriamento contínuo dos reservatórios, procedimento considerado essencial para reduzir a temperatura do produto químico e impedir novas liberações intensas de vapor.
Riscos à saúde associados ao estireno
O estireno é uma substância amplamente utilizada na fabricação de plásticos, resinas e borrachas sintéticas. Em altas temperaturas, transforma-se rapidamente em vapor, que pode causar irritação nos olhos, no nariz e na garganta, além de provocar dores de cabeça, tontura, náuseas e dificuldades respiratórias quando inalado.
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Área isolada e monitoramento constante
A operação de resposta também envolveu o isolamento da área e o monitoramento constante da situação, para garantir a segurança de trabalhadores, moradores e empresas instaladas nas proximidades. Apesar de o problema ter se concentrado em um único tanque, o resfriamento vem sendo realizado em todos os reservatórios da unidade como medida preventiva.
Enquanto a ocorrência permanece em andamento, o Corpo de Bombeiros mantém equipes especializadas monitorando a temperatura dos tanques e a dispersão do vapor até que o risco seja completamente eliminado.
Orientações
As autoridades orientam que pessoas nas proximidades da área afetada permaneçam em locais bem ventilados e procurem atendimento médico caso apresentem sintomas como irritação nos olhos ou na pele, tontura, dor de cabeça, náuseas, dificuldade para respirar ou sonolência. A investigação sobre as causas do incidente e a avaliação de possíveis impactos ambientais seguem sob responsabilidade dos órgãos competentes.
