Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Entre prédios e avenidas, uma floresta amazônica sobrevive em Manaus

Quem circula pela Avenida Rodrigo Otávio, em Manaus, talvez não imagine que, por trás dos prédios e das vias do campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), existe uma área de floresta amazônica com aproximadamente 700 hectares. O tamanho equivale a cerca de 980 campos de futebol.

O fragmento está completamente inserido na área urbana da capital e reúne árvores nativas, nascentes, igarapés e espécies da fauna amazônica. A área integra a Área de Proteção Ambiental (APA) Manáos, localizada entre regiões urbanizadas dos bairros Japiim, Coroado, São José e Distrito Industrial, além dos conjuntos Nova República e Eliza Miranda.

A proteção e a gestão do espaço envolvem a Ufam e o poder público municipal.

Calor

De acordo com o diretor do Centro de Ciências do Meio Ambiente da Ufam, professor e engenheiro florestal André Mendonça, a área protegida tem papel importante na conservação da biodiversidade e no equilíbrio ambiental da cidade.

A vegetação contribui para reduzir as temperaturas, manter a umidade do ar e proteger nascentes e igarapés que fazem parte de microbacias hidrográficas de Manaus. A floresta também ajuda a diminuir processos de erosão e assoreamento.

Além disso, o fragmento participa do armazenamento de carbono por meio da biomassa das árvores e contribui para a filtragem de poluentes atmosféricos, especialmente em uma região marcada pela circulação de veículos e pela atividade industrial.

O espaço reúne diferentes tipos de floresta, incluindo áreas de baixio, mais úmidas e sujeitas a alagamentos, e trechos de terra firme.

Fauna amazônica

Mesmo cercada pela expansão urbana, a floresta mantém espécies da fauna amazônica. Entre os animais registrados estão:

  • Preguiças;
  • Pacas;
  • Macacos;
  • Sauim-de-coleira;
  • Camarões de água doce;
  • Caranguejos encontrados nos igarapés.

Levantamentos também identificaram diversidade de árvores, palmeiras e insetos ao longo das trilhas que ligam áreas próximas aos bairros ao interior do fragmento.

A biodiversidade da região foi reunida na publicação Fauna e Flora da Universidade Federal do Amazonas, editada pela Editora da Ufam. O material contribui para documentar as espécies existentes no campus.


Leia mais

UFAM e INPA oferecem oficinas gratuitas para formar ‘ecoinfluenciadores’ em Manaus

Amazônia reúne 2,7 mil espécies de peixes essenciais à floresta, aponta estudo


Pesquisas

O fragmento florestal também funciona como espaço de ensino e pesquisa para diferentes unidades da universidade.

Entre os setores que desenvolvem atividades no local estão a Faculdade de Ciências Agrárias, o Instituto de Ciências Biológicas e programas de pós-graduação. As pesquisas envolvem ainda áreas como Geografia, Geologia, Engenharias Civil e Ambiental, Antropologia, Ciências Sociais, Administração e Comunicação.

Os estudos observam espécies, processos ecológicos e a relação entre a floresta e a área urbana.

Riscos

Apesar da importância ambiental, a floresta enfrenta ameaças por estar cercada pela cidade. O isolamento aumenta os chamados efeitos de borda, que podem alterar a temperatura, a umidade e as condições de sobrevivência de espécies no interior da mata.

A falta de conexão com outras áreas verdes também reduz a circulação de animais e pode provocar perda de diversidade genética.

Segundo André Mendonça, o fragmento sofre ainda com a pressão de ocupações irregulares no entorno. A situação torna a conservação do espaço um desafio para a administração da Ufam e para o poder público.

A manutenção da floresta dentro de Manaus é considerada importante não apenas para preservar espécies amazônicas, mas também para ajudar no equilíbrio climático, na proteção dos recursos hídricos e na qualidade ambiental da capital.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Quem circula pela Avenida Rodrigo Otávio, em Manaus, talvez não imagine que, por trás dos prédios e das vias do campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), existe uma área de floresta amazônica com aproximadamente 700 hectares. O tamanho equivale a cerca de 980 campos de futebol.

O fragmento está completamente inserido na área urbana da capital e reúne árvores nativas, nascentes, igarapés e espécies da fauna amazônica. A área integra a Área de Proteção Ambiental (APA) Manáos, localizada entre regiões urbanizadas dos bairros Japiim, Coroado, São José e Distrito Industrial, além dos conjuntos Nova República e Eliza Miranda.

A proteção e a gestão do espaço envolvem a Ufam e o poder público municipal.

Calor

De acordo com o diretor do Centro de Ciências do Meio Ambiente da Ufam, professor e engenheiro florestal André Mendonça, a área protegida tem papel importante na conservação da biodiversidade e no equilíbrio ambiental da cidade.

A vegetação contribui para reduzir as temperaturas, manter a umidade do ar e proteger nascentes e igarapés que fazem parte de microbacias hidrográficas de Manaus. A floresta também ajuda a diminuir processos de erosão e assoreamento.

Além disso, o fragmento participa do armazenamento de carbono por meio da biomassa das árvores e contribui para a filtragem de poluentes atmosféricos, especialmente em uma região marcada pela circulação de veículos e pela atividade industrial.

O espaço reúne diferentes tipos de floresta, incluindo áreas de baixio, mais úmidas e sujeitas a alagamentos, e trechos de terra firme.

Fauna amazônica

Mesmo cercada pela expansão urbana, a floresta mantém espécies da fauna amazônica. Entre os animais registrados estão:

  • Preguiças;
  • Pacas;
  • Macacos;
  • Sauim-de-coleira;
  • Camarões de água doce;
  • Caranguejos encontrados nos igarapés.

Levantamentos também identificaram diversidade de árvores, palmeiras e insetos ao longo das trilhas que ligam áreas próximas aos bairros ao interior do fragmento.

A biodiversidade da região foi reunida na publicação Fauna e Flora da Universidade Federal do Amazonas, editada pela Editora da Ufam. O material contribui para documentar as espécies existentes no campus.


Leia mais

UFAM e INPA oferecem oficinas gratuitas para formar ‘ecoinfluenciadores’ em Manaus

Amazônia reúne 2,7 mil espécies de peixes essenciais à floresta, aponta estudo


Pesquisas

O fragmento florestal também funciona como espaço de ensino e pesquisa para diferentes unidades da universidade.

Entre os setores que desenvolvem atividades no local estão a Faculdade de Ciências Agrárias, o Instituto de Ciências Biológicas e programas de pós-graduação. As pesquisas envolvem ainda áreas como Geografia, Geologia, Engenharias Civil e Ambiental, Antropologia, Ciências Sociais, Administração e Comunicação.

Os estudos observam espécies, processos ecológicos e a relação entre a floresta e a área urbana.

Riscos

Apesar da importância ambiental, a floresta enfrenta ameaças por estar cercada pela cidade. O isolamento aumenta os chamados efeitos de borda, que podem alterar a temperatura, a umidade e as condições de sobrevivência de espécies no interior da mata.

A falta de conexão com outras áreas verdes também reduz a circulação de animais e pode provocar perda de diversidade genética.

Segundo André Mendonça, o fragmento sofre ainda com a pressão de ocupações irregulares no entorno. A situação torna a conservação do espaço um desafio para a administração da Ufam e para o poder público.

A manutenção da floresta dentro de Manaus é considerada importante não apenas para preservar espécies amazônicas, mas também para ajudar no equilíbrio climático, na proteção dos recursos hídricos e na qualidade ambiental da capital.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Borba, Beruri, Tapauá, Humaitá, Careiro e Autazes entram no mapa das novas reservas do AM

Os municípios de Borba, Beruri, Tapauá, Humaitá, Careiro e Autazes passaram a integrar o mapa das novas áreas de conservação criadas pelo governo federal...

Você sabe como as vacinas chegam às aldeias mais isoladas da Amazônia? Entenda a logística

Em regiões onde estradas e rios não são suficientes para garantir o acesso, as vacinas chegam pelo ar. A partir deste domingo (30), a...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Desmatamento avança e coloca terras indígenas do Amazonas entre as mais ameaçadas do país

Relatório intitulado "Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas", publicado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), consolida o Amazonas...

Brasil amplia reconhecimento das medicinas indígenas no país

Liderança do povo Baniwa e assessor técnico em Medicinas Indígenas da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), André Baniwa afirmou que o reconhecimento oficial...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Divisa entre Acre e Amazonas escondia civilização milenar, revela estudo

Um grupo de pesquisadores confirmou que centenas de estruturas de terra encontradas na fronteira entre o Acre e o Amazonas são obra de uma...

Edital Raízes destina R$ 2,1 milhões a projetos na Amazônia Legal

O Fundo Brasil de Direitos Humanos lançou o Edital Raízes: Fortalecendo Direitos, Autonomia e Sustentabilidade na Amazônia e no Cerrado. Para a Amazônia Legal,...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Borba, Beruri, Tapauá, Humaitá, Careiro e Autazes entram no mapa das novas reservas do AM

Os municípios de Borba, Beruri, Tapauá, Humaitá, Careiro e Autazes passaram a integrar o mapa das novas áreas de conservação criadas pelo governo federal...

Você sabe como as vacinas chegam às aldeias mais isoladas da Amazônia? Entenda a logística

Em regiões onde estradas e rios não são suficientes para garantir o acesso, as vacinas chegam pelo ar. A partir deste domingo (30), a...

Desmatamento avança e coloca terras indígenas do Amazonas entre as mais ameaçadas do país

Relatório intitulado "Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas", publicado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), consolida o Amazonas...

Brasil amplia reconhecimento das medicinas indígenas no país

Liderança do povo Baniwa e assessor técnico em Medicinas Indígenas da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), André Baniwa afirmou que o reconhecimento oficial...

Divisa entre Acre e Amazonas escondia civilização milenar, revela estudo

Um grupo de pesquisadores confirmou que centenas de estruturas de terra encontradas na fronteira entre o Acre e o Amazonas são obra de uma...

Edital Raízes destina R$ 2,1 milhões a projetos na Amazônia Legal

O Fundo Brasil de Direitos Humanos lançou o Edital Raízes: Fortalecendo Direitos, Autonomia e Sustentabilidade na Amazônia e no Cerrado. Para a Amazônia Legal,...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]