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Você sabe como as vacinas chegam às aldeias mais isoladas da Amazônia? Entenda a logística

Em regiões onde estradas e rios não são suficientes para garantir o acesso, as vacinas chegam pelo ar. A partir deste domingo (30), a Operação Gota inicia uma nova etapa de vacinação em comunidades indígenas da Amazônia Legal, utilizando aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para alcançar localidades de difícil acesso.

Até 6 de setembro, equipes de saúde devem atender 20 aldeias indígenas no Amapá e no norte do Pará, levando todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

A ação é realizada em parceria entre a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), o Ministério da Defesa e a FAB. A estrutura aérea é fundamental para transportar profissionais, vacinas e insumos até comunidades que ficam distantes dos centros urbanos e têm acesso limitado por vias terrestres ou fluviais.


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Somente no primeiro semestre deste ano, a Operação Gota passou por territórios do Alto Rio Negro, Alto Rio Juruá e Vale do Javari. Ao todo, 112 aldeias foram atendidas, com aproximadamente 13 mil doses aplicadas e mais de 8 mil indígenas imunizados.

Antes de cada missão, os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) identificam as comunidades que enfrentam maiores dificuldades de acesso e levantam a quantidade de pessoas que precisam ser atendidas. Com essas informações, são definidos os números de doses, insumos e demais recursos necessários para a missão.

Atendimento vai além das vacinas

A viagem das equipes não se limita à imunização. De acordo com as necessidades encontradas em cada território, também podem ser realizados atendimentos médicos, avaliações nutricionais e acompanhamento das condições de saúde da população indígena.

Depois do Amapá e do norte do Pará, a Operação Gota está prevista para chegar a comunidades indígenas do Médio Rio Purus, entre os dias 10 e 20 de setembro.

A estratégia busca garantir que a distância e as características geográficas da Amazônia não sejam obstáculos para que populações indígenas tenham acesso à vacinação e a outros serviços básicos de saúde.

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Até 6 de setembro, equipes de saúde devem atender 20 aldeias indígenas no Amapá e no norte do Pará, levando todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

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