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Pesquisa revela que existe apenas uma espécie de pirarucu na Amazônia

Uma pesquisa publicada nesta sexta-feira (3/7) revelou uma descoberta que muda o entendimento científico sobre um dos peixes mais emblemáticos da Amazônia: existe apenas uma espécie de pirarucu no sistema Amazonas-Solimões. O resultado contraria estudos divulgados nos últimos anos que apontavam a existência de outras espécies além do Arapaima gigas.

O estudo foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e publicado na revista científica Neotropical Ichthyology. Pela primeira vez, a investigação reuniu análises genéticas e das características físicas dos animais para responder a uma dúvida que há anos dividia especialistas.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram 90 exemplares de pirarucu coletados no Alto Solimões, nos rios Juruá e Purus e no baixo rio Amazonas, na região de Santarém, cobrindo mais de mil quilômetros da bacia amazônica. Os cientistas compararam medidas do corpo, estrutura óssea e material genético dos peixes.

Os resultados mostraram que, embora existam diferenças visíveis entre indivíduos, como tamanho dos olhos, formato das nadadeiras, altura do corpo, quantidade de dentes e de vértebras. Essas variações fazem parte da diversidade natural da espécie e não caracterizam novos tipos de pirarucu.

Segundo o pesquisador Valdenor Magalhães, autor do estudo, nenhuma dessas diferenças apresentou um padrão consistente que justificasse a criação de outras espécies. Assim, todos os exemplares analisados foram classificados como Arapaima gigas.

Descoberta ajuda na conservação

Além de resolver uma discussão científica sobre a classificação do pirarucu, o estudo tem impacto direto nas estratégias de conservação da espécie.

Considerado o maior peixe de água doce da América do Sul, o pirarucu é uma das espécies mais importantes para a pesca manejada na Amazônia e representa fonte de alimento e renda para milhares de famílias ribeirinhas. Ao mesmo tempo, é considerado vulnerável em sua área de ocorrência natural, o que exige políticas de preservação baseadas em informações científicas confiáveis.

Os pesquisadores afirmam que confirmar a existência de uma única espécie facilita o monitoramento das populações e fortalece os programas de manejo sustentável, considerados essenciais para evitar a redução dos estoques naturais.


Leia mais

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Espécie é fundamental para o equilíbrio da Amazônia

O estudo também reforça que o pirarucu exerce um papel importante nos ecossistemas amazônicos. Por ocupar o topo da cadeia alimentar, ajuda a controlar populações de outras espécies e contribui para o equilíbrio dos ambientes aquáticos.

Para os autores, proteger o Arapaima gigas significa não apenas preservar um dos maiores símbolos da biodiversidade amazônica, mas também garantir a continuidade de uma atividade econômica sustentável para as comunidades que dependem da pesca manejada.

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Uma pesquisa publicada nesta sexta-feira (3/7) revelou uma descoberta que muda o entendimento científico sobre um dos peixes mais emblemáticos da Amazônia: existe apenas uma espécie de pirarucu no sistema Amazonas-Solimões. O resultado contraria estudos divulgados nos últimos anos que apontavam a existência de outras espécies além do Arapaima gigas.

O estudo foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e publicado na revista científica Neotropical Ichthyology. Pela primeira vez, a investigação reuniu análises genéticas e das características físicas dos animais para responder a uma dúvida que há anos dividia especialistas.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram 90 exemplares de pirarucu coletados no Alto Solimões, nos rios Juruá e Purus e no baixo rio Amazonas, na região de Santarém, cobrindo mais de mil quilômetros da bacia amazônica. Os cientistas compararam medidas do corpo, estrutura óssea e material genético dos peixes.

Os resultados mostraram que, embora existam diferenças visíveis entre indivíduos, como tamanho dos olhos, formato das nadadeiras, altura do corpo, quantidade de dentes e de vértebras. Essas variações fazem parte da diversidade natural da espécie e não caracterizam novos tipos de pirarucu.

Segundo o pesquisador Valdenor Magalhães, autor do estudo, nenhuma dessas diferenças apresentou um padrão consistente que justificasse a criação de outras espécies. Assim, todos os exemplares analisados foram classificados como Arapaima gigas.

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Além de resolver uma discussão científica sobre a classificação do pirarucu, o estudo tem impacto direto nas estratégias de conservação da espécie.

Considerado o maior peixe de água doce da América do Sul, o pirarucu é uma das espécies mais importantes para a pesca manejada na Amazônia e representa fonte de alimento e renda para milhares de famílias ribeirinhas. Ao mesmo tempo, é considerado vulnerável em sua área de ocorrência natural, o que exige políticas de preservação baseadas em informações científicas confiáveis.

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