A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização, da distribuição e do uso do lote JNYJ1201 do medicamento Imaavy 300 mg, fabricado pela farmacêutica Janssen. A medida foi publicada nesta terça-feira (6/10) no Diário Oficial da União.
Segundo a resolução, a empresa iniciou o recolhimento voluntário do lote após identificar a possibilidade de partículas de vidro no interior dos frascos. A suspensão vale até que a situação seja esclarecida.
Para que serve o Imaavy
O Imaavy 300 mg é usado no tratamento da anemia hemolítica autoimune por anticorpos quentes, doença em que o sistema imunológico passa a atacar e destruir os próprios glóbulos vermelhos. O medicamento é indicado para pacientes com 12 anos ou mais, conforme as condições previstas em seu registro sanitário.
Partículas de vidro em medicamentos injetáveis representam risco à segurança dos pacientes, porque fragmentos podem entrar em contato com o organismo durante a administração. Por isso, lotes com suspeita de contaminação ou alteração são suspensos e recolhidos.
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Outro medicamento também foi recolhido
A Anvisa também determinou o recolhimento do lote 0000207107 do medicamento Lizbi, fabricado pela Halex Istar. Nesse caso, a medida foi adotada após a confirmação de perda de esterilidade do produto, relacionada a uma falha na embalagem.
A esterilidade é requisito essencial para medicamentos que precisam ser administrados em condições estéreis. Uma falha na embalagem pode permitir a entrada de microrganismos e comprometer a segurança do produto.
Orientação aos pacientes
A suspensão é específica para os lotes citados nas resoluções e não significa, necessariamente, que todos os produtos das fabricantes estejam proibidos.
Pacientes que usam medicamentos dos lotes afetados devem verificar a identificação da embalagem e não interromper o tratamento por conta própria. Em caso de dúvida, a orientação é procurar o médico ou o farmacêutico responsável.
A reportagem procurou as assessorias de imprensa da Janssen e da Halex Istar e a própria Anvisa, que foi consultada para fornecer informações adicionais. Não houve resposta até a publicação, e o texto poderá ser atualizado.
