As casas de apostas impedidas de operar no Brasil desde a madrugada desta terça-feira (6) deixaram mais de R$ 1,32 bilhão em valores pertencentes aos apostadores. O dinheiro está distribuído em contas vinculadas a cerca de 26,5 milhões de CPFs, segundo dados atualizados do Ministério da Fazenda.
A suspensão ocorre após uma medida provisória editada pelo governo federal, que determinou a interrupção da operação das plataformas atingidas e estabeleceu as regras para a devolução dos recursos aos usuários. Com a proibição, sites e aplicativos das empresas deixaram de funcionar no país.
Os apostadores tiveram até as 23h59 de segunda-feira (5) para solicitar voluntariamente o resgate dos valores disponíveis. Segundo o governo, cerca de R$ 5 milhões foram retirados na véspera da suspensão.
Como será a devolução
As empresas deverão informar às instituições financeiras os valores que ainda estão nas contas dos apostadores e os dados das contas bancárias usadas para os depósitos. A previsão é que essa comunicação seja feita nos próximos dois dias.
Depois disso, as instituições financeiras terão de sexta-feira (9) a quarta-feira (14) para concluir a devolução.
Se algum saldo não for restituído nesse período por dificuldades operacionais, o dinheiro será encaminhado à Caixa Econômica Federal, que ficará responsável pela devolução a partir de 14 de outubro.
O Ministério da Fazenda informou que as orientações aos apostadores que não receberem os valores inicialmente serão divulgadas pelos canais oficiais do governo.
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Valores baixos
Apesar do montante bilionário, uma parcela significativa das contas tem valores muito pequenos. Dados do Ministério da Fazenda apontam que 86,2 milhões de contas têm entre R$ 0,01 e R$ 0,99, o que soma cerca de R$ 15,5 milhões.
O governo avalia que a existência de muitos saldos baixos pode explicar parte dos valores que permanecem nas plataformas.
