Até a atualização mais recente, o Brasil contabiliza 36 casos confirmados de sarampo em 2026: 32 em São Paulo, um no Rio de Janeiro e três no Amazonas. O número supera os 29 registros apresentados anteriormente pelo Ministério da Saúde até a Semana Epidemiológica 35, porque o levantamento oficial ainda não incorporava as confirmações mais recentes em São Paulo e no Amazonas.
São Paulo concentra a maioria das ocorrências, com 29 casos na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Na cidade de São Paulo, os registros alcançam oito distritos das zonas Norte, Sul e Leste. Parte dos pacientes não estava vacinada ou apresentava esquema vacinal incompleto, e três cadeias de transmissão permanecem sob acompanhamento das autoridades sanitárias.
Apesar do aumento, o Brasil mantém a certificação de país livre da circulação endêmica do vírus, recuperada em novembro de 2024. Casos importados, isolados ou relacionados à importação não representam, por si só, o retorno da transmissão endêmica, mas exigem investigação, monitoramento de contatos e vacinação de bloqueio para impedir novas cadeias de contágio.
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Amazonas confirma três casos importados em Tabatinga
No Amazonas, três casos foram confirmados em Tabatinga, na tríplice fronteira com Peru e Colômbia. Os pacientes são uma mulher de 24 anos e duas crianças, de 8 e 1 ano, todos procedentes da cidade peruana de Alto Monte, sem registro de vacinação e com passagem recente pelo país vizinho. Eles permanecem isolados e são acompanhados pelas autoridades de saúde.
Outros dois casos estão sob investigação: o de um menino peruano de 2 anos, em Tabatinga, e o de uma menina de 1 ano, em Carauari. A criança de Carauari não possui histórico de viagem internacional nem contato conhecido com pessoas que apresentaram sintomas. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) realiza o monitoramento dos contatos e o bloqueio vacinal, enquanto o Ministério da Saúde anunciou o envio de equipes para apoiar as ações nos dois municípios.
Em Manaus, não há confirmação de circulação local do vírus. O último caso autóctone registrado na capital ocorreu em 2018, segundo o alerta epidemiológico emitido pela Secretaria Municipal de Saúde. A medida reforça a necessidade de notificação imediata, investigação de casos suspeitos e atualização da situação vacinal da população.
