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Colar de R$ 2 milhões dado a Neymar leva polícia a rede de receptação de joias

Um colar de ouro avaliado em cerca de R$ 2 milhões, presenteado pelo influenciador Buzeira ao jogador Neymar, chamou a atenção da Polícia Civil de São Paulo e contribuiu para o início, nesta segunda-feira (24), de uma investigação sobre uma rede suspeita de receptação de alianças e outras joias de ouro roubadas.

A apuração começou a avançar em 2025 e levou à identificação de diferentes etapas de um suposto esquema criminoso, que envolveria desde o roubo das peças até a receptação, comercialização e derretimento do ouro para dificultar a identificação da origem do material.

Neymar não é investigado no caso e aparece na apuração apenas porque recebeu o colar de presente. Também não há indicação, até o momento, de que o ouro utilizado na fabricação da joia tenha origem criminosa.

Como o colar chegou à investigação

O episódio ocorreu em dezembro de 2023, durante o cruzeiro “Ney em Alto Mar”, quando Buzeira presenteou Neymar com a joia. O influenciador publicou imagens do momento nas redes sociais e afirmou que a corrente, que tinha uma coroa esculpida e pedras preciosas, era avaliada em R$ 2 milhões.

A repercussão da joia chamou a atenção dos investigadores. A partir de publicações nas redes sociais, a Polícia Civil identificou Douglas Bonetti Rocha, conhecido como “Jimmy”, apontado como responsável pela fabricação do colar.


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Douglas foi ouvido pela polícia em janeiro de 2024. Segundo informações do processo, ele afirmou que adquiria ouro de diferentes fornecedores e também em leilões da Caixa Econômica Federal. Na ocasião, apresentou nota fiscal no valor de R$ 720 mil.

A polícia, porém, decidiu aprofundar a apuração sobre a origem do ouro utilizado na fabricação da peça. Um novo inquérito foi aberto e passou a analisar movimentações financeiras e possíveis relações do fabricante com outros integrantes do mercado de ouro.

As investigações posteriormente chegaram a Rony Gonçalves, apontado como um dos principais negociadores de objetos de ouro roubados na capital paulista.

Investigação encontrou rede de receptação

O avanço das apurações levou à identificação de uma estrutura que, segundo a Polícia Civil, atuava em diferentes etapas do comércio ilegal de joias. A investigação aponta que objetos roubados ou furtados eram repassados a intermediários e posteriormente vendidos a estabelecimentos especializados na compra e no processamento de ouro.

Uma das estratégias utilizadas seria o derretimento das joias. Ao transformar alianças, correntes e outras peças em metal, os suspeitos dificultariam a identificação dos objetos e a rastreabilidade da origem do ouro.

A região central de São Paulo conhecida como “Círculo de Fogo” passou a ser um dos principais focos da investigação. Segundo a polícia, empresas instaladas no local seriam responsáveis por receber e processar parte das joias de origem ilícita.

Operação Ouro Reverso

A investigação deu origem à Operação Ouro Reverso, cuja primeira fase foi realizada em maio de 2025. Na ocasião, a Polícia Civil apreendeu aproximadamente R$ 2,7 milhões em ouro e joias, além de R$ 157 mil em dinheiro, celulares, computadores e documentos. Também foram recuperadas 16 alianças em estabelecimentos do centro de São Paulo.

Um dos principais resultados da primeira fase foi a prisão de Rony Gonçalves, apontado pela investigação como um dos principais negociadores de ouro e joias roubados. Ele seria ligado ao grupo comandado por Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como “Mainha do Ouro”, apontada pela polícia como responsável por dar suporte a quadrilhas envolvidas em roubos.

Segunda fase mira envolvidos no esquema

Nesta segunda-feira (24), a Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Ouro Reverso. A ação é coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e cumpre mandados na capital paulista e em Guarulhos, na Grande São Paulo.

São 28 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão, segundo informações divulgadas pela Polícia Civil. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 34,6 milhões em contas dos investigados.

A operação busca identificar outros integrantes da estrutura e interromper o fluxo do ouro obtido de forma criminosa. Além dos policiais do Deic, participam da ação auditores da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo e avaliadores da Caixa Econômica Federal.

A investigação continua para esclarecer a participação de cada suspeito e identificar toda a cadeia envolvida na obtenção, receptação, processamento e comercialização das joias roubadas.

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Um colar de ouro avaliado em cerca de R$ 2 milhões, presenteado pelo influenciador Buzeira ao jogador Neymar, chamou a atenção da Polícia Civil de São Paulo e contribuiu para o início, nesta segunda-feira (24), de uma investigação sobre uma rede suspeita de receptação de alianças e outras joias de ouro roubadas.

A apuração começou a avançar em 2025 e levou à identificação de diferentes etapas de um suposto esquema criminoso, que envolveria desde o roubo das peças até a receptação, comercialização e derretimento do ouro para dificultar a identificação da origem do material.

Neymar não é investigado no caso e aparece na apuração apenas porque recebeu o colar de presente. Também não há indicação, até o momento, de que o ouro utilizado na fabricação da joia tenha origem criminosa.

Como o colar chegou à investigação

O episódio ocorreu em dezembro de 2023, durante o cruzeiro “Ney em Alto Mar”, quando Buzeira presenteou Neymar com a joia. O influenciador publicou imagens do momento nas redes sociais e afirmou que a corrente, que tinha uma coroa esculpida e pedras preciosas, era avaliada em R$ 2 milhões.

A repercussão da joia chamou a atenção dos investigadores. A partir de publicações nas redes sociais, a Polícia Civil identificou Douglas Bonetti Rocha, conhecido como “Jimmy”, apontado como responsável pela fabricação do colar.


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A polícia, porém, decidiu aprofundar a apuração sobre a origem do ouro utilizado na fabricação da peça. Um novo inquérito foi aberto e passou a analisar movimentações financeiras e possíveis relações do fabricante com outros integrantes do mercado de ouro.

As investigações posteriormente chegaram a Rony Gonçalves, apontado como um dos principais negociadores de objetos de ouro roubados na capital paulista.

Investigação encontrou rede de receptação

O avanço das apurações levou à identificação de uma estrutura que, segundo a Polícia Civil, atuava em diferentes etapas do comércio ilegal de joias. A investigação aponta que objetos roubados ou furtados eram repassados a intermediários e posteriormente vendidos a estabelecimentos especializados na compra e no processamento de ouro.

Uma das estratégias utilizadas seria o derretimento das joias. Ao transformar alianças, correntes e outras peças em metal, os suspeitos dificultariam a identificação dos objetos e a rastreabilidade da origem do ouro.

A região central de São Paulo conhecida como “Círculo de Fogo” passou a ser um dos principais focos da investigação. Segundo a polícia, empresas instaladas no local seriam responsáveis por receber e processar parte das joias de origem ilícita.

Operação Ouro Reverso

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Um dos principais resultados da primeira fase foi a prisão de Rony Gonçalves, apontado pela investigação como um dos principais negociadores de ouro e joias roubados. Ele seria ligado ao grupo comandado por Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como “Mainha do Ouro”, apontada pela polícia como responsável por dar suporte a quadrilhas envolvidas em roubos.

Segunda fase mira envolvidos no esquema

Nesta segunda-feira (24), a Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Ouro Reverso. A ação é coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e cumpre mandados na capital paulista e em Guarulhos, na Grande São Paulo.

São 28 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão, segundo informações divulgadas pela Polícia Civil. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 34,6 milhões em contas dos investigados.

A operação busca identificar outros integrantes da estrutura e interromper o fluxo do ouro obtido de forma criminosa. Além dos policiais do Deic, participam da ação auditores da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo e avaliadores da Caixa Econômica Federal.

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