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COP30: apenas 47 de 196 países confirmam presença em Belém até o momento

Autoridades brasileiras participaram nesta sexta (22/8) de nova reunião da UNFCCC, Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, para responder a críticas e questionamentos sobre problemas envolvendo a cidade-sede da COP30, marcada para novembro em Belém.

Segundo a Casa Civil e pela Secop (Secretaria Extraordinária para a COP30), 39 países já concluíram as reservas de acomodação pela plataforma oficial e mais oito nações confirmaram a vinda negociando hospedagem de forma direta com hotéis, totalizando 47 países com presença confirmada. A lista de países não foi divulgada. Na última edição, em Baku, 193 países enviaram delegações.

Durante a reunião, foi anunciada a criação de uma força-tarefa conjunta envolvendo integrantes da Secretaria Extraordinária de COP30 do governo federal, da presidência da COP30 e dos ministérios do Turismo, das Relações Exteriores e do Meio Ambiente e Mudança do Clima. André Corrêa do Lago, presidente da COP30, disse:

“Hoje ficou claro que a COP30 será em Belém. E essa força-tarefa começa dando atendimento aos 72 países que fazem parte de dois grupos que têm menos recursos, nas classificações da ONU. Faremos um diálogo direto com esses países para assegurar que confirmem suas reservas tão logo quanto possível”.

Segundo divulgado em coletiva de imprensa após a reunião, o Brasil negou um pedido de autoridades da ONU para contribuir com um subsídio no valor das hospedagens. A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, declarou:

“O  governo brasileiro já está arcando com custos significativos para a realização da COP, então, por isso, não há como subsidiar delegações de países e, inclusive, delegações de países que são mais ricos que o Brasil.

Não cabe, do nosso ponto de vista, do governo brasileiro, não cabe aos brasileiros fazer subsídios a outros países. Reafirmamos também nosso apoio para que a ONU use o auxílio que eles já dão aos países mais pobres com o mesmo valor que eles já dão em outras cidades brasileiras”.


Leia mais:

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O preço da hospedagem em Belém tem sido colocado como grande entrave para as delegações: O valor das diárias na capital paraense subiu mais de nove vezes após o anúncio do evento. Algumas acomodações chegam a ultrapassar US$ 2 mil por noite, o que dificulta a participação de países em desenvolvimento e pequenas nações insulares. A Senacon abriu processos para investigar possíveis abusos nos preços.

Segundo a Secop, Belém conta com 53.003 leitos disponíveis atualmente. São divididos em:

  • Hotéis na capital e região metropolitana: 14.547 leitos
  • Navios: 6.000 leitos
  • Residências de temporada via imobiliárias: 10.004 leitos
  • Airbnb: 22.452 leitos.

Mesmo assim, as autoridades brasileiras também explicaram à ONU e às demais partes envolvidas na COP que existe, na legislação do país, um limite de intervenção no setor privado, que está sendo respeitado. E que, por isso, não é possível forçar uma diminuição de preços.

*Com informações de CNN Brasil e UOL.

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Autoridades brasileiras participaram nesta sexta (22/8) de nova reunião da UNFCCC, Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, para responder a críticas e questionamentos sobre problemas envolvendo a cidade-sede da COP30, marcada para novembro em Belém.

Segundo a Casa Civil e pela Secop (Secretaria Extraordinária para a COP30), 39 países já concluíram as reservas de acomodação pela plataforma oficial e mais oito nações confirmaram a vinda negociando hospedagem de forma direta com hotéis, totalizando 47 países com presença confirmada. A lista de países não foi divulgada. Na última edição, em Baku, 193 países enviaram delegações.

Durante a reunião, foi anunciada a criação de uma força-tarefa conjunta envolvendo integrantes da Secretaria Extraordinária de COP30 do governo federal, da presidência da COP30 e dos ministérios do Turismo, das Relações Exteriores e do Meio Ambiente e Mudança do Clima. André Corrêa do Lago, presidente da COP30, disse:

“Hoje ficou claro que a COP30 será em Belém. E essa força-tarefa começa dando atendimento aos 72 países que fazem parte de dois grupos que têm menos recursos, nas classificações da ONU. Faremos um diálogo direto com esses países para assegurar que confirmem suas reservas tão logo quanto possível”.

Segundo divulgado em coletiva de imprensa após a reunião, o Brasil negou um pedido de autoridades da ONU para contribuir com um subsídio no valor das hospedagens. A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, declarou:

“O  governo brasileiro já está arcando com custos significativos para a realização da COP, então, por isso, não há como subsidiar delegações de países e, inclusive, delegações de países que são mais ricos que o Brasil.

Não cabe, do nosso ponto de vista, do governo brasileiro, não cabe aos brasileiros fazer subsídios a outros países. Reafirmamos também nosso apoio para que a ONU use o auxílio que eles já dão aos países mais pobres com o mesmo valor que eles já dão em outras cidades brasileiras”.


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Segundo a Secop, Belém conta com 53.003 leitos disponíveis atualmente. São divididos em:

  • Hotéis na capital e região metropolitana: 14.547 leitos
  • Navios: 6.000 leitos
  • Residências de temporada via imobiliárias: 10.004 leitos
  • Airbnb: 22.452 leitos.

Mesmo assim, as autoridades brasileiras também explicaram à ONU e às demais partes envolvidas na COP que existe, na legislação do país, um limite de intervenção no setor privado, que está sendo respeitado. E que, por isso, não é possível forçar uma diminuição de preços.

*Com informações de CNN Brasil e UOL.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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