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Endividamento das famílias cai pela 1ª vez no ano; inadimplência recua entre os mais pobres

O endividamento das famílias brasileiras caiu pela primeira vez no ano em setembro, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O percentual de famílias com algum tipo de dívida passou de 82% em agosto para 81,7% no mês passado.

O índice segue acima do registrado em dezembro de 2025, quando 80,9% das famílias estavam endividadas. O indicador chegou ao maior nível do ano em abril e maio, com 82,2%. A CNC projeta que o endividamento termine 2026 próximo de 81,5%.

Inadimplência recua

A parcela de famílias com contas atrasadas caiu de 29,9% em agosto para 29,6% em setembro. Na comparação com setembro de 2025, quando o índice era de 30,5%, também houve melhora.

O percentual de famílias que não conseguem pagar as dívidas atrasadas permaneceu em 12,5%. A parcela considerada muito endividada caiu de 17,9% para 17,3%.

As dívidas, porém, estão demorando mais para ser pagas. O tempo médio de atraso chegou a 65,3 dias em setembro, o maior período desde novembro de 2024. Quase metade das dívidas atrasadas, 48,9%, estava vencida havia mais de 90 dias.


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Famílias de menor renda

O comportamento da inadimplência variou conforme a renda das famílias:

  • Até três salários mínimos: queda de 38,8% para 38,5%.
  • De três a cinco salários mínimos: de 28% para 27,8%.
  • De cinco a dez salários mínimos: de 20,3% para 20,2%.
  • Mais de dez salários mínimos: alta de 14,9% para 15%, a única faixa de renda da pesquisa que registrou aumento.

Orçamento continua pressionado

A parcela de famílias sem dívidas passou de 17,4% para 18,1%, mas o orçamento doméstico segue comprometido. Em média, 29,6% da renda das famílias é destinada ao pagamento de dívidas, e, para 19,4% dos consumidores, mais da metade da renda mensal está comprometida.

As famílias também assumem dívidas por períodos mais longos: em setembro, 33,8% das dívidas tinham prazo superior a um ano. Parcelas menores podem aliviar o orçamento no mês, mas mantêm o consumidor comprometido por mais tempo.

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O endividamento das famílias brasileiras caiu pela primeira vez no ano em setembro, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O percentual de famílias com algum tipo de dívida passou de 82% em agosto para 81,7% no mês passado.

O índice segue acima do registrado em dezembro de 2025, quando 80,9% das famílias estavam endividadas. O indicador chegou ao maior nível do ano em abril e maio, com 82,2%. A CNC projeta que o endividamento termine 2026 próximo de 81,5%.

Inadimplência recua

A parcela de famílias com contas atrasadas caiu de 29,9% em agosto para 29,6% em setembro. Na comparação com setembro de 2025, quando o índice era de 30,5%, também houve melhora.

O percentual de famílias que não conseguem pagar as dívidas atrasadas permaneceu em 12,5%. A parcela considerada muito endividada caiu de 17,9% para 17,3%.

As dívidas, porém, estão demorando mais para ser pagas. O tempo médio de atraso chegou a 65,3 dias em setembro, o maior período desde novembro de 2024. Quase metade das dívidas atrasadas, 48,9%, estava vencida havia mais de 90 dias.


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  • De três a cinco salários mínimos: de 28% para 27,8%.
  • De cinco a dez salários mínimos: de 20,3% para 20,2%.
  • Mais de dez salários mínimos: alta de 14,9% para 15%, a única faixa de renda da pesquisa que registrou aumento.

Orçamento continua pressionado

A parcela de famílias sem dívidas passou de 17,4% para 18,1%, mas o orçamento doméstico segue comprometido. Em média, 29,6% da renda das famílias é destinada ao pagamento de dívidas, e, para 19,4% dos consumidores, mais da metade da renda mensal está comprometida.

As famílias também assumem dívidas por períodos mais longos: em setembro, 33,8% das dívidas tinham prazo superior a um ano. Parcelas menores podem aliviar o orçamento no mês, mas mantêm o consumidor comprometido por mais tempo.

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