Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Facebook é condenado a indenizar artista após bloquear músicas de matriz africana

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou a Facebook Serviços Online do Brasil Ltda., responsável pelos serviços do Instagram no país.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou a Facebook Serviços Online do Brasil Ltda., responsável pelos serviços do Instagram no país, a indenizar uma artista após a plataforma bloquear suas músicas de matriz africana, especificamente em idioma iorubá.

A usuária publicou no Instagram duas canções que faziam referência à divindade africana Exu, e as músicas foram removidas sob a alegação de violação dos termos de uso, enquanto outras músicas sem conteúdo religioso permaneceram disponíveis.

A artista, que acionou a Justiça, alegou que o bloqueio das músicas configurou intolerância religiosa. No processo, ela destacou o impacto emocional da situação, afirmando ter sofrido abalo moral e prejuízos pela não divulgação das faixas.

“Músicas foram excluídas simplesmente por utilizarem linguagem religiosa, configurando-se um claro caso de intolerância religiosa. A requerente sofreu abalo moral, além de grande tristeza com a situação, encontrando-se desamparada, e vem sofrendo prejuízos devido à não divulgação das faixas, o que é, indiscutivelmente, um absurdo”, diz trecho do processo.

A empresa, por sua vez, solicitou que a ação fosse considerada improcedente, argumentando que a artista não apresentou provas concretas de sua alegação e que as músicas estariam, na realidade, ainda disponíveis na plataforma. Além disso, o Facebook defendeu que os usuários são responsáveis pelos conteúdos postados e que o provedor tem o direito de suspender contas temporariamente para verificar possíveis violações aos termos de uso.


Leia mais:

Caso Von Richthofen: Cristian Cravinhos posta foto no Instagram depois de ser solto

PF prende mulher suspeita de vender mercúrio no Facebook no Amazonas


O juiz André Augusto Salvador Bezerra, da 42ª Vara Cível da Comarca de São Paulo, decidiu em favor da artista. O magistrado destacou que o Facebook não apresentou provas suficientes para justificar o bloqueio das músicas e apontou que a plataforma agiu de forma genérica. Ele também fez referência a obras que abordam temas de intolerância religiosa, como Mitologia dos Orixás e Os Condenados da Terra, para embasar a decisão.

Como parte da sentença, o juiz determinou o desbloqueio definitivo das músicas no Instagram, que já havia sido realizado durante o andamento do processo, e ordenou o pagamento de R$ 8 mil em danos morais à artista. O Facebook também foi condenado a pagar as custas processuais. A decisão é de primeira instância, e ainda cabe recurso.

*Com informações do Metrópoles

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou a Facebook Serviços Online do Brasil Ltda., responsável pelos serviços do Instagram no país, a indenizar uma artista após a plataforma bloquear suas músicas de matriz africana, especificamente em idioma iorubá.

A usuária publicou no Instagram duas canções que faziam referência à divindade africana Exu, e as músicas foram removidas sob a alegação de violação dos termos de uso, enquanto outras músicas sem conteúdo religioso permaneceram disponíveis.

A artista, que acionou a Justiça, alegou que o bloqueio das músicas configurou intolerância religiosa. No processo, ela destacou o impacto emocional da situação, afirmando ter sofrido abalo moral e prejuízos pela não divulgação das faixas.

“Músicas foram excluídas simplesmente por utilizarem linguagem religiosa, configurando-se um claro caso de intolerância religiosa. A requerente sofreu abalo moral, além de grande tristeza com a situação, encontrando-se desamparada, e vem sofrendo prejuízos devido à não divulgação das faixas, o que é, indiscutivelmente, um absurdo”, diz trecho do processo.

A empresa, por sua vez, solicitou que a ação fosse considerada improcedente, argumentando que a artista não apresentou provas concretas de sua alegação e que as músicas estariam, na realidade, ainda disponíveis na plataforma. Além disso, o Facebook defendeu que os usuários são responsáveis pelos conteúdos postados e que o provedor tem o direito de suspender contas temporariamente para verificar possíveis violações aos termos de uso.


Leia mais:

Caso Von Richthofen: Cristian Cravinhos posta foto no Instagram depois de ser solto

PF prende mulher suspeita de vender mercúrio no Facebook no Amazonas


O juiz André Augusto Salvador Bezerra, da 42ª Vara Cível da Comarca de São Paulo, decidiu em favor da artista. O magistrado destacou que o Facebook não apresentou provas suficientes para justificar o bloqueio das músicas e apontou que a plataforma agiu de forma genérica. Ele também fez referência a obras que abordam temas de intolerância religiosa, como Mitologia dos Orixás e Os Condenados da Terra, para embasar a decisão.

Como parte da sentença, o juiz determinou o desbloqueio definitivo das músicas no Instagram, que já havia sido realizado durante o andamento do processo, e ordenou o pagamento de R$ 8 mil em danos morais à artista. O Facebook também foi condenado a pagar as custas processuais. A decisão é de primeira instância, e ainda cabe recurso.

*Com informações do Metrópoles

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Auxílio de R$ 700 para estudantes: veja as regras da Bolsa Permanência do Prouni

Estudantes beneficiários de bolsas integrais do Programa Universidade para Todos (Prouni) matriculados em cursos presenciais de período integral podem solicitar a Bolsa Permanência, benefício...

Aprovado, mas não disponível: por que remédios contra o câncer não chegam ao SUS?

A aprovação de um medicamento pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) não garante a sua chegada imediata...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

STM expulsa tenente após condenação por transmissão intencional do HIV

O Superior Tribunal Militar (STM) decidiu retirar o posto e a patente de um tenente reformado do Exército condenado por transmitir intencionalmente o HIV...

Fachin anuncia projeto para limitar salários de juízes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, anunciou nesta segunda-feira (10) que pretende encaminhar um projeto de lei federal para regulamentar...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Anvisa libera venda de medicamentos em aplicativos de entrega

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou medidas preventivas que proibiam a comercialização, distribuição e propaganda de medicamentos por plataformas digitais como iFood,...

Anvisa retira seis marcas de sal do mercado por irregularidades

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou no sábado (8) a apreensão de seis marcas de sal comercializadas sem regularização sanitária no Brasil....
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Auxílio de R$ 700 para estudantes: veja as regras da Bolsa Permanência do Prouni

Estudantes beneficiários de bolsas integrais do Programa Universidade para Todos (Prouni) matriculados em cursos presenciais de período integral podem solicitar a Bolsa Permanência, benefício...

Aprovado, mas não disponível: por que remédios contra o câncer não chegam ao SUS?

A aprovação de um medicamento pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) não garante a sua chegada imediata...

STM expulsa tenente após condenação por transmissão intencional do HIV

O Superior Tribunal Militar (STM) decidiu retirar o posto e a patente de um tenente reformado do Exército condenado por transmitir intencionalmente o HIV...

Fachin anuncia projeto para limitar salários de juízes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, anunciou nesta segunda-feira (10) que pretende encaminhar um projeto de lei federal para regulamentar...

Anvisa libera venda de medicamentos em aplicativos de entrega

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou medidas preventivas que proibiam a comercialização, distribuição e propaganda de medicamentos por plataformas digitais como iFood,...

Anvisa retira seis marcas de sal do mercado por irregularidades

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou no sábado (8) a apreensão de seis marcas de sal comercializadas sem regularização sanitária no Brasil....
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]