Home Brasil Presidente do STF, Edson Fachin, defende atuação de Dias Toffoli no caso do Banco Master

Presidente do STF, Edson Fachin, defende atuação de Dias Toffoli no caso do Banco Master

0
Presidente do STF, Edson Fachin, defende atuação de Dias Toffoli no caso do Banco Master
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, divulgou na noite desta quinta-feira (22) uma nota oficial em defesa da atuação da Corte no inquérito que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. O ministro se posicionou diante das críticas direcionadas ao ministro Dias Toffoli, relator do caso, que vem sendo pressionado a se afastar da supervisão das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF).

Na manifestação, Fachin menciona Toffoli nominalmente e reforça que o Supremo atua dentro dos limites constitucionais, respeitando o papel dos órgãos de investigação, mas exercendo a necessária supervisão judicial.

“A seu turno, a Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição, pelo devido processo legal, pelo contraditório, e pela ampla defesa, cumprindo respeitar os campos de atribuições do Ministério Público e da Polícia Federal, porém, atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo Ministro relator, DIAS TOFFOLI”, afirma.

Ao longo da nota, o presidente do STF destaca que momentos de crise não justificam o enfraquecimento do Estado de Direito. Segundo ele, é justamente em cenários adversos que se torna indispensável a observância rigorosa da Constituição, do devido processo legal e da atuação técnica e independente das instituições.


Leia mais:

STF aceita por unanimidade denúncia contra mulher que ofendeu Flávio Dino em avião

Banco Central decreta liquidação da Will Financeira, ligada ao Banco Master


Embora não cite diretamente o caso do Banco Master, Fachin faz referência indireta ao episódio ao afirmar que “situações com impacto sobre o sistema financeiro nacional exigem mesmo resposta firme, coordenada e estritamente constitucional das instituições competentes”.

O ministro também ressalta a autonomia do Banco Central, o papel da Polícia Federal na investigação de crimes financeiros e a responsabilidade do Ministério Público na persecução penal e na defesa da ordem econômica.

Outro ponto abordado na nota é o funcionamento do Supremo durante o recesso. Fachin explica que o STF segue exercendo suas atribuições constitucionais nesse período, com decisões urgentes sendo tomadas pela Presidência ou pelos relatores, e posteriormente submetidas ao colegiado.

“As matérias de competência do Tribunal Pleno ou das Turmas, quando decididas no recesso, serão, oportunamente, submetidas à deliberação colegiada, com observância do devido processo constitucional, da segurança jurídica e da uniformidade decisória. A colegialidade é método”, observa.

Por fim, o presidente da Corte adota um tom firme ao afirmar que o Supremo não se intimida diante de ameaças ou tentativas de deslegitimação. Ele defende a crítica institucional, mas condena ações que busquem enfraquecer a autoridade do Judiciário.

*Com informações da Agência Brasil