O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta terça-feira (8/9), a soltura de Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele é investigado na Operação Sem Desconto, que apura descontos associativos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas.
Preso preventivamente desde 13 de novembro de 2025, Virgílio passará a usar tornozeleira eletrônica e deverá cumprir outras medidas cautelares. Ele está proibido de manter contato com investigados e testemunhas, deixar o país, acessar entidades associativas e entrar em instalações do INSS ou da Dataprev.
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Segundo as investigações, Virgílio teria recebido R$ 11,9 milhões de empresas relacionadas às associações investigadas, por meio de empresas e contas bancárias de sua esposa, Thaisa Hoffmann Jonasson.
Ao substituir a prisão preventiva pelas medidas cautelares, Mendonça considerou que as provas já foram coletadas e que a investigação avançou de maneira significativa. Para o ministro, as restrições impostas são suficientes, neste momento, para reduzir o risco de interferência nas apurações ou de novas práticas ilícitas.
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