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Ozempic e canetas emagrecedoras passam a ser vendidas somente com receita a partir desta segunda (23): Entenda

Por temor de uso abusivo, produtos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro passam a ter venda mais controlada

A venda de medicamentos agonistas GLP-1, como Ozempic, Wegovy, Saxenda, Mounjaro e similares, usados para o emagrecimento, passa a ter um controle mais rigoroso a partir desta segunda-feira (23/6). A decisão da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) de obrigação de receita médica para a venda desses medicamentos, publicada em abril, passa a valer nesta segunda.

Esses medicamentos eram classificados como tarja vermelha, e só poderiam ser vendidos com a apresentação da receita. Na prática, é comum que ela não seja exigida e, por isso, clientes sem o documento conseguiam comprar os medicamentos.

A votação da Anvisa para decisão sobre a obrigatoriedade da retenção da receita ocorreu após uma análise de farmacovigilância, que se baseou em dados de notificação no VigiMed. O sistema da Anvisa gere dados de efeitos secundários de medicamentos e compartilha com outros países. Numa análise comparativa, foi identificado um aumento preocupante no uso desses remédios fora das indicações clínicas recomendadas.

Em seus votos, os diretores da agência destacaram que existe a necessidade de proteger a população do uso abusivo desses medicamentos. Conhecidas popularmente como “canetas emagrecedoras”, eles foram desenvolvidos para diabetes, mas acabaram sendo também indicados para a obesidade.

Além disso, o uso inadequado pode levar a um aumento na demanda por esses medicamentos, resultando em escassez para aqueles que realmente precisam, como os pacientes com diabetes tipo 2.


Leia mais:

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A pesquisadora da USP Thamires Capello apresentou a Anvisa um estudo sobre o perfil dos consumidores das canetas emagrecedores. A pesquisa mostrou que 45% das pessoas fizeram a compra sem prescrição médica. Dessas, 73% nunca tiveram orientação de um profissional de saúde. Além disso, mais da metade usaram apenas para emagrecimento.

O uso indiscriminado (de Ozempic e seus similares), principalmente por pessoas que buscam perder peso rapidamente sem a orientação adequada de um profissional de saúde, levanta questões éticas e de segurança. Além disso, endocrinologistas alertam que esses medicamentos podem provocar efeitos colaterais como desnutrição grave, perda de massa muscular, queda de cabelo intensa e problemas relacionados a falta de vitaminas.

Por outro lado, médicos reconhecem que esses medicamentos, quando utilizados corretamente, podem trazer benefícios significativos para o controle do peso e da glicemia, melhorando a saúde metabólica dos pacientes.

*Com informações de G1

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A venda de medicamentos agonistas GLP-1, como Ozempic, Wegovy, Saxenda, Mounjaro e similares, usados para o emagrecimento, passa a ter um controle mais rigoroso a partir desta segunda-feira (23/6). A decisão da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) de obrigação de receita médica para a venda desses medicamentos, publicada em abril, passa a valer nesta segunda.

Esses medicamentos eram classificados como tarja vermelha, e só poderiam ser vendidos com a apresentação da receita. Na prática, é comum que ela não seja exigida e, por isso, clientes sem o documento conseguiam comprar os medicamentos.

A votação da Anvisa para decisão sobre a obrigatoriedade da retenção da receita ocorreu após uma análise de farmacovigilância, que se baseou em dados de notificação no VigiMed. O sistema da Anvisa gere dados de efeitos secundários de medicamentos e compartilha com outros países. Numa análise comparativa, foi identificado um aumento preocupante no uso desses remédios fora das indicações clínicas recomendadas.

Em seus votos, os diretores da agência destacaram que existe a necessidade de proteger a população do uso abusivo desses medicamentos. Conhecidas popularmente como “canetas emagrecedoras”, eles foram desenvolvidos para diabetes, mas acabaram sendo também indicados para a obesidade.

Além disso, o uso inadequado pode levar a um aumento na demanda por esses medicamentos, resultando em escassez para aqueles que realmente precisam, como os pacientes com diabetes tipo 2.


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O uso indiscriminado (de Ozempic e seus similares), principalmente por pessoas que buscam perder peso rapidamente sem a orientação adequada de um profissional de saúde, levanta questões éticas e de segurança. Além disso, endocrinologistas alertam que esses medicamentos podem provocar efeitos colaterais como desnutrição grave, perda de massa muscular, queda de cabelo intensa e problemas relacionados a falta de vitaminas.

Por outro lado, médicos reconhecem que esses medicamentos, quando utilizados corretamente, podem trazer benefícios significativos para o controle do peso e da glicemia, melhorando a saúde metabólica dos pacientes.

*Com informações de G1

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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