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Próxima geração de baterias deve armazenar mais energia, diz estudo

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Próxima geração de baterias deve armazenar mais energia, diz estudo

Se você está lendo esta notícia pelo celular ou em um laptop, isso só é possível graças às baterias de íon-lítio. Consideradas atualmente a tecnologia mais eficiente do mercado, elas combinam alta densidade energética, versatilidade e bom desempenho, sendo amplamente utilizadas em smartphones, notebooks e até em carros elétricos.

No entanto, um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, aponta que a liderança tecnológica das baterias de íon-lítio pode estar próxima do fim. Segundo os cientistas, esses dispositivos estão se aproximando do seu limite teórico de desempenho, o que significa que os ganhos futuros tendem a ser cada vez menores.

Em artigo publicado na revista científica Science Direct, os autores destacam que o desenvolvimento das baterias de próxima geração precisa acompanhar o avanço tecnológico da sociedade e atender à crescente demanda por energia. A expectativa é que novos sistemas ofereçam maior capacidade de armazenamento, melhor integração e mais flexibilidade de design.


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Novas alternativas em estudo

Com o possível esgotamento do potencial das baterias de íon-lítio, pesquisadores já analisam alternativas promissoras:

Baterias de fluxo: são vistas como fortes candidatas para armazenamento de energia renovável em larga escala. Diferentemente do sistema tradicional, permitem separar potência e capacidade de armazenamento, sendo ideais para guardar grandes volumes de energia por longos períodos com segurança.

Baterias de lítio-enxofre: chamam atenção pela alta densidade energética teórica e pelo uso de materiais mais baratos. Porém, ainda enfrentam desafios técnicos, como o crescimento de dendritos, estruturas que degradam a bateria, e vida útil limitada.

Baterias de lítio metálico: podem elevar a densidade energética de cerca de 250 para até 440 Wh/kg. No entanto, apresentam maior risco de curtos-circuitos e reações com eletrólitos inflamáveis, exigindo melhorias no design e na composição dos materiais.

Baterias de lítio-ar: promissoras especialmente para veículos elétricos, oferecem densidade energética elevada. O desafio atual é fazê-las funcionar de forma eficiente utilizando o ar ambiente, e não apenas oxigênio puro.

O cenário aponta para uma transição gradual. Embora as baterias de íon-lítio ainda dominem o mercado, a corrida científica já está focada na próxima geração de armazenamento de energia, uma mudança que pode transformar desde dispositivos eletrônicos até o setor automotivo e energético global.