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Os três vírus que estão no centro das preocupações para 2026

O cenário internacional em 2026 segue desafiador para especialistas em saúde pública diante da ampliação da circulação de vírus que ultrapassaram barreiras geográficas. Em um artigo publicado na The Conversation, o infectologista Patrick Jackson, da Universidade da Virgínia, destaca três agentes que merecem monitoramento reforçado neste ano: a gripe aviária H5N1, o MPox e o vírus Oropouche.

De acordo com o professor, fatores como mudanças climáticas, adensamento populacional e intensificação das viagens internacionais favorecem a adaptação e a propagação de patógenos. O momento, segundo ele, exige acompanhamento técnico constante, e não pânico.

Oropouche em expansão no Brasil

Transmitido por pequenos insetos, o vírus Oropouche deixou de ser visto como restrito à Amazônia e passou a alcançar outras regiões da América do Sul, América Central e Caribe. Identificado nos anos 1950 em Trinidad e Tobago, voltou a apresentar crescimento expressivo a partir de 2023.

Informações da Organização Pan-Americana da Saúde apontam que, até agosto de 2025, o Brasil reunia aproximadamente 90% das ocorrências registradas nas Américas, com casos distribuídos em 20 estados. Cinco mortes foram confirmadas: quatro no Rio de Janeiro e uma no Espírito Santo.

Também houve notificações na Europa relacionadas a viajantes contaminados, segundo a revista científica IFL Science. Casos de transmissão vertical, de mãe para bebê, foram identificados, enquanto pesquisadores avaliam possível associação com microcefalia e perdas fetais.

Ainda não há imunizante nem terapia específica disponível. Em 5 de janeiro de 2026, a Organização Mundial da Saúde apresentou uma iniciativa para acelerar pesquisas voltadas à prevenção e ao controle da doença.

H5N1 amplia área de risco

A gripe aviária H5N1 passou a gerar maior preocupação após ser detectada, em 2024, em rebanhos leiteiros nos Estados Unidos, marcando a infecção de uma nova espécie hospedeira. Desde então, novos registros foram feitos em diferentes estados norte-americanos.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA confirmaram 71 infecções humanas e duas mortes desde 2024, sem indícios de transmissão sustentada entre pessoas.


Saiba mais:

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No Brasil, a presença do vírus foi confirmada em uma granja comercial em 2025. Pesquisadores acompanham a possibilidade de o patógeno desenvolver capacidade de disseminação eficiente entre humanos, condição essencial para a configuração de uma nova pandemia.

Imunizantes específicos estão em fase de desenvolvimento. O Instituto Butantan realiza testes pré-clínicos de segurança de uma vacina contra a variante.

Mpox com duas linhagens em circulação

O Mpox, que por décadas permaneceu restrito a determinadas áreas da África, ganhou projeção internacional em 2022 com a disseminação do clado IIb em mais de cem países. A transmissão ocorre principalmente por contato físico direto.

Desde 2024, países da África Central também observam aumento de infecções pelo clado I, associado a quadros clínicos mais graves. Os Estados Unidos relataram casos recentes em pessoas sem histórico de deslocamento para o continente africano.

Existe vacina disponível, mas não há tratamento antiviral específico. Especialistas acompanham possíveis mudanças no comportamento do vírus ao longo de 2026.

Outros agentes sob monitoramento

Além dos três vírus destacados, o chikungunya acumulou mais de 445 mil casos suspeitos e confirmados em 2025, com ao menos 155 mortes até setembro, conforme a IFL Science. No Brasil, o Ministério da Saúde registrou 129 mil casos e 121 óbitos no mesmo período.

O vírus Nipah voltou a ser observado após um surto em Bengala Ocidental, na Índia. O Ministério da Saúde informou que não há registros da infecção em território brasileiro.

Doenças anteriormente consideradas controladas também reaparecem. O sarampo registra aumento de notificações em vários países, impulsionado pela redução da cobertura vacinal, inclusive nos Estados Unidos.

Especialistas alertam ainda que cortes em programas globais de cooperação podem comprometer o controle do HIV em regiões vulneráveis, elevando o risco de crescimento no número de casos.

(*)Com informações do DW

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O cenário internacional em 2026 segue desafiador para especialistas em saúde pública diante da ampliação da circulação de vírus que ultrapassaram barreiras geográficas. Em um artigo publicado na The Conversation, o infectologista Patrick Jackson, da Universidade da Virgínia, destaca três agentes que merecem monitoramento reforçado neste ano: a gripe aviária H5N1, o MPox e o vírus Oropouche.

De acordo com o professor, fatores como mudanças climáticas, adensamento populacional e intensificação das viagens internacionais favorecem a adaptação e a propagação de patógenos. O momento, segundo ele, exige acompanhamento técnico constante, e não pânico.

Oropouche em expansão no Brasil

Transmitido por pequenos insetos, o vírus Oropouche deixou de ser visto como restrito à Amazônia e passou a alcançar outras regiões da América do Sul, América Central e Caribe. Identificado nos anos 1950 em Trinidad e Tobago, voltou a apresentar crescimento expressivo a partir de 2023.

Informações da Organização Pan-Americana da Saúde apontam que, até agosto de 2025, o Brasil reunia aproximadamente 90% das ocorrências registradas nas Américas, com casos distribuídos em 20 estados. Cinco mortes foram confirmadas: quatro no Rio de Janeiro e uma no Espírito Santo.

Também houve notificações na Europa relacionadas a viajantes contaminados, segundo a revista científica IFL Science. Casos de transmissão vertical, de mãe para bebê, foram identificados, enquanto pesquisadores avaliam possível associação com microcefalia e perdas fetais.

Ainda não há imunizante nem terapia específica disponível. Em 5 de janeiro de 2026, a Organização Mundial da Saúde apresentou uma iniciativa para acelerar pesquisas voltadas à prevenção e ao controle da doença.

H5N1 amplia área de risco

A gripe aviária H5N1 passou a gerar maior preocupação após ser detectada, em 2024, em rebanhos leiteiros nos Estados Unidos, marcando a infecção de uma nova espécie hospedeira. Desde então, novos registros foram feitos em diferentes estados norte-americanos.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA confirmaram 71 infecções humanas e duas mortes desde 2024, sem indícios de transmissão sustentada entre pessoas.


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Imunizantes específicos estão em fase de desenvolvimento. O Instituto Butantan realiza testes pré-clínicos de segurança de uma vacina contra a variante.

Mpox com duas linhagens em circulação

O Mpox, que por décadas permaneceu restrito a determinadas áreas da África, ganhou projeção internacional em 2022 com a disseminação do clado IIb em mais de cem países. A transmissão ocorre principalmente por contato físico direto.

Desde 2024, países da África Central também observam aumento de infecções pelo clado I, associado a quadros clínicos mais graves. Os Estados Unidos relataram casos recentes em pessoas sem histórico de deslocamento para o continente africano.

Existe vacina disponível, mas não há tratamento antiviral específico. Especialistas acompanham possíveis mudanças no comportamento do vírus ao longo de 2026.

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Além dos três vírus destacados, o chikungunya acumulou mais de 445 mil casos suspeitos e confirmados em 2025, com ao menos 155 mortes até setembro, conforme a IFL Science. No Brasil, o Ministério da Saúde registrou 129 mil casos e 121 óbitos no mesmo período.

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Doenças anteriormente consideradas controladas também reaparecem. O sarampo registra aumento de notificações em vários países, impulsionado pela redução da cobertura vacinal, inclusive nos Estados Unidos.

Especialistas alertam ainda que cortes em programas globais de cooperação podem comprometer o controle do HIV em regiões vulneráveis, elevando o risco de crescimento no número de casos.

(*)Com informações do DW

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