O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (28/7) que o Sistema Único de Saúde (SUS) passa por uma “revolução” e defendeu que o modelo brasileiro de atendimento público seja apresentado ao mundo como exemplo de acesso universal à saúde.
A declaração foi feita durante evento no Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, com a presença do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Lula pede que OMS divulgue modelo brasileiro
Durante o discurso, Lula pediu que Tedros divulgue internacionalmente a experiência brasileira e fez referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou cortes de recursos destinados à OMS.
“Quando você puder conversar com o presidente Trump, que anunciou que ia cortar verba da Organização Mundial da Saúde, diga para ele como um país que não é rico como os Estados Unidos consegue garantir a cada cidadão brasileiro o mesmo tratamento de saúde que terá o presidente da República”, afirmou.
Presidente cita próprio tratamento como exemplo
Lula defendeu que o acesso à saúde deve ser igual para toda a população, independentemente da condição financeira. Como exemplo, citou o próprio tratamento contra câncer de próstata e afirmou que qualquer cidadão tem direito ao mesmo nível de tecnologia utilizado por líderes mundiais.
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“Qualquer pessoa mais humilde que precisar fazer radioterapia vai fazer numa máquina que o Trump fará, que o Xi Jinping fará, que o Putin fará e que o Lula fará. Tratamento de saúde não é para rico, é para quem está doente”, disse.
Lula reconhece desafios do SUS
O presidente reconheceu que o SUS ainda enfrenta desafios, mas afirmou que o governo federal tem promovido mudanças significativas na rede pública de saúde.
“Ainda falta muita coisa para ser feita, mas o que nós estamos fazendo nesse período é uma revolução na saúde brasileira”, disse.
Lula também lembrou que Tedros recebeu atendimento pelo SUS durante sua passagem pelo Brasil para a reunião do G20, após passar mal no Rio de Janeiro.
Ao encerrar o discurso, o presidente voltou a defender o caráter universal do sistema público e afirmou que o governo pretende ampliar as ações de prevenção e fortalecer o atendimento à população.
“Quero que ele saia daqui para mostrar ao mundo que é possível tratar o povo com respeito, independentemente da cor, do sexo, da religião ou da conta bancária. Aqui no Brasil, nós gostamos de cuidar de gente”, concluiu.
