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Testosterona injetável recebe aval para utilização no SUS

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) aprovou a inclusão dos hormônios testosterona e estradiol na rede pública para pacientes diagnosticados com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico (HHO). A decisão representa um avanço no tratamento da condição e permitirá que os medicamentos sejam disponibilizados pelo SUS em até 180 dias.

Para os homens com a doença, foram incorporadas opções injetáveis de testosterona, incluindo undecilato de testosterona, cipionato de testosterona e uma combinação de quatro ésteres hormonais. Essa última formulação também poderá ser utilizada em adolescentes para induzir a puberdade quando o organismo não consegue realizar esse processo naturalmente. Já para pacientes do sexo feminino, a Conitec aprovou o uso de adesivos de estradiol voltados ao desenvolvimento puberal.

Segundo o órgão, a terapia hormonal é fundamental para promover o desenvolvimento das características sexuais secundárias, melhorar a função sexual, fortalecer a massa muscular e a densidade óssea, além de contribuir para o bem-estar físico e emocional dos pacientes. A incorporação foi aprovada após análise de estudos científicos que comprovaram a eficácia dos tratamentos e avaliaram o impacto financeiro da medida para o sistema público de saúde.


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O hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico é uma condição causada, na maioria dos casos, por alterações na hipófise, glândula localizada no cérebro responsável pela produção de hormônios que estimulam os órgãos reprodutivos. Como consequência, o organismo passa a produzir quantidades insuficientes de hormônios sexuais, o que pode afetar o desenvolvimento da puberdade, a fertilidade e outras funções relacionadas ao equilíbrio hormonal.

De acordo com estimativas apresentadas pela Conitec, cerca de 87 mil brasileiros convivem com a condição, enquanto aproximadamente 7,4 mil novos casos são registrados anualmente. O número, porém, pode ser ainda maior, já que muitos pacientes não recebem diagnóstico ou acompanhamento adequado.

Especialistas ressaltam que os hormônios aprovados devem ser utilizados exclusivamente sob orientação médica e dentro de protocolos terapêuticos específicos. O uso indiscriminado de testosterona e outras substâncias hormonais, especialmente para fins estéticos ou de ganho de desempenho físico, pode provocar efeitos graves, como problemas cardiovasculares, alterações hepáticas e dependência psicológica.

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A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) aprovou a inclusão dos hormônios testosterona e estradiol na rede pública para pacientes diagnosticados com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico (HHO). A decisão representa um avanço no tratamento da condição e permitirá que os medicamentos sejam disponibilizados pelo SUS em até 180 dias.

Para os homens com a doença, foram incorporadas opções injetáveis de testosterona, incluindo undecilato de testosterona, cipionato de testosterona e uma combinação de quatro ésteres hormonais. Essa última formulação também poderá ser utilizada em adolescentes para induzir a puberdade quando o organismo não consegue realizar esse processo naturalmente. Já para pacientes do sexo feminino, a Conitec aprovou o uso de adesivos de estradiol voltados ao desenvolvimento puberal.

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