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Augusto Cury cresce e testa espaço no Amazonas

Augusto Cury (Avante) deixou de ser um nome periférico na corrida presidencial e passou a ocupar espaço entre os candidatos que tentam romper a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). No Amazonas, pesquisa de fim de agosto registrou Cury com 3,4% das intenções de voto. Dias depois, levantamentos nacionais o colocaram na casa dos dois dígitos.

São pesquisas diferentes, portanto os números não indicam uma evolução direta, mas revelam um movimento relevante: Cury começa a aparecer como opção fora dos dois polos que concentram o eleitorado.

Do 3,4% no Amazonas aos 11% no país

A pesquisa Eficaz, registrada no TSE sob o número AM-04910/2026, ouviu 1.517 eleitores entre 24 e 27 de agosto, em Manaus e em outros 11 municípios do Amazonas. No cenário estimulado, Lula tinha 43,4%, Flávio Bolsonaro, 36%, e Cury, 3,4%. Na sequência apareciam Renan Santos (Missão), com 2,2%, Pablo Marçal (PRTB), com 2,1%, Ronaldo Caiado (PSD), com 1,5%, e Zema (Novo), com 0,7%.

Dias depois, a pesquisa BTG/Nexus, feita entre 28 e 30 de agosto, mostrou Cury com 11% no cenário nacional, contra 39% de Lula e 33% de Flávio.

A comparação exige cautela, pois uma pesquisa mede o eleitorado amazonense e a outra, o cenário nacional. A proximidade das datas, porém, ajuda a dimensionar a velocidade do crescimento.

Um salto que muda o patamar

Na rodada anterior da BTG/Nexus, Cury tinha 2%. Ao chegar a 11%, ganhou nove pontos percentuais, alta relativa de 450%. Mais que o percentual, importa a mudança de patamar: Cury saiu da faixa residual e entrou no grupo de dois dígitos.

O crescimento aparece também em outros levantamentos: a Atlas/Intel registrou 7,8%, e a Real Time Big Data, divulgada em 1º de setembro, também o colocou na faixa de 11%. A convergência reforça o crescimento, embora ainda não permita saber se ele será sustentado.

Na BTG/Nexus, Lula e Flávio ainda somavam 72% das intenções, o que torna exagerado dizer que Cury rompeu a polarização. O que os números mostram é que ele abriu espaço numa disputa até então concentrada nos dois polos. A análise da BTG/Nexus identificou, entre seus eleitores, pessoas que antes declaravam voto em Lula, Flávio ou Zema, além de indecisos e de eleitores distantes da polarização, o que indica que sua candidatura alcança um segmento que não se identifica integralmente com os dois campos.


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O Amazonas e o momento do salto

A pesquisa Eficaz mostra que Lula e Flávio ainda dominam o Estado, com 79,4% somados. Cury estava distante dos líderes, mas aparecia em terceiro lugar, à frente de outros nomes da terceira via. O resultado não permite dizer que o eleitor amazonense já escolheu Cury ou rejeita Lula e Flávio, mas mostra um espaço eleitoral mensurável fora dos dois polos.

A coleta da Eficaz (24 a 27/8) antecede a da BTG/Nexus (28 a 30/8), ou seja, o dado de 3,4% no Amazonas é anterior ao salto nacional. Ainda não há pesquisa estadual posterior capaz de mostrar se os 11% nacionais também se refletiram em Manaus ou no interior, dado que será decisivo para saber se o Amazonas é apenas um cenário relativamente favorável a Cury ou um terreno de expansão de sua candidatura.

Terceira via ainda é uma promessa

Cury agora tem algo que os demais candidatos fora da polarização não haviam conseguido: escala eleitoral. Os 11% mostram que sua candidatura passou a ser percebida por parcela relevante do eleitorado, mas transformar esse crescimento em uma terceira via consolidada exige manter os votos conquistados, ampliar a presença regional e converter exposição em preferência estável.

No Amazonas, essa resposta ainda não existe. Lula e Flávio seguem muito à frente, mas Cury é o nome alternativo de maior visibilidade no momento. Resta saber se ele conseguirá transformar o crescimento nacional em um caminho capaz de furar a polarização também no Estado.

 

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São pesquisas diferentes, portanto os números não indicam uma evolução direta, mas revelam um movimento relevante: Cury começa a aparecer como opção fora dos dois polos que concentram o eleitorado.

Do 3,4% no Amazonas aos 11% no país

A pesquisa Eficaz, registrada no TSE sob o número AM-04910/2026, ouviu 1.517 eleitores entre 24 e 27 de agosto, em Manaus e em outros 11 municípios do Amazonas. No cenário estimulado, Lula tinha 43,4%, Flávio Bolsonaro, 36%, e Cury, 3,4%. Na sequência apareciam Renan Santos (Missão), com 2,2%, Pablo Marçal (PRTB), com 2,1%, Ronaldo Caiado (PSD), com 1,5%, e Zema (Novo), com 0,7%.

Dias depois, a pesquisa BTG/Nexus, feita entre 28 e 30 de agosto, mostrou Cury com 11% no cenário nacional, contra 39% de Lula e 33% de Flávio.

A comparação exige cautela, pois uma pesquisa mede o eleitorado amazonense e a outra, o cenário nacional. A proximidade das datas, porém, ajuda a dimensionar a velocidade do crescimento.

Um salto que muda o patamar

Na rodada anterior da BTG/Nexus, Cury tinha 2%. Ao chegar a 11%, ganhou nove pontos percentuais, alta relativa de 450%. Mais que o percentual, importa a mudança de patamar: Cury saiu da faixa residual e entrou no grupo de dois dígitos.

O crescimento aparece também em outros levantamentos: a Atlas/Intel registrou 7,8%, e a Real Time Big Data, divulgada em 1º de setembro, também o colocou na faixa de 11%. A convergência reforça o crescimento, embora ainda não permita saber se ele será sustentado.

Na BTG/Nexus, Lula e Flávio ainda somavam 72% das intenções, o que torna exagerado dizer que Cury rompeu a polarização. O que os números mostram é que ele abriu espaço numa disputa até então concentrada nos dois polos. A análise da BTG/Nexus identificou, entre seus eleitores, pessoas que antes declaravam voto em Lula, Flávio ou Zema, além de indecisos e de eleitores distantes da polarização, o que indica que sua candidatura alcança um segmento que não se identifica integralmente com os dois campos.


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