O prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), tem até 1º de dezembro, data marcada para a escolha do novo presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), para acertar seus movimentos. A dica começa pelo passado: ele não pode repetir o erro de David Almeida em 2022, sob pena de comprometer os próximos dois anos de gestão, período em que pretende “turbinar” seu projeto de reeleição.
Naquele ano, Almeida insistiu em manter David Reis (Avante) na presidência, o que exigia mudar a Lei Orgânica do Município (Lomam). Isso deu espaço para que o então governador Wilson Lima (União Brasil) articulasse a eleição de um aliado, o vereador Caio André (União). Almeida tentou lançar Elan Alencar (DC), mas não barrou Caio André, que lhe deu trabalho durante dois anos.
Agora, cinco vereadores teoricamente da base já se lançaram: Gilmar Nascimento e Joelson Silva (Avante); Mitoso, do MDB do senador Eduardo Braga; Jander Lobato, do PSD do senador Omar Aziz; e Ivo Neto (PMB), a sombra que se anuncia no horizonte do prefeito.
Discreto na Casa, Ivo Neto foi assessor do deputado Ednaílson Rozenha (PSD), de quem é muito próximo. Rozenha poderia facilitar-lhe o acesso ao governador eleito, Omar Aziz (PSD), que assume em janeiro com uma caneta poderosa, isto é, com grande poder de nomear e decidir.
Por isso, Renato precisa gastar muita saliva para consolidar um nome sem desagradar aos demais e ainda criar pontes com Omar, a quem apoiou no segundo turno. Omar dificilmente falará sobre a disputa na CMM, como promete fazer na eleição da Assembleia Legislativa, mas integrantes do futuro governo não terão a mesma discrição.
Com um aliado na presidência, Renato voará para a reeleição em céu de brigadeiro. Se o escolhido for fiel a outro político, como Caio André era, o projeto do prefeito terá uma série de obstáculos pela frente.
