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Coronel Menezes: a bandeira da direita bolsonarista trocou de mão

Elogio do Coronel Menezes a Omar Aziz marca a passagem das bandeiras da direita-bolsonarista e abre espaço para novas composições políticas do compadre do ex-presidente

Ao longo de seis anos, entre 2016 e 2022, ninguém do Amazonas segurou com mais firmeza a bandeira do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) do que o coronel Alfredo Menezes (PP). Desde a eleição municipal de 2024, contudo, ele aos poucos foi sendo “deixado de lado” pelo ex-colega de farda e nesta semana surpreendeu aliados ao elogiar o senador Omar Aziz (PSD), um dos algozes de Bolsonaro na CPI da Covid do Senado.

Desde a pré-campanha presidencial de 2018, o coronel Menezes foi o cicerone principal  de Bolsonaro em Manaus e responsável por arregimentar aliados que tornaram a capital amazonense a mais bolsonarista do País.

Envergando a condição de colega de Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e de compadre de Bolsonaro, coronel Menezes fez um trabalho de arregimentação de aliados para a campanha presidencial de 2018.

coronel Menezes e Jair Bolsonaro na Aman
Amigos e compadres desde a Aman

Coube a ele também organizar os eventos de Bolsonaro em Manaus, como as celebres “motociatas” durante a pandemia de Covid em que dirigia ou ia na garupa na moto presidencial.

Ao longo deste período, Bolsonaro reuniu o apoio do jovem deputado federal Alberto Neto, então no Republicanos; o empresário Romero Reis (ex-Novo), o ex-deputado estadual Chico Preto (Democracia Cristã) e o ativista de direita Sérgio Kruke.


Saiba Mais:

Em “novo momento”, Menezes reconhece experiência política de Omar Aziz para assumir Governo do Estado

Polo Industrial de Manaus: copo meio cheio ou meio vazio?

 


Com Bolsonaro eleito, Menezes foi indicado no início de 2019 para comandar a superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), mas deixou o comando do Polo Industrial de Manaus (PIM) para construir uma candidatura a prefeito na eleição de 2020.

Foi neste momento que o grupo de apoio “implodiu”, com Menezes, Alberto Neto, Romero Reis e Chico Preto lançando candidaturas a prefeito e invocando o apoio de Bolsonaro. Ao longo da campanha, o então presidente se manteve equidistante da disputa, mas no final gravou depoimento em favor do compadre, o que sinalizou a posição proeminente de Menezes no grupo bolsonarista no Amazonas.

Dois anos depois os ventos seguiam embalando a bandeira bolsonarista envergada pelo coronel. Ele foi candidato ao senado e quase conseguiu, embalado por uma votação expressiva em Manaus, tirar o mandato de Omar Aziz, que buscava a reeleição e só conseguiu ultrapassar o coronel quando as urnas já estavam mais de 95% apuradas.

Quando bandeira saiu das mãos do coronel Menezes

Com a derrota para o Senado e Bolsonaro fora do Palácio do Planalto, o coronel  Menezes começou a sentir a bandeira da direita-bolsonarista passar para outras mãos, no caso para Alberto Neto (PL).

Com o apoio do presidente estadual do PL, Alfredo Nascimento, Alberto Neto escanteou Menezes e foi o candidato de Bolsonaro para a prefeitura de Manaus. Ao longo daquela campanha os compadres sequer trocaram telefonemas.

Menezes foi para o PP e fez dupla com Roberto Cidade na disputa pela prefeitura de Manaus. A dupla ficou em quarto lugar na disputa e definitivamente o coronel saiu do radar de Bolsonaro em Manaus.

Conforme analistas ouvidos pela Onda Digital, o movimento de Menezes ao elogiar Omar Aziz afasta os votos da direita-bolsonarista para qualquer cargo que ele eventualmente queira disputar no ano que vem, mas abre portas para uma composição da filha dele, a deputada estadual Débora Menezes, com o grupo de apoio a Omar.

Débora segue no PL, cercada pelos inimigos do pai (Alberto e Alfredo), e no momento parece provável que ela precisará de uma composição mais ampla para renovar o mandato no próximo ano, isso incluiria Omar e o governador Wilson Lima, que acolheu o pai dela no PP, partido que é comandado pelo vereador Rodrigo Sá, alinhadíssimo com o governador.

Coronel Menezes diz que segue bolsonarista

No programa Meio Dia com Jefferson Coronel desta terça-feira (15/7), Menezes reiterou que segue um aliado de primeira hora do ex-presidente, com quem, afirma, troca mensagens todos os dias.

“Eu vim das entranhas dele, ele é meu padrinho de casamento, portanto eu sigo no mesmo campo, mas hoje é preciso distensionar a sociedade”, declarou Menezes ao explicar a troca de afagos com Omar Aziz. “É urbanidade, eu sigo de um lado e ele segue de outro”, completou.

 

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Ao longo de seis anos, entre 2016 e 2022, ninguém do Amazonas segurou com mais firmeza a bandeira do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) do que o coronel Alfredo Menezes (PP). Desde a eleição municipal de 2024, contudo, ele aos poucos foi sendo “deixado de lado” pelo ex-colega de farda e nesta semana surpreendeu aliados ao elogiar o senador Omar Aziz (PSD), um dos algozes de Bolsonaro na CPI da Covid do Senado.

Desde a pré-campanha presidencial de 2018, o coronel Menezes foi o cicerone principal  de Bolsonaro em Manaus e responsável por arregimentar aliados que tornaram a capital amazonense a mais bolsonarista do País.

Envergando a condição de colega de Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e de compadre de Bolsonaro, coronel Menezes fez um trabalho de arregimentação de aliados para a campanha presidencial de 2018.

coronel Menezes e Jair Bolsonaro na Aman
Amigos e compadres desde a Aman

Coube a ele também organizar os eventos de Bolsonaro em Manaus, como as celebres “motociatas” durante a pandemia de Covid em que dirigia ou ia na garupa na moto presidencial.

Ao longo deste período, Bolsonaro reuniu o apoio do jovem deputado federal Alberto Neto, então no Republicanos; o empresário Romero Reis (ex-Novo), o ex-deputado estadual Chico Preto (Democracia Cristã) e o ativista de direita Sérgio Kruke.


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Foi neste momento que o grupo de apoio “implodiu”, com Menezes, Alberto Neto, Romero Reis e Chico Preto lançando candidaturas a prefeito e invocando o apoio de Bolsonaro. Ao longo da campanha, o então presidente se manteve equidistante da disputa, mas no final gravou depoimento em favor do compadre, o que sinalizou a posição proeminente de Menezes no grupo bolsonarista no Amazonas.

Dois anos depois os ventos seguiam embalando a bandeira bolsonarista envergada pelo coronel. Ele foi candidato ao senado e quase conseguiu, embalado por uma votação expressiva em Manaus, tirar o mandato de Omar Aziz, que buscava a reeleição e só conseguiu ultrapassar o coronel quando as urnas já estavam mais de 95% apuradas.

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