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‘Pernadas’ tiram pré-candidatos dados como certo da corrida ao Senado

Com a oficialização das candidaturas após as convenções partidárias, muitos nomes dados como certos na corrida eleitoral deste ano acabaram sucumbindo a forças ocultas e a alianças dos próprios partidos, o que os forçou a sair de cena ou a mudar de rota, optando por um novo cargo, se quisessem permanecer no pleito.

Foi o que ocorreu com três candidaturas ao Senado: Marcelo Ramos (PT), Marcos Rotta (Avante) e Rodrigo Sá (PP). Os três chegaram a ser apresentados por seus partidos como pré-candidatos ou tiveram seus nomes colocados no centro das articulações, mas nenhum foi confirmado nas convenções.

Algumas dessas “pernadas” foram tão sérias que provocaram reações inesperadas para quem acompanha a política pelo lado de fora da bolha. Rodrigo Sá e Marcos Rotta, por exemplo, que “davam o sangue” por seus “padrinhos políticos”, foram descartados sem dó nem piedade na hora H.

O caso de Rodrigo Sá

No dia 2 de abril, Sá foi apresentado por seu padrinho, o então governador Wilson Lima, como candidato da Federação União Progressista ao Senado. Não deu tempo nem de comemorar a indicação: dois dias depois, foi surpreendido com a renúncia de Lima e a notícia de que a vaga ao Senado seria dele. O resultado foi que Rodrigo Sá parou de postar o então “amigo” nas redes sociais e, no dia 4 deste mês, faltou à convenção partidária que confirmou os candidatos do União Progressista às eleições deste ano.

Sá, que é presidente estadual do Progressistas, alegou problemas de saúde para justificar a ausência e foi listado na nominata da convenção como candidato à Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).


Leia maias

Marcelo Ramos adere a Braga e sela unidade da base de Lula no Amazonas

‘Apunhalado pelas costas’: Rotta promete apoiar rival de David ao Governo do AM


O caso de Marcos Rotta

Com Marcos Rotta aconteceu algo parecido. Aliado político de David Almeida e Renato Junior, o ex-vice-prefeito de Manaus era dado como nome certo para a candidatura ao Senado pela legenda. No finalzinho de julho, porém, Rotta viajou para o Paraná para acompanhar o pai, que enfrenta problemas de saúde, e anunciou sua saída da disputa sob essa justificativa. Os bastidores, no entanto, apontavam outro caminho, menos nobre, para a desistência.

Na convenção do Avante, David sequer citou o nome de Rotta ao falar do cargo de senador em vacância, dizendo apenas que a situação seria resolvida por Renato Júnior. Foi o que de fato aconteceu nesta quinta-feira (6/8), quando o prefeito de Manaus e principal apoiador da campanha de Almeida ao Governo do Estado declarou apoio à candidatura de Eduardo Braga ao Senado.

A reação foi quase imediata. Do Paraná, Rotta postou um “vídeo bomba” dizendo que já pressentia a “punhalada nas costas” de seus, agora, prováveis antigos aliados. Afirmou ainda que fará campanha e apoiará outro nome ao Governo do Amazonas, que anunciará em breve.

O caso de Marcelo Ramos

Outro que acabou sofrendo o peso do senador Eduardo Braga foi o ex-deputado federal Marcelo Ramos, que tentou ser oficializado candidato ao Senado pelo PT, mas foi demovido da ideia após uma ligação do presidente Lula pedindo que não entrasse na disputa, pois prejudicaria o “companheiro Braga”, considerado um dos fortes aliados do petista no Amazonas. A Ramos restou recuar.

Embora cada um dos casos tenha suas peculiaridades próprias, eles revelam um fenômeno comum da política brasileira: entre o lançamento de uma pré-candidatura e a homologação oficial existe um longo processo de negociação no qual os interesses partidários frequentemente se sobrepõem aos projetos individuais.

 

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Com a oficialização das candidaturas após as convenções partidárias, muitos nomes dados como certos na corrida eleitoral deste ano acabaram sucumbindo a forças ocultas e a alianças dos próprios partidos, o que os forçou a sair de cena ou a mudar de rota, optando por um novo cargo, se quisessem permanecer no pleito.

Foi o que ocorreu com três candidaturas ao Senado: Marcelo Ramos (PT), Marcos Rotta (Avante) e Rodrigo Sá (PP). Os três chegaram a ser apresentados por seus partidos como pré-candidatos ou tiveram seus nomes colocados no centro das articulações, mas nenhum foi confirmado nas convenções.

Algumas dessas “pernadas” foram tão sérias que provocaram reações inesperadas para quem acompanha a política pelo lado de fora da bolha. Rodrigo Sá e Marcos Rotta, por exemplo, que “davam o sangue” por seus “padrinhos políticos”, foram descartados sem dó nem piedade na hora H.

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No dia 2 de abril, Sá foi apresentado por seu padrinho, o então governador Wilson Lima, como candidato da Federação União Progressista ao Senado. Não deu tempo nem de comemorar a indicação: dois dias depois, foi surpreendido com a renúncia de Lima e a notícia de que a vaga ao Senado seria dele. O resultado foi que Rodrigo Sá parou de postar o então “amigo” nas redes sociais e, no dia 4 deste mês, faltou à convenção partidária que confirmou os candidatos do União Progressista às eleições deste ano.

Sá, que é presidente estadual do Progressistas, alegou problemas de saúde para justificar a ausência e foi listado na nominata da convenção como candidato à Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).


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A reação foi quase imediata. Do Paraná, Rotta postou um “vídeo bomba” dizendo que já pressentia a “punhalada nas costas” de seus, agora, prováveis antigos aliados. Afirmou ainda que fará campanha e apoiará outro nome ao Governo do Amazonas, que anunciará em breve.

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