Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Direita no Amazonas: caiu a ficha?

Um almoço realizado neste domingo (8/2) reuniu diferentes nomes da direita no Amazonas. O encontro, longe de ser apenas social, sinaliza um movimento político relevante em um cenário que já começa a se organizar com foco em 2026.

Estiveram presentes Maria do Carmo, Alfredo Nascimento, Débora Menezes, Capitão Carpe, Alberto Neto, Delegado Pablo, Coronel Rosses, Raiff Matos, Chico Preto e Marcel Alexandre.

Depois de um período marcado por dispersão e iniciativas individuais, o encontro sugere uma leitura mais pragmática do cenário. Fragmentada, a direita não construiu força suficiente para disputar espaço real no jogo político.

Nos últimos meses, o que se viu foi uma fragmentação clara: caminhos sendo tomados em direções diferentes, reuniões mais acanhadas e pequenos grupos tentando se fortalecer de forma isolada.

O resultado foi previsível: baixa coordenação, dificuldade de articulação e pouca capacidade de influência coletiva.

O gesto deste domingo aponta para uma tentativa de correção de rota. Um reconhecimento de que identidade ideológica, sem unidade estratégica, não sustenta viabilidade eleitoral.

Quem não foi também se posicionou

Tão relevantes quanto as presenças foram as ausências. Coronel Menezes, que frequentemente se apresenta como representante da direita no estado, não participou do encontro. Mais do que isso, fez questão de sinalizar publicamente que estava na companhia de Fausto Jr.

Na política, ausência raramente é neutra. Quando vem acompanhada de sinalização pública, vira posição.

Enquanto parte da direita se reunia para demonstrar tentativa de reorganização e estratégia, outra parte optou por marcar distância.

O recado do encontro

O almoço não resolve, por si só, a fragmentação da direita no Amazonas. Mas deixa um registro importante: seguir isolado cobra um preço alto.

Na política, esses movimentos contam. E ficam.

Se o encontro deste domingo será o início de uma reorganização consistente ou apenas um gesto pontual, o tempo dirá. Mas o cenário começa a ganhar contornos mais nítidos: quem senta à mesa sinaliza disposição para construir algo coletivo. Quem se afasta, também faz sua escolha.

E em 2026, o eleitor tende a cobrar coerência entre discurso, gesto e companhia.

Porque palanque sozinho não gera força.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Um almoço realizado neste domingo (8/2) reuniu diferentes nomes da direita no Amazonas. O encontro, longe de ser apenas social, sinaliza um movimento político relevante em um cenário que já começa a se organizar com foco em 2026.

Estiveram presentes Maria do Carmo, Alfredo Nascimento, Débora Menezes, Capitão Carpe, Alberto Neto, Delegado Pablo, Coronel Rosses, Raiff Matos, Chico Preto e Marcel Alexandre.

Depois de um período marcado por dispersão e iniciativas individuais, o encontro sugere uma leitura mais pragmática do cenário. Fragmentada, a direita não construiu força suficiente para disputar espaço real no jogo político.

Nos últimos meses, o que se viu foi uma fragmentação clara: caminhos sendo tomados em direções diferentes, reuniões mais acanhadas e pequenos grupos tentando se fortalecer de forma isolada.

O resultado foi previsível: baixa coordenação, dificuldade de articulação e pouca capacidade de influência coletiva.

O gesto deste domingo aponta para uma tentativa de correção de rota. Um reconhecimento de que identidade ideológica, sem unidade estratégica, não sustenta viabilidade eleitoral.

Quem não foi também se posicionou

Tão relevantes quanto as presenças foram as ausências. Coronel Menezes, que frequentemente se apresenta como representante da direita no estado, não participou do encontro. Mais do que isso, fez questão de sinalizar publicamente que estava na companhia de Fausto Jr.

Na política, ausência raramente é neutra. Quando vem acompanhada de sinalização pública, vira posição.

Enquanto parte da direita se reunia para demonstrar tentativa de reorganização e estratégia, outra parte optou por marcar distância.

O recado do encontro

O almoço não resolve, por si só, a fragmentação da direita no Amazonas. Mas deixa um registro importante: seguir isolado cobra um preço alto.

Na política, esses movimentos contam. E ficam.

Se o encontro deste domingo será o início de uma reorganização consistente ou apenas um gesto pontual, o tempo dirá. Mas o cenário começa a ganhar contornos mais nítidos: quem senta à mesa sinaliza disposição para construir algo coletivo. Quem se afasta, também faz sua escolha.

E em 2026, o eleitor tende a cobrar coerência entre discurso, gesto e companhia.

Porque palanque sozinho não gera força.

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Antônio Lima Júnior
Antônio Lima Júnior
Empresário e CEO do Grupo Digital. Atua há mais de 25 anos no setor de comunicação e marketing, com experiência em gestão, mídia e desenvolvimento de projetos empresariais. É idealizador do AmazonIA e do DSX, eventos educacionais voltados ao debate sobre negócios, tecnologia e empreendedorismo na região Norte.

Mais lidas

Rodrigo Sá mira Assembleia e renova laço com Wilson Lima

Presidente estadual do Progressistas e integrante da Federação União Progressista, Rodrigo Sá não esteve na convenção do dia 4 de agosto que oficializou Roberto...

Lula tenta reocupar o verde e amarelo em uma disputa que vai além da eleição

A disputa eleitoral de 2026 também está sendo travada em um território que não aparece nas pesquisas de intenção de voto: o das cores....
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Interior “vira” e Roberto Cidade começa a desmontar alianças de adversários no AM

A eleição para o Governo do Amazonas começa a ganhar contornos mais agressivos nos bastidores. Se em Manaus os grupos políticos ainda medem forças...

Republicanos descobre que partido pode ter dono, mas voto não tem

Quando a eleição esquenta, uma contradição comum volta a aparecer em alguns partidos. No Amazonas, o Republicanos vive esse dilema: ter a legenda no...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Cidade evita ‘três contra um’ e aposta em confronto no ‘momento certo’

A ausência de Roberto Cidade (União) no primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas, realizado pela Band neste domingo (9), tinha, segundo...

O debate mostrou que, quem bate, lembra, e quem apanha também não esquece

Com um único bloco permitindo confronto direto entre os candidatos, cada pergunta passou a valer mais do que uma simples resposta. Era a oportunidade...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Rodrigo Sá mira Assembleia e renova laço com Wilson Lima

Presidente estadual do Progressistas e integrante da Federação União Progressista, Rodrigo Sá não esteve na convenção do dia 4 de agosto que oficializou Roberto...

Lula tenta reocupar o verde e amarelo em uma disputa que vai além da eleição

A disputa eleitoral de 2026 também está sendo travada em um território que não aparece nas pesquisas de intenção de voto: o das cores....

Interior “vira” e Roberto Cidade começa a desmontar alianças de adversários no AM

A eleição para o Governo do Amazonas começa a ganhar contornos mais agressivos nos bastidores. Se em Manaus os grupos políticos ainda medem forças...

Republicanos descobre que partido pode ter dono, mas voto não tem

Quando a eleição esquenta, uma contradição comum volta a aparecer em alguns partidos. No Amazonas, o Republicanos vive esse dilema: ter a legenda no...

Cidade evita ‘três contra um’ e aposta em confronto no ‘momento certo’

A ausência de Roberto Cidade (União) no primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas, realizado pela Band neste domingo (9), tinha, segundo...

O debate mostrou que, quem bate, lembra, e quem apanha também não esquece

Com um único bloco permitindo confronto direto entre os candidatos, cada pergunta passou a valer mais do que uma simples resposta. Era a oportunidade...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]