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Planos de governo divergem sobre como enfrentar crise climática no Amazonas

Temperaturas acima do normal, previsão de seca recorde dos rios, impactos sociais e econômicos e incêndios florestais tornaram as mudanças climáticas uma questão presente nos planos dos sete candidatos ao Governo do Amazonas. As propostas partem de um ponto comum: secas, cheias, queimadas e outros eventos ambientais exigem respostas do poder público. As diferenças aparecem no caminho escolhido, entre adaptação, redução das causas da crise e mudanças no modelo econômico.

Omar Aziz (PSD), David Almeida (Avante) e Isael Munduruku (Psol-Rede Sustentabilidade) organizam propostas específicas para a agenda climática, combinando adaptação, combate ao desmatamento e às queimadas, transição energética e fortalecimento da gestão ambiental.

Isael reúne propostas como plano estadual de adaptação, fundo de emergência para secas, cheias, incêndios e fumaça, meta de desmatamento zero, brigadas comunitárias permanentes, transição energética, solarização de serviços públicos e monitoramento da fumaça, do calor e da qualidade da água.

Omar propõe atualizar o Plano Estadual de Mudanças Climáticas, de 2007, com inventário de emissões, metas por setor, mapeamento de riscos e ações de adaptação para secas e cheias. O programa também estabelece a meta de reduzir entre 60% e 90% as queimadas até 2035 e prevê pagamento por serviços ambientais, REDD+, mercado de carbono e energias renováveis.

David coloca o tema entre os pilares do programa, com o Plano Clima Amazonas, voltado a adaptação, gestão de risco, segurança hídrica e alimentar e prevenção ao desmatamento e às queimadas. Também prevê inteligência artificial, energia limpa, compras verdes, créditos de carbono e apoio aos municípios na estruturação de políticas ambientais.

Adaptação aproxima Cidade e Daciolo

Secas, cheias, incêndios e fumaça também aparecem nos programas de Roberto Cidade (União Brasil) e Cabo Daciolo (Mobiliza), com foco maior na capacidade de resposta do Estado.

Cidade propõe um Plano Permanente de Enfrentamento às Cheias e Estiagens, fortalecimento da Defesa Civil, monitoramento climático, sistemas de alerta e adaptação da infraestrutura. O programa não estabelece metas numéricas para redução do desmatamento ou das emissões nem cronograma para neutralidade de carbono.

Daciolo distribui as propostas entre Defesa Civil, infraestrutura e agricultura. O plano prevê incorporar o risco climático ao planejamento de obras, ampliar o monitoramento hidrometeorológico, criar alertas antecipados, interiorizar o Corpo de Bombeiros e cruzar dados de queimadas e desmatamento. Também não apresenta metas numéricas, prazos ou fontes específicas de financiamento para a agenda climática.

Tecnologia e mercado de carbono aparecem em diferentes programas

A tecnologia é outro ponto de encontro. Maria do Carmo Seffair (PL) propõe satélites, drones e análise de dados para combater desmatamento e queimadas. David cita inteligência artificial; Cidade e Daciolo defendem monitoramento e sistemas de alerta; e Munduruku propõe um observatório para acompanhar fumaça, calor e qualidade da água.

Maria do Carmo é a candidata cujo programa trata menos diretamente das mudanças climáticas. O documento não apresenta o tema como eixo específico nem uma política dedicada à adaptação a cheias e secas, mas inclui combate ao desmatamento e às queimadas, mercado de carbono, regularização ambiental, revisão de unidades de conservação, fim de lixões, logística reversa e reciclagem.

O mercado de carbono também aparece nos programas de Omar, David e Maria do Carmo. Omar prevê REDD+ e pagamento por serviços ambientais; David quer ampliar projetos de carbono e transformar o Amazonas em fornecedor de créditos; Maria propõe impulsionar o mercado e ampliar a rastreabilidade e a certificação da produção florestal.

Propostas de ruptura com o modelo atual

Gilberto Vasconcelos (PSTU) apresenta uma proposta que relaciona diretamente a crise climática ao modelo econômico, ao agronegócio, à mineração e à exploração privada dos recursos naturais. O programa defende bloquear a expansão do agronegócio, ampliar o controle sobre a mineração, fortalecer o controle social sobre o Ipaam e reestatizar a distribuição de energia.

Isael também associa a crise climática à desigualdade e propõe mudanças territoriais e socioambientais, como desmatamento zero, combate aos financiadores da destruição ambiental, redução gradual do diesel e participação das comunidades nas decisões sobre adaptação e proteção dos territórios.

A transição energética aparece nos programas de Omar, David, Isael e Gilberto, mas com enfoques diferentes. Enquanto alguns a tratam como política ambiental e econômica, Isael propõe reduzir gradualmente o diesel em serviços públicos e Gilberto associa a mudança à reestatização da distribuição de energia.

Sete planos, diferentes respostas

A comparação mostra que os sete candidatos reconhecem os impactos ambientais que atingem o Amazonas, mas divergem sobre suas causas e sobre as respostas necessárias.

Há programas concentrados na adaptação, com Defesa Civil, infraestrutura e sistemas de alerta; propostas que combinam adaptação, redução de emissões, combate às queimadas e transição energética; e programas que defendem mudanças mais profundas no modelo econômico e territorial.

Omar combina atualização de políticas existentes com metas e novos instrumentos. David propõe uma política climática transversal. Cidade e Daciolo concentram ações na capacidade de resposta do Estado. Maria do Carmo prioriza regulação, tecnologia e mecanismos de mercado. Gilberto relaciona a crise à estrutura econômica, enquanto Isael associa a agenda climática às mudanças territoriais, socioambientais e à participação das comunidades.

Assim, os sete planos apresentam diferentes formas de enfrentar uma mesma crise: adaptar o Estado aos impactos já sentidos, reduzir suas causas, utilizar mecanismos de mercado ou promover mudanças na estrutura econômica e territorial.

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Temperaturas acima do normal, previsão de seca recorde dos rios, impactos sociais e econômicos e incêndios florestais tornaram as mudanças climáticas uma questão presente nos planos dos sete candidatos ao Governo do Amazonas. As propostas partem de um ponto comum: secas, cheias, queimadas e outros eventos ambientais exigem respostas do poder público. As diferenças aparecem no caminho escolhido, entre adaptação, redução das causas da crise e mudanças no modelo econômico.

Omar Aziz (PSD), David Almeida (Avante) e Isael Munduruku (Psol-Rede Sustentabilidade) organizam propostas específicas para a agenda climática, combinando adaptação, combate ao desmatamento e às queimadas, transição energética e fortalecimento da gestão ambiental.

Isael reúne propostas como plano estadual de adaptação, fundo de emergência para secas, cheias, incêndios e fumaça, meta de desmatamento zero, brigadas comunitárias permanentes, transição energética, solarização de serviços públicos e monitoramento da fumaça, do calor e da qualidade da água.

Omar propõe atualizar o Plano Estadual de Mudanças Climáticas, de 2007, com inventário de emissões, metas por setor, mapeamento de riscos e ações de adaptação para secas e cheias. O programa também estabelece a meta de reduzir entre 60% e 90% as queimadas até 2035 e prevê pagamento por serviços ambientais, REDD+, mercado de carbono e energias renováveis.

David coloca o tema entre os pilares do programa, com o Plano Clima Amazonas, voltado a adaptação, gestão de risco, segurança hídrica e alimentar e prevenção ao desmatamento e às queimadas. Também prevê inteligência artificial, energia limpa, compras verdes, créditos de carbono e apoio aos municípios na estruturação de políticas ambientais.

Adaptação aproxima Cidade e Daciolo

Secas, cheias, incêndios e fumaça também aparecem nos programas de Roberto Cidade (União Brasil) e Cabo Daciolo (Mobiliza), com foco maior na capacidade de resposta do Estado.

Cidade propõe um Plano Permanente de Enfrentamento às Cheias e Estiagens, fortalecimento da Defesa Civil, monitoramento climático, sistemas de alerta e adaptação da infraestrutura. O programa não estabelece metas numéricas para redução do desmatamento ou das emissões nem cronograma para neutralidade de carbono.

Daciolo distribui as propostas entre Defesa Civil, infraestrutura e agricultura. O plano prevê incorporar o risco climático ao planejamento de obras, ampliar o monitoramento hidrometeorológico, criar alertas antecipados, interiorizar o Corpo de Bombeiros e cruzar dados de queimadas e desmatamento. Também não apresenta metas numéricas, prazos ou fontes específicas de financiamento para a agenda climática.

Tecnologia e mercado de carbono aparecem em diferentes programas

A tecnologia é outro ponto de encontro. Maria do Carmo Seffair (PL) propõe satélites, drones e análise de dados para combater desmatamento e queimadas. David cita inteligência artificial; Cidade e Daciolo defendem monitoramento e sistemas de alerta; e Munduruku propõe um observatório para acompanhar fumaça, calor e qualidade da água.

Maria do Carmo é a candidata cujo programa trata menos diretamente das mudanças climáticas. O documento não apresenta o tema como eixo específico nem uma política dedicada à adaptação a cheias e secas, mas inclui combate ao desmatamento e às queimadas, mercado de carbono, regularização ambiental, revisão de unidades de conservação, fim de lixões, logística reversa e reciclagem.

O mercado de carbono também aparece nos programas de Omar, David e Maria do Carmo. Omar prevê REDD+ e pagamento por serviços ambientais; David quer ampliar projetos de carbono e transformar o Amazonas em fornecedor de créditos; Maria propõe impulsionar o mercado e ampliar a rastreabilidade e a certificação da produção florestal.

Propostas de ruptura com o modelo atual

Gilberto Vasconcelos (PSTU) apresenta uma proposta que relaciona diretamente a crise climática ao modelo econômico, ao agronegócio, à mineração e à exploração privada dos recursos naturais. O programa defende bloquear a expansão do agronegócio, ampliar o controle sobre a mineração, fortalecer o controle social sobre o Ipaam e reestatizar a distribuição de energia.

Isael também associa a crise climática à desigualdade e propõe mudanças territoriais e socioambientais, como desmatamento zero, combate aos financiadores da destruição ambiental, redução gradual do diesel e participação das comunidades nas decisões sobre adaptação e proteção dos territórios.

A transição energética aparece nos programas de Omar, David, Isael e Gilberto, mas com enfoques diferentes. Enquanto alguns a tratam como política ambiental e econômica, Isael propõe reduzir gradualmente o diesel em serviços públicos e Gilberto associa a mudança à reestatização da distribuição de energia.

Sete planos, diferentes respostas

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