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Governo do AM: veja o desempenho dos vencedores desde 1982

Há quatro décadas, pouco mais de 200 mil votos bastavam para eleger o governador do Amazonas. Hoje, uma candidatura ao governo estadual precisa superar 1 milhão de votos para alcançar resultado semelhante. O crescimento do eleitorado também mudou a geografia do voto entre Manaus e os 61 municípios do interior.

Da eleição de 1982 à de 1998

Em 1982, Gilberto Mestrinho venceu com 201.182 votos, contra 164.190 de Josué Filho. Em 1986, Amazonino Mendes foi eleito com 270.875 votos. Em 1990, Mestrinho voltou ao governo com 332.085. Em 1994, Amazonino venceu com 406.060 votos, quando o eleitorado ultrapassou pela primeira vez 1 milhão.

Em 1998, o eleitorado chegou a cerca de 1,37 milhão. Amazonino foi reeleito com 418.373 votos, apenas 28.159 à frente de Eduardo Braga. O resultado mostrou a força do interior: Braga venceu em Manaus por cerca de 20 mil votos, mas Amazonino abriu vantagem fora da capital e garantiu a vitória estadual.

O equilíbrio entre capital e interior

O interior continuou relevante em 2002 e 2006. Braga foi eleito em 2002 com 568.111 votos e reeleito em 2006 com 687.912. Na primeira eleição, sua votação ficou praticamente dividida entre Manaus e os demais municípios.

A eleição de 2010 representou um ponto de equilíbrio. Omar Aziz venceu com 943.955 votos: 562.448 em Manaus e cerca de 381,5 mil no interior. A proporção de votos válidos foi semelhante entre capital e interior.

O peso crescente de Manaus

A partir de 2014, Manaus passou a ter peso maior. Naquele ano, José Melo venceu Eduardo Braga no segundo turno por 869.992 a 696.465. Na capital, Melo abriu vantagem de 167.057 votos. No interior, a diferença foi bem menor.

A tendência ficou mais clara em 2018. Wilson Lima venceu Amazonino Mendes por 1.033.954 a 965.522. Em Manaus, recebeu 702.863 votos, cerca de 68% de sua votação estadual. Wilson venceu em apenas 17 municípios, enquanto Amazonino ganhou em 45, mas a concentração de votos na capital foi decisiva.

Em 2022, Wilson foi novamente eleito, com 1.039.192 votos: 605.545 em Manaus e cerca de 433,6 mil no interior. A capital continuou sendo a principal fonte da votação do vencedor, mas o interior recuperou participação na composição do resultado.

A trajetória mostra que o crescimento do eleitorado mudou não apenas o tamanho das votações, mas também o peso relativo de Manaus e do interior nas disputas pelo governo do Amazonas.

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Há quatro décadas, pouco mais de 200 mil votos bastavam para eleger o governador do Amazonas. Hoje, uma candidatura ao governo estadual precisa superar 1 milhão de votos para alcançar resultado semelhante. O crescimento do eleitorado também mudou a geografia do voto entre Manaus e os 61 municípios do interior.

Da eleição de 1982 à de 1998

Em 1982, Gilberto Mestrinho venceu com 201.182 votos, contra 164.190 de Josué Filho. Em 1986, Amazonino Mendes foi eleito com 270.875 votos. Em 1990, Mestrinho voltou ao governo com 332.085. Em 1994, Amazonino venceu com 406.060 votos, quando o eleitorado ultrapassou pela primeira vez 1 milhão.

Em 1998, o eleitorado chegou a cerca de 1,37 milhão. Amazonino foi reeleito com 418.373 votos, apenas 28.159 à frente de Eduardo Braga. O resultado mostrou a força do interior: Braga venceu em Manaus por cerca de 20 mil votos, mas Amazonino abriu vantagem fora da capital e garantiu a vitória estadual.

O equilíbrio entre capital e interior

O interior continuou relevante em 2002 e 2006. Braga foi eleito em 2002 com 568.111 votos e reeleito em 2006 com 687.912. Na primeira eleição, sua votação ficou praticamente dividida entre Manaus e os demais municípios.

A eleição de 2010 representou um ponto de equilíbrio. Omar Aziz venceu com 943.955 votos: 562.448 em Manaus e cerca de 381,5 mil no interior. A proporção de votos válidos foi semelhante entre capital e interior.

O peso crescente de Manaus

A partir de 2014, Manaus passou a ter peso maior. Naquele ano, José Melo venceu Eduardo Braga no segundo turno por 869.992 a 696.465. Na capital, Melo abriu vantagem de 167.057 votos. No interior, a diferença foi bem menor.

A tendência ficou mais clara em 2018. Wilson Lima venceu Amazonino Mendes por 1.033.954 a 965.522. Em Manaus, recebeu 702.863 votos, cerca de 68% de sua votação estadual. Wilson venceu em apenas 17 municípios, enquanto Amazonino ganhou em 45, mas a concentração de votos na capital foi decisiva.

Em 2022, Wilson foi novamente eleito, com 1.039.192 votos: 605.545 em Manaus e cerca de 433,6 mil no interior. A capital continuou sendo a principal fonte da votação do vencedor, mas o interior recuperou participação na composição do resultado.

A trajetória mostra que o crescimento do eleitorado mudou não apenas o tamanho das votações, mas também o peso relativo de Manaus e do interior nas disputas pelo governo do Amazonas.

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