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Influencers que se lançam na política são moedas de quociente para os pré-candidatos

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Influencers que se lançam na política são moedas de quociente para os pré-candidatos

A corrida pelo governo do Amazonas tem intensificado um movimento já conhecido desde 2010 em âmbito nacional, mas agora se tornou ainda mais evidente: “influencers” entrarem na política. Em meio às articulações da pré-campanha, lideranças têm ampliado a busca por novos nomes, especialmente os conhecidos como blogueiros, criadores de conteúdo, influenciadores digitais etc., como forma de fortalecer suas chapas e ampliar o alcance junto ao eleitorado.

A estratégia acompanha uma tendência que se repete a cada eleição no Brasil. Para além dos políticos tradicionais, cresce o interesse por figuras públicas sem histórico político, mas com forte presença nas redes sociais e alto poder de engajamento. A aposta é transformar visibilidade em votos.

Esses nomes entram na disputa impulsionados pela popularidade construída fora da política, seja na internet, no entretenimento ou em outras áreas. Mais do que visibilidade, há também um cálculo eleitoral por trás dessa movimentação. Ao atrair candidatos com grande número de seguidores, partidos buscam aumentar o quociente eleitoral, o que pode garantir não apenas a eleição desses nomes, mas também puxar outros candidatos da mesma legenda com votações menores.

A estratégia não é nova. Um dos casos mais emblemáticos é o do humorista Tiririca, que nas eleições de 2010 se tornou o deputado mais votado do país, com mais de 1,3 milhão de votos. Com uma campanha simples e marcada pelo bordão “pior que tá não fica”, ele ajudou a eleger outros três parlamentares do então PR, hoje PL, legenda associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.