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OPINIÃO: Velha política ou política mal feita?

Muito se fala, hoje, em velha política e nova política. O discurso se repete a cada eleição: o problema do país seria a “velha política”, e a solução estaria sempre no “novo”, no diferente, no que nunca esteve no poder.

Mas quase ninguém para para fazer a pergunta certa: o que é, de fato, velha política? São os políticos antigos ou é a forma como a política é praticada?

A política sempre existiu e sempre vai existir. O que muda não é a política em si, mas a maneira como ela é usada. Antigamente, o poder era usado para fazer política. Hoje, muitos usam a política como atalho para gerar poder. O discurso muda, a embalagem se renova, mas o jogo e os interesses seguem bastante parecidos.

Quem já teve mandato chama isso de experiência. Quem nunca ocupou um cargo público chama de velha política. E é justamente aí que mora o risco.

Faz sentido entregar cargos legislativos ou executivos a pessoas que nunca lidaram com orçamento público, pressão institucional e decisões que afetam milhares de vidas? A política real não acontece em vídeos curtos ou discursos inflamados. Ela acontece na gestão do dinheiro público, na negociação de interesses e na responsabilidade de governar.

Muitas vezes, o voto vem influenciado por narrativas momentâneas, por exposição nas redes ou por discursos sedutores. Depois, a conta chega e dura quatro anos. Na eleição seguinte, o ciclo se repete, e o bordão retorna: “o problema é a velha política”.

Talvez a verdade seja mais simples e mais incômoda. Não existe velha política nem nova política. Existe política bem feita e política mal feita. Existe preparo. E existe despreparo.

Talvez o debate precise amadurecer. Menos rótulos fáceis. Mais critério. Porque, no fim das contas, não estamos escolhendo personagens para uma disputa ideológica, mas pessoas que vão decidir os próximos quatro anos da nossa vida.

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Muito se fala, hoje, em velha política e nova política. O discurso se repete a cada eleição: o problema do país seria a “velha política”, e a solução estaria sempre no “novo”, no diferente, no que nunca esteve no poder.

Mas quase ninguém para para fazer a pergunta certa: o que é, de fato, velha política? São os políticos antigos ou é a forma como a política é praticada?

A política sempre existiu e sempre vai existir. O que muda não é a política em si, mas a maneira como ela é usada. Antigamente, o poder era usado para fazer política. Hoje, muitos usam a política como atalho para gerar poder. O discurso muda, a embalagem se renova, mas o jogo e os interesses seguem bastante parecidos.

Quem já teve mandato chama isso de experiência. Quem nunca ocupou um cargo público chama de velha política. E é justamente aí que mora o risco.

Faz sentido entregar cargos legislativos ou executivos a pessoas que nunca lidaram com orçamento público, pressão institucional e decisões que afetam milhares de vidas? A política real não acontece em vídeos curtos ou discursos inflamados. Ela acontece na gestão do dinheiro público, na negociação de interesses e na responsabilidade de governar.

Muitas vezes, o voto vem influenciado por narrativas momentâneas, por exposição nas redes ou por discursos sedutores. Depois, a conta chega e dura quatro anos. Na eleição seguinte, o ciclo se repete, e o bordão retorna: “o problema é a velha política”.

Talvez a verdade seja mais simples e mais incômoda. Não existe velha política nem nova política. Existe política bem feita e política mal feita. Existe preparo. E existe despreparo.

Talvez o debate precise amadurecer. Menos rótulos fáceis. Mais critério. Porque, no fim das contas, não estamos escolhendo personagens para uma disputa ideológica, mas pessoas que vão decidir os próximos quatro anos da nossa vida.

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Antônio Lima Júnior
Antônio Lima Júnior
Empresário e CEO do Grupo Digital. Atua há mais de 25 anos no setor de comunicação e marketing, com experiência em gestão, mídia e desenvolvimento de projetos empresariais. É idealizador do AmazonIA e do DSX, eventos educacionais voltados ao debate sobre negócios, tecnologia e empreendedorismo na região Norte.

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