O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, afirmou que o setor produtivo do Estado vai avaliar as oportunidades abertas pelo programa Inova Bioindústria Amazônica, lançado nesta segunda-feira (22), na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
A iniciativa reúne ações do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Centro de Bionegócios da Amazônia e da Ação Pró-Amazônia, ligada à Fieam.
Em conversa com a Onda Digital, o dirigente afirmou que a proposta pode abrir caminho para transformar produtos e serviços da biodiversidade em negócios sustentáveis.
“Vamos avaliar todas as possibilidades de transformar (produtos e serviços da biodiversidade) em negócios sustentáveis”, disse Antônio Silva à reportagem da Onda Digital.
Entre as diretrizes do programa está a transformação da biodiversidade em produtos, processos e em tecnologias de alcance internacional, abrindo uma nova etapa do desenvolvimento da região.
Neste aspecto, destaca as possibilidades dos novos produtos, serviços e tecnologias se integrarem ao Polo Industrial de Manaus, o motor da economia do Amazonas. Isso porque o Inova Bioindustria Amazônica se conecta com o Plano Nacional de Bioeconomia e a Missão 5 do programa Nova Indústria Brasil (NIB), que é coordenado pelo MDIC e principal aposta do Governo Federal para fortalecer a reindustrialização da economia nacional.
No campo teórico, o Inova Bioindustria quer acelerar “a transformação tecnológica e sustentável da região por meio da articulação entre empresas, cooperativas, associações, startups, instituições de pesquisa e pesquisadores”.
Conforme números apresentados no lançamento do programa, estão em execução atualmente 400 projetos de inovação aplicada, com a inserção de 450 pesquisadores de instituições de pesquisas públicas e privadas e o atendimento direto a pelo menos 250 organizações da Amazônia Legal.
O potencial de aproveitamento dos recursos da bioeconomia também foi destacado pelo presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Manaus (Siam), Pedro Monteiro, a propósito do Festival Folclórico de Parintins.
“O festival valida o modelo de industrialização que caminha lado a lado com a floresta em pé, transformando recursos renováveis em riqueza distribuída” afirma Pedro Monteiro.
Segundo o sindicato, a demanda por insumos regionais como açaí, guaraná, cupuaçu e castanha-do-brasil atinge o ápice anual durante o festival, impulsionando negócios de fábricas locais de polpas, bebidas, doces e petiscos saudáveis.
“Parintins é o exemplo prático de que a bioeconomia na Amazônia não é um conceito abstrato, mas uma realidade que gera emprego, renda e novos produtos de alto valor agregado”, afirma Pedro Monteiro.
