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Como educar meninos para não se tornarem agressores de mulheres, explica especialista

Em um país que registrou 1.568 casos de feminicídio em 2025, o maior número já contabilizado até agora, segundo dados divulgados em março de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, especialistas alertam que o combate à violência contra a mulher também passa pela educação dos meninos, para que cresçam sem reproduzir comportamentos machistas e agressivos.

A psicóloga Andréa Sena, especialista em Psicologia Social, Saúde Pública e Perícia em Trânsito, afirma que a educação para o respeito às mulheres começa muito cedo, na primeira infância. Segundo ela, é dentro da família que a criança aprende como homens e mulheres se tratam.

“Quando cresce vendo desrespeito, violência ou desvalorização da mulher, ela pode registrar isso como algo normal. Muitas vezes, a violência que aparece na vida adulta começou nas pequenas cenas da infância”, explica.

Foto: Psicóloga Andréa Sena

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Papel da escola

Foto: Pixabay

A escola também tem papel fundamental. Para a especialista, a escola é um dos primeiros espaços onde crianças convivem com pessoas fora do ambiente familiar e começam a aprender, na prática, sobre respeito, limites e convivência. “É ali que meninos e meninas aprendem limites, cooperação e igualdade. Quando a escola ensina que a menina merece ser ouvida e tratada com dignidade, está formando um homem mais consciente no futuro”, acrescenta.

Presença faz a diferença

Andréa destaca que os pais devem ensinar pelo exemplo, corrigindo atitudes machistas com clareza e explicando o porquê do respeito. A presença masculina é importante, mas a qualidade dessa presença faz diferença.

“A criança aprende muito mais pelo que vê dentro de casa do que pelo que escuta. Então, quando o pai respeita a mãe e a mãe também se coloca com dignidade, o menino vai entendendo naturalmente qual é o lugar do respeito nas relações”, explica.

Segundo a psicóloga, crescer em um ambiente onde há violência doméstica pode influenciar o comportamento da criança, mas isso não significa que ela necessariamente repetirá esse padrão no futuro.

“Mesmo crianças que crescem sem presenciar violência podem se tornar agressivas, assim como crianças que veem agressão em casa podem romper o ciclo com apoio emocional e referências saudáveis”, diz Andréa.

Reconhecer comportamentos 

Para a psicóloga, pais que reconhecem comportamentos agressivos também podem transformar essa realidade dentro da família. Segundo ela, o primeiro passo é a autopercepção: entender a origem da raiva, dos impulsos e assumir a responsabilidade pela mudança.

”Quando ele busca terapia, reflexão e aprende a se regular emocionalmente, ele começa a quebrar um padrão. E isso é muito poderoso, porque a criança aprende pelo exemplo. Quando o pai mostra que é possível se controlar, pedir desculpas e agir com respeito, ele também ensina o filho a fazer o mesmo”, conclui a especialista.

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Em um país que registrou 1.568 casos de feminicídio em 2025, o maior número já contabilizado até agora, segundo dados divulgados em março de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, especialistas alertam que o combate à violência contra a mulher também passa pela educação dos meninos, para que cresçam sem reproduzir comportamentos machistas e agressivos.

A psicóloga Andréa Sena, especialista em Psicologia Social, Saúde Pública e Perícia em Trânsito, afirma que a educação para o respeito às mulheres começa muito cedo, na primeira infância. Segundo ela, é dentro da família que a criança aprende como homens e mulheres se tratam.

“Quando cresce vendo desrespeito, violência ou desvalorização da mulher, ela pode registrar isso como algo normal. Muitas vezes, a violência que aparece na vida adulta começou nas pequenas cenas da infância”, explica.

Foto: Psicóloga Andréa Sena

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“A criança aprende muito mais pelo que vê dentro de casa do que pelo que escuta. Então, quando o pai respeita a mãe e a mãe também se coloca com dignidade, o menino vai entendendo naturalmente qual é o lugar do respeito nas relações”, explica.

Segundo a psicóloga, crescer em um ambiente onde há violência doméstica pode influenciar o comportamento da criança, mas isso não significa que ela necessariamente repetirá esse padrão no futuro.

“Mesmo crianças que crescem sem presenciar violência podem se tornar agressivas, assim como crianças que veem agressão em casa podem romper o ciclo com apoio emocional e referências saudáveis”, diz Andréa.

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