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Quem vai pagar a conta? Empresários temem impacto da nova jornada 5×2 em Manaus

A aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais em escala 5×2 ainda depende da votação no Senado, mas o setor de bares e restaurantes já se prepara para os impactos. Em entrevista à Rede Onda Digital, o presidente da Federação do Comércio do Estado do Amazonas (Fecomércio), Anderson Frota, afirmou que a mudança exigirá novas contratações e deve pressionar os preços, afetando principalmente a população de baixa renda.

“É claro que a redução da jornada 5×2 vai exigir contratações novas. Essas contratações representam mais despesas para a empresa e essas maiores despesas vão refletir no custo das mercadorias, em prejuízo da população mais carente”, disse Frota.

Ele ressaltou que a entidade não é contra o benefício, mas manifesta preocupação com os efeitos colaterais.

Domingo é essencial para bares e restaurantes

Frota explicou que o setor de alimentação tem suas características próprias, com movimento concentrado exatamente nos dias de maior descanso obrigatório. “Em algumas atividades o domingo é essencial: supermercados, restaurantes, bares, lanchonetes.”

A saída apontada pelo presidente da Fecomércio é a negociação coletiva.

“A partir de junho, vamos começar a negociar as convenções coletivas. Vamos ter que ter cuidado na elaboração dessas normas para que não firam o preceito, mas também não prejudiquem a redução da jornada em proveito do trabalhador”, disse.

O presidente destacou que empresas que funcionam obrigatoriamente aos sábados e domingos terão mais dificuldades.

“Isso pode atrapalhar ou descapitalizar a própria empresa. Precisamos conversar com o empresário, orientar para que haja convergência de soluções capazes de manter a sobrevida da empresa e do emprego”.


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“A conta pode não fechar”

Jean Fabrízio, dono do boteco A Porcaria, em Manaus, emprega aproximadamente seis funcionários e opera de segunda a sábado. À Rede Onda Digital, ele reconhece os benefícios da mudança para o trabalhador, mas alerta para os desafios do pequeno negócio.

“Ainda é cedo para avaliar os impactos exatos, mas a tendência é que empresas do setor precisem aumentar o quadro de funcionários para manter o mesmo nível de operação. Bares e restaurantes não conseguem simplesmente deixar de funcionar nos períodos de maior demanda”, afirmou.

Sobre os custos, Jean diz que ainda não fez conta fechada, mas que qualquer aumento significativo na folha pressiona as margens, já apertadas. “O desafio é encontrar um equilíbrio para que os ganhos aos trabalhadores não resultem em aumento de preços ao consumidor, redução de empregos ou fechamento de pequenos negócios”, disse.

Jean Fabrízio, proprietário da A Porcaria Boteco (Foto: Reprodução)

Transição gradual

“Pessoalmente, vejo mais viabilidade em discutir a redução gradual da jornada, acompanhada de ganhos de produtividade e medidas que reduzam os custos para quem emprega. O que preocupa é que uma mudança abrupta aumente os custos sem criar condições para que as empresas consigam absorvê-los”, afirmou Fabrízio.

O presidente da Fecomércio reforçou a importância do diálogo. “Não somos contra o benefício, mas temos que reduzir os efeitos do aumento do custo que pode prejudicar exatamente a população de baixa renda”, concluiu.

A PEC que acaba com a escala 6×1 aguarda votação no Senado. O setor de bares e restaurantes acompanha de perto a tramitação, na expectativa de que as negociações coletivas possam amenizar os impactos sobre os pequenos negócios e sobre o bolso do consumidor.

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“É claro que a redução da jornada 5×2 vai exigir contratações novas. Essas contratações representam mais despesas para a empresa e essas maiores despesas vão refletir no custo das mercadorias, em prejuízo da população mais carente”, disse Frota.

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A saída apontada pelo presidente da Fecomércio é a negociação coletiva.

“A partir de junho, vamos começar a negociar as convenções coletivas. Vamos ter que ter cuidado na elaboração dessas normas para que não firam o preceito, mas também não prejudiquem a redução da jornada em proveito do trabalhador”, disse.

O presidente destacou que empresas que funcionam obrigatoriamente aos sábados e domingos terão mais dificuldades.

“Isso pode atrapalhar ou descapitalizar a própria empresa. Precisamos conversar com o empresário, orientar para que haja convergência de soluções capazes de manter a sobrevida da empresa e do emprego”.


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“Ainda é cedo para avaliar os impactos exatos, mas a tendência é que empresas do setor precisem aumentar o quadro de funcionários para manter o mesmo nível de operação. Bares e restaurantes não conseguem simplesmente deixar de funcionar nos períodos de maior demanda”, afirmou.

Sobre os custos, Jean diz que ainda não fez conta fechada, mas que qualquer aumento significativo na folha pressiona as margens, já apertadas. “O desafio é encontrar um equilíbrio para que os ganhos aos trabalhadores não resultem em aumento de preços ao consumidor, redução de empregos ou fechamento de pequenos negócios”, disse.

Jean Fabrízio, proprietário da A Porcaria Boteco (Foto: Reprodução)

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O presidente da Fecomércio reforçou a importância do diálogo. “Não somos contra o benefício, mas temos que reduzir os efeitos do aumento do custo que pode prejudicar exatamente a população de baixa renda”, concluiu.

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