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Tiradentes lutou contra imposto e o problema ainda pesa no bolso do brasileiro

No século 18, a Coroa Portuguesa cobrava altos impostos dos moradores de Minas Gerais. O principal era o “quinto”, que retirava 20% de todo o ouro produzido. Mesmo assim, a maior revolta veio com a “derrama”, uma cobrança forçada quando a meta de arrecadação não era atingida.

Nessa situação, bens eram confiscados até de quem não tinha dívidas. Foi contra esse sistema que Tiradentes se levantou e acabou executado em 1792.

Mais de dois séculos depois, o Brasil vive uma realidade diferente, mas com semelhanças no peso dos impostos. Em 2025, a carga tributária chegou a 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior nível já registrado.

Isso significa que quase um terço de tudo o que o país produz vai para o governo. Em algumas contas, esse número pode passar de 35%.

Na prática, o brasileiro trabalha cerca de 149 dias por ano só para pagar impostos, quase cinco meses. Boa parte desse valor vem de tributos sobre consumo, como os que incidem sobre alimentos e produtos do dia a dia, pesando mais para quem tem renda menor.

Além disso, o Brasil passou a ter uma das maiores alíquotas de imposto sobre consumo do mundo, estimada em 28% após a reforma tributária.

Mesmo assim, o país aparece entre os piores quando o assunto é retorno para a população. Em outras palavras, paga-se muito, mas os serviços públicos ainda são insuficientes.

 


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A história de Tiradentes mostra uma reação a impostos considerados abusivos. Hoje, não há revolta armada, mas há insatisfação crescente.

O 21 de abril serve não só para lembrar o passado, mas também para levantar uma pergunta atual: até que ponto é aceitável pagar tanto imposto sem ver retorno em melhorias reais?

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Nessa situação, bens eram confiscados até de quem não tinha dívidas. Foi contra esse sistema que Tiradentes se levantou e acabou executado em 1792.

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