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Marcelo Ramos adere a Braga e sela unidade da base de Lula no Amazonas

O apoio de Marcelo Ramos (PT) à candidatura de Eduardo Braga (MDB) ao Senado encerra, ao menos publicamente, um dos principais focos de tensão dentro da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Amazonas. Neste sábado (1º/8), durante a convenção da Federação Brasil da Esperança, no Clube do Trabalhador do Sesi, Ramos deixou de lado as divergências que marcaram a formação da chapa e pediu votos para o senador emedebista.

O gesto tem peso político porque Ramos tentou sustentar a própria candidatura ao Senado, inclusive diante da resistência da federação formada por PT, PCdoB e PV em oferecer-lhe respaldo. O ex-deputado federal somente desistiu da disputa após um pedido direto de Lula, feito em nome da unidade do grupo governista no Estado.

Ao declarar que Braga é “o senador de Lula” e também o candidato daqueles que defendiam seu nome, Ramos procurou transferir parte de seu capital político para o antigo adversário interno. A fala representa mais do que um apoio protocolar: funciona como uma demonstração pública de disciplina partidária e busca reduzir eventuais resistências entre militantes petistas à candidatura de um político filiado ao MDB.

“Todos sabem que nós procuramos construir uma candidatura para o Senado da República, mas recebemos um chamado do presidente Lula para, em nome da unidade, retirar essa candidatura”, afirmou Ramos. “O nosso senador, o senador do Lula, o senador de quem queria o Marcelo Ramos candidato, é o senador Eduardo Braga”, completou.


Leia mais:

Sob reações divididas, Eduardo Braga recebe apoio do PT, PCdoB e PV no Amazonas

Federação Brasil da Esperança confirma apoio à candidatura de Omar Aziz


Senado no centro da estratégia

A retirada de Ramos evita a divisão de votos no campo governista e fortalece a estratégia de concentrar esforços na reeleição de Braga. Em 2026, cada estado elegerá dois senadores, circunstância que amplia o número de candidaturas e torna decisiva a capacidade das alianças de organizar o chamado voto casado.

No discurso, Ramos também apresentou a eleição ao Senado como parte da disputa nacional entre lulistas e bolsonaristas. Segundo ele, o Amazonas não pode eleger dois representantes alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto esse campo político trabalha para conquistar maioria na Casa.

O ex-deputado ainda atribuiu a Braga e ao senador Omar Aziz (PSD) papel determinante na preservação dos interesses da Zona Franca de Manaus durante as discussões da reforma tributária. Ramos destacou que os dois comandam bancadas partidárias no Senado — Braga lidera o MDB e Aziz, o PSD —, condição que amplia a influência da representação amazonense nas negociações nacionais.

Politicamente, Ramos procurou dar uma justificativa programática ao próprio recuo. Ao destacar a defesa da Zona Franca e o risco de avanço do bolsonarismo, ele apresentou a desistência não como uma derrota pessoal, mas como um sacrifício em favor de um projeto coletivo. O discurso, entretanto, não apaga a disputa anterior: revela que a unidade anunciada foi construída por intervenção direta de Lula e pela prevalência da estratégia eleitoral sobre o desejo do PT de lançar uma candidatura própria.

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O apoio de Marcelo Ramos (PT) à candidatura de Eduardo Braga (MDB) ao Senado encerra, ao menos publicamente, um dos principais focos de tensão dentro da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Amazonas. Neste sábado (1º/8), durante a convenção da Federação Brasil da Esperança, no Clube do Trabalhador do Sesi, Ramos deixou de lado as divergências que marcaram a formação da chapa e pediu votos para o senador emedebista.

O gesto tem peso político porque Ramos tentou sustentar a própria candidatura ao Senado, inclusive diante da resistência da federação formada por PT, PCdoB e PV em oferecer-lhe respaldo. O ex-deputado federal somente desistiu da disputa após um pedido direto de Lula, feito em nome da unidade do grupo governista no Estado.

Ao declarar que Braga é “o senador de Lula” e também o candidato daqueles que defendiam seu nome, Ramos procurou transferir parte de seu capital político para o antigo adversário interno. A fala representa mais do que um apoio protocolar: funciona como uma demonstração pública de disciplina partidária e busca reduzir eventuais resistências entre militantes petistas à candidatura de um político filiado ao MDB.

“Todos sabem que nós procuramos construir uma candidatura para o Senado da República, mas recebemos um chamado do presidente Lula para, em nome da unidade, retirar essa candidatura”, afirmou Ramos. “O nosso senador, o senador do Lula, o senador de quem queria o Marcelo Ramos candidato, é o senador Eduardo Braga”, completou.


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No discurso, Ramos também apresentou a eleição ao Senado como parte da disputa nacional entre lulistas e bolsonaristas. Segundo ele, o Amazonas não pode eleger dois representantes alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto esse campo político trabalha para conquistar maioria na Casa.

O ex-deputado ainda atribuiu a Braga e ao senador Omar Aziz (PSD) papel determinante na preservação dos interesses da Zona Franca de Manaus durante as discussões da reforma tributária. Ramos destacou que os dois comandam bancadas partidárias no Senado — Braga lidera o MDB e Aziz, o PSD —, condição que amplia a influência da representação amazonense nas negociações nacionais.

Politicamente, Ramos procurou dar uma justificativa programática ao próprio recuo. Ao destacar a defesa da Zona Franca e o risco de avanço do bolsonarismo, ele apresentou a desistência não como uma derrota pessoal, mas como um sacrifício em favor de um projeto coletivo. O discurso, entretanto, não apaga a disputa anterior: revela que a unidade anunciada foi construída por intervenção direta de Lula e pela prevalência da estratégia eleitoral sobre o desejo do PT de lançar uma candidatura própria.

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