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Paralisia de Bell: entenda o distúrbio que entorta a boca e músculos do rosto

A paralisia de Bell é uma condição que provoca fraqueza ou paralisia temporária em um dos lados do rosto. Apesar de causar preocupação, o quadro é considerado benigno na maioria dos casos e costuma apresentar melhora significativa ao longo de semanas. A doença ocorre quando o nervo facial sofre inflamação ou dano, o que impede o funcionamento normal dos músculos da face. Como resultado, a pessoa pode apresentar boca torta, dificuldade para sorrir, fechar um dos olhos ou controlar a salivação. Em geral, os sintomas surgem de forma repentina e atingem apenas um lado do rosto.

Embora a causa exata não seja totalmente conhecida, especialistas apontam que a paralisia de Bell pode estar relacionada a infecções virais, como herpes, gripe e outras doenças respiratórias. O problema pode afetar pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em gestantes, pessoas com diabetes, hipertensão ou infecções recentes.

Em 2024 a jornalista Fernanda Gentil tornou público o diagnóstico da doença. Em suas redes sociais, ela contou os passos para lidar com a paralisia e dar forças para seguidores que pudessem estar enfrentando a enfermidade.

(Foto: reprodução)

Renata Seixas, de 35 anos, conversou com a reportagem da Rede Onda Digital. Renata, que trabalha como engenheira ambiental, precisou enfrentar a paralisia de Bell quando ainda estava com seus 24 anos, mas relembra até hoje as dificuldades. Segundo ela, os primeiros sinais da doença surgiram durante uma viagem.

“Eu não percebi, não senti formigamento ou sensação de peso. Estava com meu esposo em uma pousada, curtindo o fim de semana e no momento do check out meu esposo notou que um lado da minha face estava sem expressão” contou Renata.

“Isso assustou, pois o primeiro pensamento que me veio foi o de ter tido um AVC”.

Especialistas alertam que qualquer paralisia facial deve ser avaliada com urgência, pois pode ser confundida com um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A principal diferença é que, na paralisia de Bell, o problema afeta apenas o rosto, enquanto o AVC costuma comprometer outras partes do corpo.

“Todos que me viam me olhavam com cara de pena, tipo eu tão nova, já tendo AVC, e eu tinha que explicar que se tratava de uma paralisia facial, que não tinha nada ver com AVC. Mas a parte mais complicada foi lidar com o medo da sequela ser permanente, mas com os exercícios da fisioterapia recuperei os movimentos”, desabafa Renata.


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Entre os principais sintomas estão:

  • Fraqueza ou paralisia em um lado do rosto
  • Dificuldade para fazer expressões faciais
  • Dor atrás da orelha
  • Alteração no paladar
  • Sensibilidade a sons
  • Olho seco ou dificuldade para piscar

Na maioria dos casos, a recuperação é completa e ocorre entre três semanas e seis meses. Apenas uma pequena parcela dos pacientes pode manter sequelas permanentes.

O diagnóstico costuma ser feito por avaliação clínica, sem necessidade de exames complexos. Testes adicionais podem ser solicitados quando há dúvida sobre a causa ou demora na recuperação. Renata conta que fez os exames no dia seguinte após a viagem.

“No dia seguinte fiz os exames e foi diagnosticado pela neurologista a paralisia facial. Fiz tratamento com corticoide e 20 sessões de fisioterapia, o tratamento é indolor e não tive reações ao corticóide”.

Em casos mais graves, antivirais podem ser indicados para o tratamento. O início precoce do tratamento, preferencialmente nos primeiros dias, aumenta as chances de recuperação.

Segundo Renata, a parte mais difícil da paralisia era enfrentar os olhares de pessoas que não entendem da condição, principalmente por que a paralisia de Bell ainda é algo desconhecido para muitas pessoas.

“O ponto delicado dessa doença são os olhares das pessoas ao redor, eu tinha acabado de iniciar um estágio numa empresa do Distrito Industrial e peguei alguns dias de atestado por conta da paralisia, isso não foi bem visto pela minha líder”, conta a engenheira.

Também é essencial cuidar dos olhos, especialmente quando há dificuldade para fechá-los, para evitar lesões. O uso de lágrimas artificiais e proteção ocular pode ser necessário.

Apesar de não haver uma forma comprovada de prevenção, a paralisia de Bell raramente se repete. Na maior parte dos casos, o paciente apresenta apenas um episódio ao longo da vida.

(*) Com informações do National Institutes of Health

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A paralisia de Bell é uma condição que provoca fraqueza ou paralisia temporária em um dos lados do rosto. Apesar de causar preocupação, o quadro é considerado benigno na maioria dos casos e costuma apresentar melhora significativa ao longo de semanas. A doença ocorre quando o nervo facial sofre inflamação ou dano, o que impede o funcionamento normal dos músculos da face. Como resultado, a pessoa pode apresentar boca torta, dificuldade para sorrir, fechar um dos olhos ou controlar a salivação. Em geral, os sintomas surgem de forma repentina e atingem apenas um lado do rosto.

Embora a causa exata não seja totalmente conhecida, especialistas apontam que a paralisia de Bell pode estar relacionada a infecções virais, como herpes, gripe e outras doenças respiratórias. O problema pode afetar pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em gestantes, pessoas com diabetes, hipertensão ou infecções recentes.

Em 2024 a jornalista Fernanda Gentil tornou público o diagnóstico da doença. Em suas redes sociais, ela contou os passos para lidar com a paralisia e dar forças para seguidores que pudessem estar enfrentando a enfermidade.

(Foto: reprodução)

Renata Seixas, de 35 anos, conversou com a reportagem da Rede Onda Digital. Renata, que trabalha como engenheira ambiental, precisou enfrentar a paralisia de Bell quando ainda estava com seus 24 anos, mas relembra até hoje as dificuldades. Segundo ela, os primeiros sinais da doença surgiram durante uma viagem.

“Eu não percebi, não senti formigamento ou sensação de peso. Estava com meu esposo em uma pousada, curtindo o fim de semana e no momento do check out meu esposo notou que um lado da minha face estava sem expressão” contou Renata.

“Isso assustou, pois o primeiro pensamento que me veio foi o de ter tido um AVC”.

Especialistas alertam que qualquer paralisia facial deve ser avaliada com urgência, pois pode ser confundida com um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A principal diferença é que, na paralisia de Bell, o problema afeta apenas o rosto, enquanto o AVC costuma comprometer outras partes do corpo.

“Todos que me viam me olhavam com cara de pena, tipo eu tão nova, já tendo AVC, e eu tinha que explicar que se tratava de uma paralisia facial, que não tinha nada ver com AVC. Mas a parte mais complicada foi lidar com o medo da sequela ser permanente, mas com os exercícios da fisioterapia recuperei os movimentos”, desabafa Renata.


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O diagnóstico costuma ser feito por avaliação clínica, sem necessidade de exames complexos. Testes adicionais podem ser solicitados quando há dúvida sobre a causa ou demora na recuperação. Renata conta que fez os exames no dia seguinte após a viagem.

“No dia seguinte fiz os exames e foi diagnosticado pela neurologista a paralisia facial. Fiz tratamento com corticoide e 20 sessões de fisioterapia, o tratamento é indolor e não tive reações ao corticóide”.

Em casos mais graves, antivirais podem ser indicados para o tratamento. O início precoce do tratamento, preferencialmente nos primeiros dias, aumenta as chances de recuperação.

Segundo Renata, a parte mais difícil da paralisia era enfrentar os olhares de pessoas que não entendem da condição, principalmente por que a paralisia de Bell ainda é algo desconhecido para muitas pessoas.

“O ponto delicado dessa doença são os olhares das pessoas ao redor, eu tinha acabado de iniciar um estágio numa empresa do Distrito Industrial e peguei alguns dias de atestado por conta da paralisia, isso não foi bem visto pela minha líder”, conta a engenheira.

Também é essencial cuidar dos olhos, especialmente quando há dificuldade para fechá-los, para evitar lesões. O uso de lágrimas artificiais e proteção ocular pode ser necessário.

Apesar de não haver uma forma comprovada de prevenção, a paralisia de Bell raramente se repete. Na maior parte dos casos, o paciente apresenta apenas um episódio ao longo da vida.

(*) Com informações do National Institutes of Health

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