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Quem ganha e quem perde com a decisão de Wilson Lima permanecer no governo até o fim

A decisão de permanecer no cargo até o fim do mandato, em 5 de janeiro, anunciada pelo governador Wilson Lima (União Brasil) nesta segunda-feira (2/3), vai alterar os rumos e planos dos pré-candidatos à sucessão dele com uma pequena vantagem para o senador Omar Aziz (PSD).

Embora não conte com o apoio explícito de Wilson, Omar se beneficia do fato de o principal adversário dele, o prefeito David Almeida (Avante), não ter acesso direto à máquina do Governo do Estado, considerada essencial para ele conseguir penetrar no eleitorado do interior, hoje majoritariamente pró-Omar.

O acesso à máquina estatal se daria por meio do vice-governador, Tadeu de Souza (PP), que mudou de partido para assumir o governo e, em dobradinha com David, enfrentar Omar no campo em que ele é mais forte. A tática de simular uma briga para conquistar o poder, repetida agora por David e Tadeu, foi criada por Gilberto Mestrinho, três vezes governador do Amazonas após a redemocratização nos anos 80 do século passado. 

Essa briga “simulada”, diz o analista político Odeney Oliveira, favoreceria uma aliança no segundo turno que teria mais a possibilidade de obter mais votos que o senador pessedista, hoje com uma clara rejeição na cidade de Manaus e sem chances de liquidar a fatura no primeiro turno.


Saiba mais:

Governador Wilson Lima convoca reuniões com secretários de Estado e lideranças aliadas

Saída de Bosco Saraiva mobiliza bastidores para indicação de novo superintendente da Suframa


Mais movimentações

A decisão de Wilson também impactou os planos de Tadeu de Souza, que mudou de partido, abriu uma ferida na amizade com aliados de David Almeida e contava em ser governador para disputar a reeleição. A Federação União Progressista, que une o Partido Progressista e o União Brasil, contava com a candidatura dele para fortalecer o partido no Amazonas.

Sem a caneta de governador, Tadeu tem três alternativas colocadas na mesa: seguir o exemplo de Wilson e concluir o mandato; sair candidato a senador numa composição com Omar e Wilson; disputar uma vaga na Câmara Federal, uma possibilidade aventada com a indicação de Roberto Cidade para vice de Omar Aziz por indicação do grupo de Wilson.

Para Roberto Cidade (UB), as possibilidades seguem as mesmas: ser indicado a vice numa chapa apoiada por Wilson Lima ou disputar uma vaga na Câmara Federal, a primeira e melhor opção dele. O nome de Cidade é tratado como um coringa neste grupo, pois tem penetração eleitoral tanto no interior quanto em Manaus.

No PL, que até o momento sinaliza que terá voo solo nesta eleição, o principal beneficiado é a pré-candidatura a senador do deputado Alberto Neto, que consolidará sua posição no interior e terá um candidato a menos para dividir voto neste eleitorado. Em Manaus, Alberto Neto é favorito disparado, mas no interior está dividindo votos com Eduardo Braga (MDB), Plínio Valério (PSDB) e Wilson Lima.

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A decisão de permanecer no cargo até o fim do mandato, em 5 de janeiro, anunciada pelo governador Wilson Lima (União Brasil) nesta segunda-feira (2/3), vai alterar os rumos e planos dos pré-candidatos à sucessão dele com uma pequena vantagem para o senador Omar Aziz (PSD).

Embora não conte com o apoio explícito de Wilson, Omar se beneficia do fato de o principal adversário dele, o prefeito David Almeida (Avante), não ter acesso direto à máquina do Governo do Estado, considerada essencial para ele conseguir penetrar no eleitorado do interior, hoje majoritariamente pró-Omar.

O acesso à máquina estatal se daria por meio do vice-governador, Tadeu de Souza (PP), que mudou de partido para assumir o governo e, em dobradinha com David, enfrentar Omar no campo em que ele é mais forte. A tática de simular uma briga para conquistar o poder, repetida agora por David e Tadeu, foi criada por Gilberto Mestrinho, três vezes governador do Amazonas após a redemocratização nos anos 80 do século passado. 

Essa briga “simulada”, diz o analista político Odeney Oliveira, favoreceria uma aliança no segundo turno que teria mais a possibilidade de obter mais votos que o senador pessedista, hoje com uma clara rejeição na cidade de Manaus e sem chances de liquidar a fatura no primeiro turno.


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Sem a caneta de governador, Tadeu tem três alternativas colocadas na mesa: seguir o exemplo de Wilson e concluir o mandato; sair candidato a senador numa composição com Omar e Wilson; disputar uma vaga na Câmara Federal, uma possibilidade aventada com a indicação de Roberto Cidade para vice de Omar Aziz por indicação do grupo de Wilson.

Para Roberto Cidade (UB), as possibilidades seguem as mesmas: ser indicado a vice numa chapa apoiada por Wilson Lima ou disputar uma vaga na Câmara Federal, a primeira e melhor opção dele. O nome de Cidade é tratado como um coringa neste grupo, pois tem penetração eleitoral tanto no interior quanto em Manaus.

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