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Sharenting: quando a rotina infantil vira conteúdo dos pais na internet

A presença de crianças nas redes sociais, especialmente em perfis de pais influenciadores, é uma prática conhecida como sharenting, que em inglês significa “compartilhamento de filhos” ou seja, pais que publicam fotos, vídeos e informações sobre a rotina dos filhos nas plataformas digitais.

Casos de grande visibilidade, como o da influenciadora Viih Tube, que compartilha momentos da rotina com os filhos, mostram como crianças podem se tornar protagonistas de conteúdos com milhões de visualizações.

Foto: Reprodução/Instagram

Um estudo inédito publicado no dia 18 de março do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (Cetic.br/CGI.br), revela que 21 dos 25 serviços digitais mais populares entre crianças e adolescentes no Brasil ainda não fazem verificação de idade no momento do cadastro. Em muitos casos, a checagem só ocorre posteriormente para liberar funcionalidades como transmissões ao vivo ou monetização.

Além disso, embora 15 das 25 plataformas ofereçam mecanismos de supervisão parental, sua ativação é facultativa, e a transparência sobre regras de uso é limitada. Isso significa que crianças podem ser expostas antes que qualquer controle seja aplicado, aumentando riscos de privacidade e exploração.


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Um estudo publicado em 2024 na revista científica MDPI, intitulado The Impact of Social Media on Children’s Mental Health: A Systematic Scoping Review, aponta que o uso frequente de redes sociais está associado a maior incidência de ansiedade, depressão e baixa autoestima em crianças.

Embora o estudo não trate especificamente do sharenting, os achados ajudam a entender por que especialistas alertam sobre os riscos de expor crianças publicamente nas redes sociais. Quando filhos aparecem com frequência em conteúdos de perfis familiares, especialmente sem limites claros ou acompanhamento, eles podem se tornar mais vulneráveis a efeitos emocionais negativos, como estresse e sensação de pressão por desempenho, reforçando a necessidade de equilíbrio entre compartilhamento digital e proteção infantil.

Crianças expostas publicamente podem sentir pressão para corresponder a expectativas digitais, aumentando vulnerabilidades emocionais.

A campanha internacional “Pause Before You Post”  (Pause antes de postar), lançada em 2025 pela Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC), reforça os cuidados que os pais devem ter ao compartilhar informaçoes dos filhos na internet.

Veja o vídeo:

Um estudo irlandês mencionado na campanha revelou que os pais compartilham, em média, 63 fotos dos filhos por mês, e apenas 20 imagens podem gerar um deepfake convincente, ou seja, essas imagens podem ser suficientes para gerar um vídeo ou imagem falsificada que pareça autêntica, mostrando a criança em situações que nunca aconteceram. Metade das imagens de crianças em fóruns criminosos veio de postagens aparentemente inocentes. A recomendação é evitar fotos com uniformes, dados pessoais, horários e nomes de amigos.

No Brasil, o Ministério Público de Minas Gerais publicou, em fevereiro deste ano, um alerta aos pais e responsáveis sobre os riscos de compartilhar informações detalhadas sobre a rotina infantil. Segundo o órgão, publicações com fotos em uniformes escolares, nomes de escolas ou horários das atividades podem ser usadas por criminosos para identificar e localizar crianças e famílias, ampliando os riscos de golpes e outras práticas ilegais.

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A presença de crianças nas redes sociais, especialmente em perfis de pais influenciadores, é uma prática conhecida como sharenting, que em inglês significa “compartilhamento de filhos” ou seja, pais que publicam fotos, vídeos e informações sobre a rotina dos filhos nas plataformas digitais.

Casos de grande visibilidade, como o da influenciadora Viih Tube, que compartilha momentos da rotina com os filhos, mostram como crianças podem se tornar protagonistas de conteúdos com milhões de visualizações.

Foto: Reprodução/Instagram

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Além disso, embora 15 das 25 plataformas ofereçam mecanismos de supervisão parental, sua ativação é facultativa, e a transparência sobre regras de uso é limitada. Isso significa que crianças podem ser expostas antes que qualquer controle seja aplicado, aumentando riscos de privacidade e exploração.


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Embora o estudo não trate especificamente do sharenting, os achados ajudam a entender por que especialistas alertam sobre os riscos de expor crianças publicamente nas redes sociais. Quando filhos aparecem com frequência em conteúdos de perfis familiares, especialmente sem limites claros ou acompanhamento, eles podem se tornar mais vulneráveis a efeitos emocionais negativos, como estresse e sensação de pressão por desempenho, reforçando a necessidade de equilíbrio entre compartilhamento digital e proteção infantil.

Crianças expostas publicamente podem sentir pressão para corresponder a expectativas digitais, aumentando vulnerabilidades emocionais.

A campanha internacional “Pause Before You Post”  (Pause antes de postar), lançada em 2025 pela Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC), reforça os cuidados que os pais devem ter ao compartilhar informaçoes dos filhos na internet.

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Um estudo irlandês mencionado na campanha revelou que os pais compartilham, em média, 63 fotos dos filhos por mês, e apenas 20 imagens podem gerar um deepfake convincente, ou seja, essas imagens podem ser suficientes para gerar um vídeo ou imagem falsificada que pareça autêntica, mostrando a criança em situações que nunca aconteceram. Metade das imagens de crianças em fóruns criminosos veio de postagens aparentemente inocentes. A recomendação é evitar fotos com uniformes, dados pessoais, horários e nomes de amigos.

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