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“Time de Bolsonaro” no Amazonas testa nova estratégica para jogo

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“Time de Bolsonaro” no Amazonas testa nova estratégica para jogo

A publicação do grupo ligado a Flávio Bolsonaro, com a frase “O time do Bolsonaro no Amazonas está escalado! Pra cima!”, traz um movimento que expôs sinais claros de rearranjo político dentro do campo da direita no estado e, de quebra, testa o termômetro chamado eleitorado.

O detalhe que mais chamou atenção foi a ausência de Sargento Salazar, hoje um dos nomes mais competitivos para deputado federal. Bem posicionado e com forte potencial de voto, ele vinha sendo tratado como peça-chave, inclusive cotado para vice de Maria do Carmo. A exclusão deixa dúvidas sobre o espaço que ele ocupará na estratégia final do grupo.

Mas o que ainda deixa sem resposta clara: onde entra Salazar nesse tabuleiro? Vai ser alçado à posição de vice, consolidando sua força eleitoral, ou acabou escanteado por Flávio Bolsonaro nesse novo desenho? A ausência do nome na vitrine oficial levanta mais do que ruído, levanta suspeitas sobre prioridades e possíveis fissuras internas que, cedo ou tarde, devem vir à tona.

Em paralelo, Coronel Rosses é destacado e passa a ser visto como aposta em ascensão. O nome dele, colocado como viável para a Câmara Federal, ocupa um espaço que antes parecia indefinido. A movimentação também é lida como teste: seria Rosses um nome forte para Brasília ou já está sendo calibrado como opção para vice de Maria do Carmo?

Mesmo com esse avanço, o cenário ainda depende do chamado “efeito puxador” de Salazar. Caso ele confirme o desempenho esperado nas urnas, pode garantir votos suficientes para ampliar a bancada e, indiretamente, viabilizar a eleição de Rosses dentro da mesma chapa, o que só reforça o peso político de quem, curiosamente, ficou de fora da foto.