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Carolina Reaper: a pimenta mais ardida do mundo agora é cultivada no Rio Preto da Eva

A agricultura familiar no Amazonas vem diversificando culturas e desenvolvendo produtos com valor agregado para aumentar a renda no campo. Na 47ª Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro), que encerra neste domingo (5/10), representantes desse segmento do setor primário apresentaram pitaya, limão-siciliano, sálvia e produtos do extrativismo da floresta, como óleos essenciais.

Nada, contudo, se compara em exotismo à venda de mudas da Carolina Reaper, considerada a pimenta mais ardida do mundo, que agora é cultivada em uma propriedade no Distrito Agropecuário da Suframa (DAS), no município de Rio Preto da Eva, Região Metropolitana de Manaus.

Responsável por essa nova cultura, que começa a ganhar escala, o agricultor e jardineiro Bruno Souza contou que trouxe as sementes da Carolina Reaper de uma fazenda especializada em pimentas, localizada em Minas Gerais. Atualmente, ele possui um hectare cultivado, já consegue reproduzir suas próprias mudas e, assim, ampliar a área plantada.

“A Carolina Reaper é considerada a pimenta mais ardida do mundo, arde 29 vezes mais que a nossa malagueta”, admira-se o agricultor, que atualmente comercializa as pimentas in natura para apreciadores da espécie e também em mudas decorativas, pois é uma planta bonita e as folhas verdes contrastam com a forma e a cor vermelha da pimenta.

O próximo passo, conforme Bruno Souza, é comprar equipamentos para secagem e higienização para a produção de molhos e conservas a partir deste exemplar da Carolina Reaper.

Bruno Souza e uma muda de Carolina Reaper
Bruno cultiva Carolina Reaper no DAS

 


Saiba mais:

Expoagro: um mundo de produtos para além de animais e shows musicais

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Origem norte-americana fruto de cruzamento

A Carolina Reaper detém o título de pimenta mais ardida do mundo, reconhecido pelo Guinness World Records. Desenvolvida nos Estados Unidos, mais especificamente na Carolina do Sul, essa variedade é resultado do cruzamento entre duas pimentas extremamente picantes: a Pakistani Naga e a Habanero vermelha.

A variedade foi desenvolvida por Ed Currie, fundador da PuckerButt Pepper Company, com o objetivo de criar uma pimenta não apenas extremamente picante, mas também com um sabor frutado marcante, característica que a tornou bastante procurada por chefs ousados e entusiastas da ardência. Em 2013, ela foi oficialmente reconhecida como a mais ardida do mundo.

O segredo da Carolina Reaper está na altíssima concentração de capsaicina, composto químico responsável pela sensação de ardência. Para medir essa potência, utiliza-se a Escala Scoville (Scoville Heat Units – SHU), criada em 1912 pelo farmacêutico Wilbur Scoville. Essa escala determina o grau de pungência de uma pimenta com base na quantidade de capsaicina presente em seu extrato. Na prática, quanto maior o número de unidades, mais ardente é a pimenta.

A Carolina Reaper chega a marcar incríveis 1.641.183 SHU em média, podendo ultrapassar os 2,2 milhões de SHU em alguns frutos. Para se ter uma ideia, uma pimenta dedo-de-moça, bastante usada na culinária brasileira, gira em torno de 30.000 a 50.000 SHU — ou seja, a Carolina Reaper pode ser mais de 40 vezes mais picante.

Na região amazônica também temos representantes de peso no quesito ardência. A pimenta murupi, uma das mais tradicionais da região Norte, possui um sabor cítrico muito característico e atinge de 60.000 a 100.000 SHU. Outra espécie notável é a pimenta cumari-do-pará, mais rara e extremamente aromática, que pode chegar a 100.000 SHU. Ainda temos registros de variedades nativas menos estudadas que ultrapassam os 150.000 SHU, mas nenhuma até hoje se aproxima da monstruosa potência da Carolina Reaper.

A pimenta malagueta, também bastante popular na culinária brasileira, tem uma ardência que varia entre 50.000 e 100.000 unidades na Escala Scoville (SHU).

Isso a coloca em um nível moderadamente alto de picância — mais forte que uma jalapeño (2.500 a 8.000 SHU), mas mais fraca que uma habanero (100.000 a 350.000 SHU) e muito abaixo da Carolina Reaper.

 

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A agricultura familiar no Amazonas vem diversificando culturas e desenvolvendo produtos com valor agregado para aumentar a renda no campo. Na 47ª Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro), que encerra neste domingo (5/10), representantes desse segmento do setor primário apresentaram pitaya, limão-siciliano, sálvia e produtos do extrativismo da floresta, como óleos essenciais.

Nada, contudo, se compara em exotismo à venda de mudas da Carolina Reaper, considerada a pimenta mais ardida do mundo, que agora é cultivada em uma propriedade no Distrito Agropecuário da Suframa (DAS), no município de Rio Preto da Eva, Região Metropolitana de Manaus.

Responsável por essa nova cultura, que começa a ganhar escala, o agricultor e jardineiro Bruno Souza contou que trouxe as sementes da Carolina Reaper de uma fazenda especializada em pimentas, localizada em Minas Gerais. Atualmente, ele possui um hectare cultivado, já consegue reproduzir suas próprias mudas e, assim, ampliar a área plantada.

“A Carolina Reaper é considerada a pimenta mais ardida do mundo, arde 29 vezes mais que a nossa malagueta”, admira-se o agricultor, que atualmente comercializa as pimentas in natura para apreciadores da espécie e também em mudas decorativas, pois é uma planta bonita e as folhas verdes contrastam com a forma e a cor vermelha da pimenta.

O próximo passo, conforme Bruno Souza, é comprar equipamentos para secagem e higienização para a produção de molhos e conservas a partir deste exemplar da Carolina Reaper.

Bruno Souza e uma muda de Carolina Reaper
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A variedade foi desenvolvida por Ed Currie, fundador da PuckerButt Pepper Company, com o objetivo de criar uma pimenta não apenas extremamente picante, mas também com um sabor frutado marcante, característica que a tornou bastante procurada por chefs ousados e entusiastas da ardência. Em 2013, ela foi oficialmente reconhecida como a mais ardida do mundo.

O segredo da Carolina Reaper está na altíssima concentração de capsaicina, composto químico responsável pela sensação de ardência. Para medir essa potência, utiliza-se a Escala Scoville (Scoville Heat Units – SHU), criada em 1912 pelo farmacêutico Wilbur Scoville. Essa escala determina o grau de pungência de uma pimenta com base na quantidade de capsaicina presente em seu extrato. Na prática, quanto maior o número de unidades, mais ardente é a pimenta.

A Carolina Reaper chega a marcar incríveis 1.641.183 SHU em média, podendo ultrapassar os 2,2 milhões de SHU em alguns frutos. Para se ter uma ideia, uma pimenta dedo-de-moça, bastante usada na culinária brasileira, gira em torno de 30.000 a 50.000 SHU — ou seja, a Carolina Reaper pode ser mais de 40 vezes mais picante.

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