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Lei das eólicas: jabutis presentes no texto vão custar R$ 197 bi aos consumidores em 25 anos

Aumento na conta de luz do brasileiro pode ocorrer após Congresso aprovar lei das eólicas com penduricalhos

Na noite de terça (17/6), o Congresso Nacional derrubou vetos do presidente Lula contra jabutis da Lei das Eólicas Offshore. O “jabuti” é o termo na política que designa emendas que não tem relação direta com o tema central com o texto debatido, e esses penduricalhos deverão custar aos consumidores brasileiros R$ 197 bilhões ao longo dos próximos 25 anos.

A estimativa é da Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) e a Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). E está incluso nesse cálculo um aumento aproximado de 3,5% na conta de luz.

Paulo Pedrosa, presidente da Abrace, disse à imprensa:

“O Congresso derrubou hoje os vetos do presidente Lula no PL das Eólicas Offshore, e encareceu a energia do Brasil em R$ 7,5 bilhões ao ano e mais R$ 3 bilhões de impostos que nós vamos pagar sobre isso. Isso vai chegar aos brasileiros na conta de luz e no preço de tudo que é produzido no Brasil. A energia barata e limpa é nosso caminho para o desenvolvimento e não podemos estragar esse futuro”.

Os trechos vetados pelo Executivo e resgatados pelo Legislativo estabelecem parâmetros para contratação de térmicas a gás, subsídios para carvão, contratação compulsória de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), a extensão dos contratos do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), além da contratação de planta de hidrogênio e de eólicas na região Sul.


Leia mais:

Congresso dá início ao processo de criação da CPMI que vai investigar fraudes no INSS

Deputados do AM repercutem redução da conta luz no estado e criticam concessionária de energia


Lei das eólicas: Contestação no STF?

A FNCE afirma que uma análise técnica feita pela entidade indica que pode haver inconstitucionalidade nos jabutis aprovados no Legislativo e diz que avalia ação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, o órgão afirma:

“São medidas desnecessárias do ponto de vista da operação do sistema elétrico e, além do alto custo, têm potencial para ampliar ainda mais a já elevada sobre oferta de energia no país, em um contexto em que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já realiza cortes significativos na geração de energia eólica e solar, o chamado curtailment.

Alerta para os investidores que planejavam se instalar e gerar empregos no Brasil. Perigo para toda a indústria, comércio e consumidores residenciais que verão impacto no preço dos produtos e serviços, e na inflação. Ao derrubar os vetos da Lei de Eólicas Offshore o Congresso Nacional torna-se responsável pelo aumento na conta de luz dos brasileiros e por instalar o caos definitivo no setor elétrico”.

*Com informações de CNN Brasil.

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Na noite de terça (17/6), o Congresso Nacional derrubou vetos do presidente Lula contra jabutis da Lei das Eólicas Offshore. O “jabuti” é o termo na política que designa emendas que não tem relação direta com o tema central com o texto debatido, e esses penduricalhos deverão custar aos consumidores brasileiros R$ 197 bilhões ao longo dos próximos 25 anos.

A estimativa é da Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) e a Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). E está incluso nesse cálculo um aumento aproximado de 3,5% na conta de luz.

Paulo Pedrosa, presidente da Abrace, disse à imprensa:

“O Congresso derrubou hoje os vetos do presidente Lula no PL das Eólicas Offshore, e encareceu a energia do Brasil em R$ 7,5 bilhões ao ano e mais R$ 3 bilhões de impostos que nós vamos pagar sobre isso. Isso vai chegar aos brasileiros na conta de luz e no preço de tudo que é produzido no Brasil. A energia barata e limpa é nosso caminho para o desenvolvimento e não podemos estragar esse futuro”.

Os trechos vetados pelo Executivo e resgatados pelo Legislativo estabelecem parâmetros para contratação de térmicas a gás, subsídios para carvão, contratação compulsória de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), a extensão dos contratos do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), além da contratação de planta de hidrogênio e de eólicas na região Sul.


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“São medidas desnecessárias do ponto de vista da operação do sistema elétrico e, além do alto custo, têm potencial para ampliar ainda mais a já elevada sobre oferta de energia no país, em um contexto em que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já realiza cortes significativos na geração de energia eólica e solar, o chamado curtailment.

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*Com informações de CNN Brasil.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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