O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) vai consultar setores produtivos da região amazônica para definir a participação no projeto-piloto do Programa Selo Amazônia. Com a norma-mãe em elaboração, a pasta vai selecionar famílias de produtos e desenvolver normas setoriais para orientar a produção sustentável.
A mobilização de setores industriais estratégicos ficará a cargo do Comitê Consultivo do programa e a partir de uma lista prévia com 15 famílias de produtos da Amazônia, serão escolhidas aquelas que vão servir de base para estudos iniciais e para a posterior elaboração de normas técnicas voltadas à certificação.
A expectativa é consolidar a base normativa. A norma-mãe está sendo elaborada pela Comissão de Estudo Especial de Avaliação da Sustentabilidade de Produtos e Serviços da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT/CEE-260).
Saiba mais:
Eleição indireta: Roberto Cidade intensifica articulações em busca de apoio na Aleam
Ex-governador Wilson Lima rebate fala de Fernanda Aryel sobre sua renúncia
Macrocréditos e certificação
O modelo segue princípios como transparência, consenso e voluntariedade, com a participação de diferentes atores em etapas que vão desde a construção do texto-base até a consulta nacional e a publicação. A proposta vai estabelecer parâmetros objetivos para a certificação de produtos, sistemas e serviços.
O Comitê Consultivo também ressaltou macrocritérios para a certificação, como a origem dos insumos, com ênfase no uso de matérias-primas do bioma amazônico, e sua relevância para a composição e diferenciação dos produtos. A iniciativa busca garantir que o selo represente a identidade regional e o compromisso com a sustentabilidade.
O avanço dos trabalhos reforça o papel do Selo Amazônia como instrumento estratégico para promover a bioeconomia, ampliar mercados e fortalecer a imagem da região como referência global em inovação sustentável.